terça-feira, 21 de maio de 2013

Encontro JASBRA/RJ ~ Maio/2013 ~ A Abadia de Northanger



E mais uma vez o grupo Jane Austen Society of Brazil, regional RJ, se reuniu para um bate papo gostoso sobre um dos livros de nossa Diva. E desta vez o escolhido, último da lista (até o momento, porque agora temos o livro "Novelas Inacabadas" lançado este mês), foi o "Abadia de Northanger".





O nosso papo foi muito animado, já que nossa heroína Catherine Morland é uma pessoa dada a devaneios e muita imaginação. E o fato do Sr. Tilney entender tanto de musseline, nos rendeu boas gargalhadas sobre como esse fato seria visto hoje em dia.






Tivemos a presença de várias novatas, o que nos deu uma imensa alegria, saber que nosso grupo só faz crescer, e, por conta disso, fizemos a brincadeira de quem tinha convidado mais, com direito a "tchauzinho de Miss" e jogadinha de cabelo.





No final tivemos o nosso já famoso sorteio. Este mês, graças à nossa amiga Lucienne, que esteve na terra da tia Austen e nos brindou com vários mimos, teve presentinho para todas. As novatas saíram na frente e só dava elas no saquinho do sorteio. Será que foi marmelada? rsrsrsrsr







Damos boas vindas a todas e esperamos que no próximo encontro, com data e local ainda a serem definidos, tenha mais pessoas interessadas em fazer parte desse grupo literário animado.
E agradecemos à equipe da Livraria Travessa do Shopping Leblon por ter disponibilizado o seu local de eventos para o grupo nos dois últimos encontros.

Uma observação: NÃO pense que você precisa ser da área erudita literária, ou até mesmo ter feito faculdade de Letras. Nosso grupo é bem heterogêneo, com pessoas de formações distintas. O único requisito é gostar de ler e, claro, gostar ou querer ser introduzida no universo Austeniano.

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Próximo livro a ser debatido? Uma contemporânea de Jane Austen: Charlotte Brontë, e seu livro JANE EYRE.


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Lisa Kleypas - Desejo à Meia Noite [Os Hathaways #1]



Ficha técnica: Desejo à Meia Noite (Mine Till Midnight)
Autora: Lisa Kleypas
Editora Arqueiro
Lançamento original: 2007
Lançamento BR: 2013
257 páginas


"Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos – uma tarefa nada fácil, sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres, jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos.
Quando se muda com a família para a propriedade recém-herdada em Hampshire, Amelia acredita que esse pode ser o início de uma vida melhor para os Hathaways. Mas não faz ideia de quantas dificuldades estão a sua espera. E a maior delas é o reencontro com o sedutor Rohan, que parece determinado a ajudá-la a resolver seus problemas. Agora a independente Amelia se verá dividida entre o orgulho e seus sentimentos.
Será que Rohan, um cigano que preza sua liberdade acima de tudo, estará disposto a abrir mão de suas raízes e se curvar à maior instituição de todos os tempos: o casamento?"


ROMANCE HISTÓRICO.




Depois de tantos anos esperando que algumas das maiores escritoras de Romance Histórico finalmente chegassem no Brasil, a gente chega a ficar meio perdido quando termina de ler um de seus livros.

Os Hathaways são uma série de 5 livros (são 5 irmãos) para você ler de forma apaixonada, mas com o coração na mão.
A começar pela capa que é mais do que belíssima. Cada cor de vestido trazida nesta e nas próximas é para parar o quarteirão.


Começando pela mais velha das meninas, Amelia é aquela irmã que tomou para si a responsabilidade de cuidar dos outros após a morte dos pais. Para completar, houve um surto de escarlatina na cidade e seu irmão mais velho e sua irmã Win pegaram a doença, quase chegando à morte. Apesar de terem sido salvos, seu irmão, o que deveria ser a cuidar da família por ser o mais velho e detentor do título, caiu em depressão por ter perdido a noiva para a doença. Agora ele não quer saber de viver, e vive de forma desregrada, obrigando Amelia a sair em sua busca nas casas de jogos e prostíbulos.

Foi exatamente numa dessas buscas que Amelia encontra o cigano Cam Rohan...


Aquele tipo de homem TDB, sombrio, que leva uma mulher a suspirar e a começar a pensar certas besteiras (depende do ponto de vista de quem...mas deixa pra lá!).

"Ela parecia não conseguir respirar direito.
           - E ao que parece, nunca tornaremos a nos encontrar? Ele baixou a cabeça.
           - Nunca.
          Ele era grande demais, estava perto demais. Nervosa, Amelia tentou organizar seus pensamentos, mas eles estavam espalhados como fósforos que tivessem acabado de cair da caixa... e então Rohan ateou fogo neles quando seu hálito atingiu o rosto dela.
           - Espero que tenha razão. Deus me ajude se um dia eu tiver que enfrentar as consequências.
           - Do quê?
           - Disto.
          A mão de Cam deslizou até a nuca de Amelia e sua boca cobriu a dela."


(Limpando a garganta) Bela maneira de se conhecer alguém.
O beijo poderia ter sido uma bela recordação, mas acontece que quando os Hathaways mudaram-se para sua nova propriedade, Ramsay House, em Hampshire (propriedade herdada junto com o título do irmão de Amelia), quis o acaso que seu novo vizinho estivesse recebendo visita de alguns amigos, e um deles era... Cam.

Os acontecimentos nesse meio tempo, que fazem com que Cam e Amelia se esbarrem mais vezes do que o esperado, você terá de ler. Mas o que quero ressaltar deste livro é o belíssimo trabalho de pesquisa feito pela autora.
Desde que há menção sobre a vida dos ciganos e seus costumes, a autora nos brinda com várias explanações, palavras na língua típica, costumes e lendas.

O estilo de Lisa Kleypas não é tão cômico quanto o de Julia Quinn, mas seus romances mexem com o leitor de igual forma.

A família Hathaway tem vários problemas a serem resolvidos, alguns deles começam a se diluir com a chegada de Cam. Mas há ainda alguns bons mistérios a serem desvendados.
O próximo? A respeito de onde se encontra a família cigana de Cam e o que isso tem a ver com Merripen, um cigano que vive com os Hathaways há anos, e nunca quis ir embora. Teriam os dois algum tipo de ligação por pertencerem ao mesmo povo?

Você pode adquirir o livro através:

Saraiva  |  Travessa  |   Submarino


Sobre a autora:

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*Ao som de "Gypsy", com Shakira:

domingo, 19 de maio de 2013

Karen-Anne Stewart - Saving Rain [In the Rain Trilogy #1]



Ficha técnica: Saving Rain* 
Autora: Karen-Anne Stewart
Editora Authorhouse
Lançamento original: janeiro/2013
Lançamento BR: ainda não
364 páginas

"Raina tentou esquecer seu passado, esquecer a dor, mas quando ela se encontra olhando diretamente para a fúria brilhando nos olhos de seu ex-namorado, seu passado obscuro vem correndo de volta. Furiosa consigo mesma por realmente ter  escolhido alguém como seu pai, ela usa a raiva a seu favor e luta por sua vida ... e para o  futuro que ora, há um homem envolvido que não lhe sai da cabeça.
Kas é um líder nato, um guerreiro feroz, o tipo de homem que você envia quando  precisa  começar de um trabalho bem feito. Ele é um herói corajoso que está acostumado a arriscar a própria vida para salvar os outros, mas ele pode salvar aquela que conquistou seu coração, de seu passado terrível e dos homens que são obcecadas em destrui-la? Como Kas e Raina tentam navegar através das voltas e reviravoltas de um grupo de tráfico de seres humanos diabolicamente inteligente, eles encontram consolo nos braços um do outro. Podem eles se infiltrarem no círculo do traficante, salvando as vidas inocentes do perigo iminente, antes que seja tarde demais?"


ROMANCE CONTEMPORÂNEO. DRAMA. TEMA ADULTO.
ACONSELHÁVEL PARA MAIORES DE 18 ANOS.

(Review in English - Scroll down)


Uma capa linda, uma sinopse de prender a atenção e então, você começa a ler e fica...arrepiada.



O aviso de leitura para maiores de 18 anos não é porque o livro é recheado de cenas de sexo, ou de palavrões, mas sim porque o tema é sério: tráfico de humanos.
Mas antes que você desista de ler a resenha e, consequentemente, de querer ler o livro, digo que Karen-Anne de uma maneira fantástica conseguiu levar o tema de forma séria, mas leve.

A história começa quando Rainna ainda era pequena e perde a mãe. Seu pai a partir daí torna-se outra pessoa e parece que Rain - forma carinhosa como todos a chamavam - vira o seu saco de pancadas.
A história dá um salto e agora ela encontra-se na universidade e seu tema de fim de curso é sobre a violência contra as mulheres, principalmente o tráfico. Um tema que ela conhecia bem.
Rain torna-se uma moça bonita, que chama a atenção dos rapazes e um deles faz de tudo para ser mais do que seu amigo. No início tudo era lindo, até que ela passa a não querer fazer certas coisas com ele, ir a certos lugares. Isso basta para que ele mude de atitude. E Rain não se conforma  por ter acabado nos braços de um homem com o mesmo comportamento irascível de seu pai.

Mas após um ataque especialmente perigoso, ela cai sob a proteção de Kas Pierce. E vamos dizer, Kas é TDB (tudo de bom).
Além de lindo, ele tem uma quedinha por Rain. E, sem que ninguém soubesse, ele trabalhava disfarçado para a polícia num caso de tráfico de mulheres.

Juntando forças, Kas e Rain vão entrar no círculo de um poderoso traficante e tenta ajudar outras pessoas. Enquanto isso, a relação deles se estreita cada vez mais até tornar-se impossível ficarem separados.
Mas Rain tinha assuntos inacabados a resolver... E eles passariam por um teste ainda maior...

Confesso que este livro aborda um tema que normalmente eu não leria.
Quando continuei a leitura e vi do que se tratava, quase desisti. Mas, ao mesmo tempo que o tema chocou, senti que o clima estava leve, sem aquelas cenas sangrentas e cheias de injustiça (bom, há uma coisinha ou outra, mas nada tão desesperador). Então, fui em frente.

Além disso, você fica encantada pela determinação de Rain de não só mudar o próprio destino, como de envolver-se em ajudar pessoas que nunca viu. Também não posso esquecer que Kas é um herói maravilhoso. Qual mulher não queria um namorado daquele???



Os personagens envolvem.
O ritmo da história é bom, bem explicativo. 
O ponto positivo é que você consegue ficar enredado no enredo, sentindo-se parte dele, apesar de o tema ser algo que normalmente a gente prefere até evitar saber.
Ponto negativo: não é negativo para a autora porque isso mostra que ela fez um ótimo trabalho em expressar as emoções para o papel, mas eu diria que foram as cenas de violência. Para quem já sofreu isso ou tem um estômago fraco, ler sobre isso sempre causa mal estar.
É uma trilogia que ainda tem muito que mostrar. A questão do tráfico é apenas a ponta do iceberg. E o final do livro, uma surpresa. Coração veio à boca... OMG!! E agora?...

4,5 ESTRELAS!!!

Adquira o livro:   Amazon  |   Barnes & Noble

Sobre a autora:  Goodreads  |   Site  |   Facebook  |  Twitter





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I confess that this book covers a topic that I normally would not read.
When I continued reading and saw what it was all about, I almost gave up. But while the theme shocked, felt that the climate was not so dark, but light, without those bloody scenes and full of injustice (well, there's a thing or two, but nothing so hopeless). So I went ahead.

Furthermore, you are enchanted by the determination of Rain not only change her own destiny, much involved in helping people who have never seen. Nor can I forget that Kas is a wonderful hero. What woman does not want a boyfriend like that??

The characters involved.
The pace of the story is good and explanatory.
The positive point is that you can get caught up in the plot, feeling part of it, despite it being something that we usually prefer to avoid knowing.
Negative point: not bad for the author because it shows that she did a great job in expressing emotions for the role, but I would say were the scenes of violence. For those who havd experienced this or have a weak stomach, read about it always causes discomfort.
It's a trilogy that still has a lot to show. The issue of trafficking is only the tip of the iceberg. And the end of the book, a surprise. Heart came into my mouth ... OMG! Now what? ... I can't wait to read the next.


4,5 STARS!!




*Livro cedido pela autora em busca de uma opinião sincera e imparcial.

sábado, 18 de maio de 2013

ENTREVISTA: LISA MARIE RICE



Leitor é um ser interessante.
Ele vai onde tiver livros. Uma feira, um sebo, uma livraria, um encontro pela internet. Falou em livros, falou em sorteio, está ele lá.
Exatamente por isso ele não é um tipo estagnado, que espera quando as editoras de seu próprio país lancem seus livros desejados. Não, ele corre atrás. Ebooks são bem vindos nessa aldeia global cibernética. Amém aos sites de venda online: Amazon, Smashwords, Barnes & Nobles...

Assim, com toda essa interação, aqui no Brasil ficamos conhecendo a escritora LISA MARIE RICE.
As editoras brasileiras ainda não a descobriram, o que é uma pena.
Seus livros, ROMANCES CONTEMPORÂNEOS, são recheados de ação, temas da atualidade, como prostituição, crime organizado, abuso infantil. Seus personagens são fortes, viris, leais e apaixonantes. E porque não dizer, apaixonados. Uma vez encontrem sua parceira, movem céus e terra para ficarem com elas e as defenderem.

Lisa Marie Rice, também conhecida pelo pseudônimo ELIZABETH JENNINGS, tem livros lançados pelas editoras ELLORA'S CAVE e AVON BOOKS.
Ela é uma simpatia e está sempre pronta a conversar com seus leitores e ouvir suas opiniões.
Esta entrevista foi concedida no mês de abril e ela não se furtou a responder qualquer tipo de pergunta feita. É com grande prazer que faço do grupo que luta para que seus livros sejam traduzidos e editados aqui no Brasil (saiba como participar no final da entrevista).

Senhoras e Senhores, com vocês, Lisa Marie Rice:

Borboleta que Lê - Primeiro de tudo gostaria de dizer que é um prazer entrevistá-la. Embora seus livros não tenham sido publicados no Brasil, gostaríamos que soubesse que há uma legião de fãs fazendo campanha para que isso aconteça...

BQL    Você trabalhou muito tempo como intérprete e tradutora, quando começou o seu desejo de escrever?

LMR- Antes de mais nada deixe-me dizer que é um prazer falar com as fãs brasileiras. Quanta honra!
Como muitos escritores, eu queria escrever desde que tinha idade suficiente para entender que poderia escrever histórias e ser paga por isso. Essa seria A profissão. Uau! Mas até recentemente escolher ser uma escritora era o mesmo que assinar um voto de pobreza e eu sempre soube que não queria ser pobre. Então, eu me tornei uma intérprete e tradutora e nunca me arrependi disso.  Como intérprete eu viajei o mundo (infelizmente nunca para o Brasil), e trabalhei com políticos, homens de negócios, cientistas, artistas... E só dizer que tipo e eu digo que já trabalhei com eles numa conferência. Como se fosse um curso PhD específico...da vida. Eu presenciei muito e aprendi outro tanto e finalmente chegou o tempo de ir mais devagar e realizar o meu sonho de vida. E estou feliz.  Para escrever bem você precisa ter vivido bem – intensamente e prestando atenção. Eu não acredito nesses escritores que estudam numa faculdade para isso e se sentam para escrever um grande romance. Você precisa ter amado, você precisa ter se perdido, você precisa ter corrido riscos e ter amigos de longa data, para saber o que a vida é antes de poder escrever sobre isso.

      BQL-   Por que a maioria de seus personagens masculinos é militar? Você já teve um namorado militar para chamar de seu?

LMR- Não, de jeito algum, mas pensando bem, isso teria sido de MUITA ajuda! Não, eu adquiri meu conhecimento militar lendo biografias de soldados e perguntando a vários militares – homens e mulheres – online e eles foram muito generosos em suas respostas. E como porque – bom, um livro de romance é na verdade uma espécie de resumo. Num espaço de 400 páginas você tem que convencer o leitor de que ele está lendo sobre um romance que vai durar uma vida inteira. Deve encontrar uma maneira de convencer o leitor de que o herói tem o poder de permanecer no militarismo. Ninguém entra no militarismo para ficar rico. Você tem que ter um tipo de personalidade, uma habilidade para se devotar a algo maior do que você mesmo, para fazer sacrifícios, e ser um militar é o símbolo supremo disso tudo. O tipo de herói militar do qual escrevo é corajoso e esperto e firme, e quem não quer essas qualidades num marido? Eu sei que os “bilionários” são os que estão no topo da moda no momento, mas o fato de um homem ser rico não o torna um herói. Eu prefiro ter alguém corajoso e capaz de se sacrificar do que um rico. Porque você pode perder todo o seu dinheiro, mas você não perde sua honra.


BQL-     Desde o lançamento de sua primeira trilogia, MIDNIGHT, você sentiu alguma diferença nas características de seus personagens masculinos? Algo como terem se tornado mais durões, mais suaves, mais românticos...

LMR- Eu realmente tentei algo em DANGEROUS PASSION, onde o herói era um criminoso internacional. Foi legal e todo romântico. Mas em geral, apesar de meus personagens masculinos mudarem a forma e o fundo, há certas características que são sine qua non: fidelidade, lealdade e a capacidade para amar. Essas são a base, não tem como mudar, e nem eu quero isso.

      BQL-  Alguns dos seus personagens conseguem estreitar um laço profundo com alguém, mesmo quando não existe uma ligação genética entre eles. Na trilogia PROTECTORS, os personagens se tornam irmãos quando se alistam, e passam a viver sob um código de honra que os faz estar prontos para matar ou morrer em nome de seus "irmãos". Você acredita na existência de tal laço nos dias de hoje?

LMR- Oh sim, eu creio completamente nesse tipo de laço. Eu não poderia escrever sobre isso a não ser que eu acreditasse veementemente que existe honra e amor no mundo. Esses laços podem ser fortes e inquebrantáveis mesmo em frente ao perigo e a um grande estresse. Essas pessoas podem permanecer leais umas às outras – assim como funciona com os votos do casamento – na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, até que a morte os separe. Eu creio nisso do fundo do meu coração.

      BQL-   Você aborda temas muito delicados em seus livros como violência e abuso infantil, uso de drogas, prostituição... Qual é a relevância desses temas em seu trabalho?

LMR- O mundo é um lugar terrível. Há muita injustiça e crueldade. Todos sabemos disso. Assim como sabemos que há pessoas que dedicam sua vida em criar luz na escuridão. Não há como esconder a malignidade do mundo. É preciso ser encarada e combatida.

      BQL-  Qual é o seu livro favorito?
 
LMR- Há um empate entre MIDNIGHT ANGEL e DANGEROUS PASSION. Também tenho uma queda por NIGHTFIRE, porque o herói é um redimido.



      BQL-   Você tem algum ritual para escrever?

LMR- Eu preciso de completa calma e quietude. Alguns escritores vão até uma Starbuck’s ou num Café, mas eu não poderia. Preciso de calma e solidão.

      BQL- Existe alguma diferença de conteúdo de um livro lançado pela Editora Ellora’s e pela Avon? Tirando todo o lado picante, é claro...

LMR- Você acha que há um grau em ser picante? Só para constar, por alguma razão, eu acho que os livros da Avon são mais sombrios. Acho que eles lidam mais na área de assuntos de geopolítica e suspense do que os da EC, que normalmente têm apenas um cara mau (antagonista). Não faço idéia porquê disso, porque tanto para Avon, quanto para Ellora’s, meu editor me permite escrever o que dita meu coração. Talvez eu sinta que o mundo tenha se tornado um lugar mais perigoso.

     BQL-   Falando em diferença de escrita, por que você criou um pseudônimo chamado ELIZABETH JENNINGS, a até mesmo tem um site totalmente separado?
 
LMR- Bem, tem a versão longa e a curta. A curta é que Elizabeth Jennings não escreve livros picantes. Eles são sexies, mas não tanto quanto os de LMR. Algum dia Elizabeth Jennings vai voltar e escrever livros de terror.



      BQL- Você é uma “workaholic” ou tem algum hobby? Você tem algum autor preferido?

LMR- Eu fui uma workaholic minha vida inteira e isso não é divertido. Então agora eu me certifico de trabalhar duro, mas ter tempo para ler, para tomar um café com um amigo numa praça, ir a concertos e fazer caminhadas.  A vida é curta. Aproveite-a.
Autores favoritos: Shannon McKenna, Nora Roberts, Lee Child, Michael Connely, Jeffry Deaver. Estou lendo vários livros “indie”* fabulosos – publicações independentes como Bella Andre, Barbara Freethy, Russel Blake, Hugh Howey. É uma época maravilhosa para se ser um leitor, há toneladas de leituras maravilhosas por aí.

*Indie Books são livros editados e lançados de forma independente. Apesar de muitas empresas independentes de publicação do livro serem incorporadas, elas são independentes dos grandes conglomerados que dominam a indústria editorial. Editoras independentes incluem pequenas prensas, editoras de médio porte independentes, editoras universitárias, editoras de e-book, e autores auto-publicados.


BQL-   Você disse não gostar de viajar, especialmente na época em que trabalhava como intérprete, mas você tem alguma objeção em viajar para outros países para promover seus livros?

LMR- Após decidir deixar de ser intérprete, eu queria somente FICAR EM CASA, após anos e anos de viagem. Mas agora eu viajo de vez em quando – pelos Estados Unidos para promover meus livros, para o Reino Unido. Em maio irei para a Convenção das Cartas de Amor (Love Letter’s Convention) em Berlim.

      BQL- Já pensou em visitar o Brasil? E em escrever um livro com um personagem brasileiro?

LMR- Infelizmente nunca estive no Brasil, mas adoraria e prometo que num livro futuro vou incluir um personagem brasileiro! Homem ou mulher? O que acham?

      BQL- Gostaria de deixar uma mensagem para seus fãs brasileiros?

LMR- Caros leitores brasileiros, muito obrigada por lerem e gostarem dos meus livros. Não faz diferença onde moramos, nós temos muito em comum. O amor é uma constante e universal. Obrigada do fundo do meu coração.


BQL - Gostaria de agradecer por sua gentileza em responder nossas perguntas, enviamos a você nosso beijo e aguardamos vê-la em breve visitando o Brasil.

LMR- Beijos de volta a todos e obrigada! Se alguém organizar um evento para leitores românticos eu acredito que muitos escritores de Romance se interessariam em comparecer!

Tudo de bom, Lisa Marie Rice.



E então, leitores, o que acharam? Uma simpatia, não?
E o que responderíamos a ela sobre o personagem brasileiro? Deveria ser um homem ou uma mulher? (Deixem seus comentários porque ela estará nos vendo).

Quer nos ajudar a trazer os livros dela para o Brasil? Participe de nossa página no facebook:


Para saber mais sobre a autora e seus livros:




Facebook     


 Quer conhecer alguns de seus títulos? Veja minhas resenhas:






*Esta entrevista também está disponível na página do Facebook e no blog Alquimia dos Romances.


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Julia Quinn - O Duque e Eu (Série Família Bridgerton #1)


Ficha técnica: O Duque e Eu (The Duke and I - Bridgerton Series #1)
Autora: Julia Quinn
Editora Arqueiro
Lançamento original: 2000
Lançamento BR: 2013
282 páginas

"Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas.

Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível.

É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga.

A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.

Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida."


ROMANCE HISTÓRICO.

A família Bridgerton é daquelas que não passam desapercebidas por onde passa. A começar que são 8 filhos. Seus nomes foram dados em ordem alfabética: Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth. De todos, apenas a última não conheceu o pai, que faleceu quando a mãe ainda a esperava.
O título de Anthony é Visconde e ele agora é o patriarca da família. Não que sua mãe não tome as decisões da família, Deus sabe o quanto seria difícil calar  Lady Violet Bridgerton. Uma mãe amorosa e presente, que cuida dos seus filhos com mãos de ferro.
Acontece que esta é uma família numerosa e feliz. Daqueles que você gostaria de fazer parte ou, pelo menos, poder ter livre acesso à casa deles...

Bem diferente de como foi a vida de Simon Basset. Filho único, Simon perdeu a mãe já na hora do parto. Muito aguardado pelo pai, em busca de um herdeiro para o seu ducado, ele tornou-se uma decepção quando aos 4 anos ainda não falava, e quando começou a fazê-lo gaguejou tanto que o pai só lamentou e o abandonou aos cuidados da babá.
O relacionamento dele com o pai foi nenhum. E a animosidade entre os dois foi tamanha que, ao descobrir que o pai preferia achá-lo morto, Simon decidiu primeiro que falaria sem gaguejar e seria muito bom em tudo que se dispusesse. E, segundo, não daria nenhum orgulho ao pai.

Os anos se passaram e agora Simon era o Duque de Hastings. Viajou pelo mundo e apenas retornou à Inglaterra após a morte do pai. Depois de passar tanto tempo fora, não estava mais acostumado a muitas das convenções da sociedade. Sequer havia ouvido falar da maior colunista de fofocas da cidade, Lady Whistledown, uma mulher que parecia ter olhos e ouvidos em toda parte e, ao publicar suas fofocas 3 vezes por semana, dava nomes a todas as pessoas de quem falava, sem papas na língua. Inclusive os próprios Bridgerton:

" Os Bridgertons são, de longe, a família mais fértil da alta sociedade. Essa qualidade da viscondessa e do falecido visconde é admirável, embora se possa dizer que suas escolhas de nomes para os filhos sejam bastante infelizes. Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth. É claro que a organização é sempre algo benéfico, mas seria de esperar que pais inteligentes fossem capazes de manter os filhos na linha sem precisar escolher seus nomes em ordem alfabética..."

Uma fofoqueira terrível, mas ninguém deixava de ler sua coluna...

Volatndo a Simon, ele agora se via de volta à sua terra natal e tornou-se um alvo para as mães com filhas em idade de debutar. PERIGO!!!! Num único baile ele foi apresentado a mais mães e filhas do que em toda sua vida. Como fugir disso?

Do outro lado do salão, Daphne Bidgerton parecia sofrer de algo parecido, sendo que sua mãe a carregava pelo braço apresentando-a a todos os que ela considerava bons partidos para sua filha. Ambos precisavam de um descanso.

Pensando nisso, eles uniram forças e decidiram fingir estarem se cortejando, assim, as outras mães o considerariam fora do páreo, e, no caso de Daphne, ela teria melhores propostas de casamento do que aquelas que havia recebido até o momento.

Sendo Anthony o melhor amigo de Simon, e conhecendo a reputação do amigo, não aceitou o plano de jeito nenhum, mas teve que ver uma certa lógica no que lhe foi apresentado pelos dois.

Mas o que era para ser uma farsa acabou se transformando em desejo, com direito a duelo no início da manhã num lugar remoto qualquer, e tanto Simon, quanto Daphne, se viram irremediavelmente presos à uma situação que não podiam continuar, mas não queriam fugir...

O que dizer dos Bridgertons, ele são a família mais fofa que tem na sociedade londrina. Numerosos, barulhentos, inteligentes, bonitos e unidos.
Daphne, a mais velha das meninas, tinha sim o sonho de casar e ter muitos filhos. Mas ela definitivamente não queria qualquer um. Depois de ver o quanto seus pais se amavam, um casamento de conveniência não fazia parte dos seus planos.
Já Simon não nutria as mesmas ideias. Com seu passado tão infeliz, ele se prometera jamais satisfazer as aspirações do velho duque. Ele batalhou para ser um ótimo aluno em Eton e Oxford e vencer a gagueira porque era exatamente o que o pai NÃO esperava dele. Mas tornar-se o próximo duque, casar e encher a casa de herdeiros: De jeito algum!!
E mesmo com esse conflito de interesses eles acabaram apaixonados. 

É muito legal de ver a interação entre os irmãos, a forma que os 3 rapazes mais velhos defendem a honra da irmã, a esperteza da mãe deles sabendo como lidar com cada um.
O romance pode parecer meio previsível, afinal, é um romance histórico do tipo felizes para sempre, mas ainda assim, você vai morrer de rir em várias partes, sentir seu coração dar um salto em outras e dar um sorrisinho estúpido em mais outras. Enfim, é um livro para ler, suspirar e pedir bis.

Série 5 ESTRELAS.

A capa, diferente dos modelos do mesmo livro em outros países, seguiu um modelo que está bem na moda, o de duas fotos separadas pelo título. A diagramação está perfeita e o preço sugerido pela editora, perfeito. Em muitos casos, você encontra descontos comprando pelos links de outros sites. A Editora Arqueiro está de parabéns pela iniciativa em trazer romances de época, com uma excelente qualidade editorial.

Ainda sobre o livro, logo no início você encontra uma tabela com os nomes dos filhos, os livros que contam suas histórias e os títulos provisórios de cada um. Devo dizer que os títulos provisórios estão excelentes para mim porque são as traduções dos originais, sem essa de mudar completamente só porque mudou o idioma.
No final do livro tem um pedacinho do próximo, "O Visconde que me Amava", que é a história de Anthony. E a capa do mesmo pode ser vista na contracapa.

Nada a reclamar e tudo a aplaudir. Agora é esperar o lançamento do próximo livro.

Minha outras resenhas das séries de Julia Quinn você encontra nos links abaixo:

Série Agentes da Coroa (Ex-Espiões) >> acesse

Trilogia Splendid >> acesse

Série Bevelstoke >> acesse

Série Quarteto Smyth-Smith >> acesse

Para adquirir o livro:  Submarino  |  Saraiva  |  Travessa


Sobre a autora:


Facebook  |   Goodreads  |   Site  

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Lucy Vargas - Segunda Chance para Amar



Ficha técnica: Segunda Chance para Amar
Autora: Lucy Vargas
Editora self  (distribuído pelo Amazon Digital)
Lançamento: 12/maio/2013
Kindle edition  (134 páginas)


"Annelise Barton era uma das grandes promessas da sociedade nova-iorquina. Seu pai esperava fazer mais um ótimo negócio com seu casamento. Mas tudo desmorona quando ela acredita ter se apaixonado e cai nas garras de um dos namoradores da alta sociedade. Dois anos depois ela ainda está arruinada, humilhada pela própria família e sem esperança de reerguer–se. 

Brice Wincross é um dos famosos irmãos “andarilhos”, frequenta a alta roda e sua família manda no dinheiro de boa parte da sociedade. Mesmo assim os esnobes ainda viram o nariz porque os Wincross são adeptos a um estilo de vida mais livre do que os refinados salões. Desde a primeira vez que vê Annelise se agarrar ao que lhe resta de orgulho para enfrentar o olhar daqueles abutres, ele a admira. Jamais pensaria que uns minutos no jardim lhe dariam a chance de fazê–la enxergar que é dona da própria vida. 

As reviravoltas do destino os levam a paixão inevitável e ambos sabem que estão condenados a nunca mais amar porque seu caso ilícito tem data de validade. As intrigas e mentiras daqueles que deveriam protegê–los os levam a um fim desastroso. Annelise parte mais uma vez, banida e humilhada, decidida a nunca mais ser destruída por alguém. Mas ela não esperava que Brice colocasse em prática sua natureza aventureira e a procurasse pelo país inteiro, decidido a lutar incessantemente por uma segunda chance."


ROMANCE HISTÓRICO. NACIONAL. LANÇAMENTO.

Para tudo!!! Como assim a minha amiga Lucy escreve??? Quando recebi a nóticia fiquei passada...



Não que ela não tenha capacidade para tal coisa. Ela é inteligente pra c... e trabalha num photoshop que é uma beleza (ela que o diga o quanto a gente enche o saco dela nos grupos do Facebook pra fazer umas gravuras legais...), mas sim porque eu NUNCA tinha ouvido falar em nada sobre isso. E para completar, a bomba caiu no meu colo com o lançamento do livro dela em pleno Dia das Mães!!!

Mas passada a surpresa, vamos lá. Vamos encarar o trabalho da amiga...



Annelise (será que esse nome tem algo a ver com a Virgem Escriba? Deixa pra lá...) tinha tudo para se tornar uma pessoa amarga. Por um mau julgamento, ela acabou achando estar apaixonada e entregou-se à pessoa errada, que além de não casar com ela, fez questão de espalhar o ocorrido por toda Nova Iorque (canalha!!!). Se isso já não bastasse, ela teve que encarar o "dar as costas" de sua própria família. Suas duas irmãs mais velhas, já casadas, preferiam fingir que não a conheciam quando a viam na rua, e seu pai a tratou pior do que a uma rameira. Insultos eram poucos para o que ele falava para ela. Cansada disso, ela foi refugiar-se na casa de praia de sua mãe.

Mas antes disso, num último evento na cidade do qual seu pai a obrigara a ir, ela começou sua amizade com Brice Wincross...

Brice vinha de uma família de banqueiros. Ele, seus irmãos e seu pai estavam envolvidos, assim como seus antepassados, em qualquer negócio que rendesse um bom dinheiro. Eram ricos e respeitados pela sociedade, mas também, eles não eram do tipo "babar ovo" dela. Faziam o que achavam certo e apoiavam a quem queriam.
Foi exatamente por isso, que, apesar de estar noivo a poucos meses de casar, Brice não achou nada demais em apoiar aquela pobre alma que acabara de ser humilhada em pleno baile.

Dessa amizade um sentimento cresceu e eles tornaram-se amantes.
Annalise sabia que esse romance estava fadado a acabar tão logo ele se casasse. Brice era honrado demais para deixar sua noiva, Sarah, abandonada no altar, mas no fundo ela tinha esperanças. Esperanças essas que foram jogadas ao vento e morreram quando da visita de seu pai, em sua casa na praia, pela última vez humilhando-a e dizendo palavras que magoaram-na além do limite. Sem mais suportar, Annalise partiu...



O tempo passa. E nada como o tempo para cruzar certas feridas...
Mas quem disse que o tempo faz esquecer certos sentimentos? E quando Annalise pensava estar curada e feliz, eis que Brice surge na pequena cidade em que ela se refugiara e ele faria de tudo para tê-la de volta...

O livro é um conto. É o livro estreia de Lucy e ela veio com tudo.
Começando que escrever um romance histórico não é nada fácil. Outra época, outros costumes, até outro país.
A capa é linda. Uma paisagem super romântica.
Os personagens são cativantes. Todo tipo de emoção passou por mim enquanto lia. Primeiro morri de pena da Annelise. Ela fez uma besteira, concordo, mas a reação da família dela foi super-ultra-exagerada. Eu queria matar o pai e as irmãs pelas barbaridades que falavam para ela e dela!!!



E quando Annelise ficou de saco cheio das palavras da tia dela e encheu a mulher de porrada...ahhhhhh...adorei!!




Depois, veio o orgulho por ver que ela tomou as rédeas de sua vida e se mandou para um lugar melhor.
É claro que o coração bateu mais forte quando Brice aparece na cidadezinha em que ela agora vive, com a boa desculpa de que iria abrir um banco lá. Imagina...

Bom, a maneira que ele faz para convencê-la a voltar para ele...isso você terá que ler para saber. Mas eu garanto que você vai soltar muitos suspiros ao longo da leitura.

E mais, o livro tem todo o jeitinho de poder ganhar pelo menos mais duas continuações com as histórias dos irmãos dele. Um deles é casado, mas e daí? Dá pra fazer uma espécie de flashback. E quanto ao caçula, Dane, ele é um barato. Não quer saber de compromisso com mulher nenhuma e agora está metido numa enrascada...ahahahahah. Ia adorar ler a história dele!

Resumindo, taí um livro curtinho para você passar bons momentos e dar boas risadas.
E mesmo sendo o primeiro romance da nossa amiga, digo que ela não deve nada a outras escritoras que já li.
Lucy....



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Quando o livro realmente me inspira, ao longo da leitura sempre bate uma trilha sonora na minha cabeça. Desta vez a trilha fica por conta de Jason Mraz e sua música "The Woman I Love" (A Mulher que Amo). Totalmente a cara de Brice Wincross...

A MULHER QUE AMO (tradução)

Talvez eu te perturbe com as minhas escolhas
Bem, você também me perturba as vezes com a sua voz
Mas isso não é suficiente para mim
Sair e seguir em frente
Vou te amar como a mulher que amo

Não temos que nos apressar
Você pode demorar quanto tempo quiser
Estou aguentando firme
Meu coração está em casa
Com a minha mão atrás de você
Vou te segurar se você cair
Yeah, vou te amar como a mulher que amo

As vezes o mundo pode te fazer se sentir
Que você não é mais bem-vinda
E você se derruba
Você se deixa enlouquecer
E naqueles momentos que você para de amar
Aquela pessoa que adoro
Você pode relaxar
Porque, querida, te protejo
Te protejo

Ei

Não quero mudá-la
Você tem tudo sobre controle
Você acorda todo dia diferente
Uma outra razão para mim aguentar firme
E não estou apegado de maneira alguma, você está se mostrando
Vou te amar como a mulher que amo
Yeah, vou te amar, oh yeah
Yeah, vou te amar
Você é a mulher que amo