[Resenha] Julia Quinn - Um Cavalheiro a Bordo (Os Rokesbys #3)



Ficha técnica: Um Cavalheiro a Bordo (The Other Miss Bridgerton)
Autora: Julia Quinn
Editora Arqueiro
Lançamento original: 20/novembro/2018
Lançamento BR: 12/julho/2019
288 páginas
23 capítulos + epílogo
POV: terceira pessoa
Gênero: Romance de época; chick lit; aventura

Protagonistas: Lady Poppy Louise Bridgerton & Capitão Andrew James Edwin Rokesby
Local/ano: Dorset; Kent, Inglaterra; Portugal/1786

Ela estava no lugar errado…

Durante um passeio pela costa, a independente e aventureira Poppy Bridgerton fica agradavelmente surpresa ao descobrir um esconderijo de contrabandistas dentro de uma caverna.

Mas seu deleite se transforma em desespero quando dois piratas a sequestram e a levam a bordo de seu navio, deixando-a amarrada e amordaçada na cama do capitão.

Ele a encontrou na hora errada…

Conhecido entre a alta sociedade como um cafajeste e um corsário inconsequente, o capitão Andrew James Rokesby na verdade transporta bens e documentos para o governo britânico.

No meio de uma viagem, ele fica assombrado ao encontrar uma mulher na sua cabine. Sem dúvida sua imaginação está lhe pregando peças. Mas, não, ela é bastante real – e sua missão para com a Coroa o deixa preso a ela.

Será que dois erros podem acabar no acerto mais maravilhoso de todos? Quando Andrew descobre que Poppy é uma Bridgerton, entende que provavelmente terá que se casar com ela para evitar um escândalo.

Em alto-mar, as disputas verbais entre os dois logo dão lugar a uma inebriante paixão. Mas depois que o segredo de Andrew for revelado, será que ele conseguirá conquistar o coração dela?




Continuação da série:
Livro #1 > resenha
Livro #2 > resenha

Quem disse que vir de uma família com sobrenome importante, e ter como madrinha outra pessoa mais importante ainda - como Lady Bridgerton - garante que uma senhorita encontre um bom casamento já em sua primeira temporada?
Bom, Poppy já havia tido duas temporadas e até agora, nada!

Ela vai, então, passar uns dias com a amiga Elizabeth, grávida de seis meses de George Armitage, em Charmouth, Dorset. Devido a condição avantajada da amiga, Poppy decidiu explorar os arredores sozinha.

A cabeça de Poppy era um enigma. Com certeza ela não tinha pensamentos iguais aos das moças de sua idade. Toda aquela conversa sobre o tempo, que levaria a um flerte, era tão aborrecida... Ela preferia questionar sobre assuntos que, na mente dela, qualquer pessoa teria, como, por exemplo: qual a tonalidade de azul no céu você consegue enxergar?
Para falar a verdade, esse tipo de assunto só fez com que ela recebesse olhares assustados, ou, até mesmo, que um cavalheiro se afastasse.

Explorando o local próximo ao oceano, ela se viu dentro de uma caverna, e tropeça num caixote que ali havia.
Aquela caixa poderia significar mil e uma coisas; aventuras que Poppy nunca viveria, mas, de repente, ela se viu sendo segurada e levada por dois piratas porque ela estava no lugar errado na hora errada.
E foi assim que Poppy viveu sua própria aventura, ao se tornar refém no navio Infinity.

O capitão do navio, Andrew James, se viu numa sinuca ao ver dois de seus tripulantes - que deveriam ter ido buscar conhaque - com uma dama nas mãos. E pior, ele não teria tempo hábil para levá-la de volta; isso sem contar que ela tinha visto demais. O cronograma dele exigia que não perdesse a maré porque tinha prazo para chegar em Portugal.

Se a situação não era bizarra o bastante, ele ainda descobre que a dama em questão era uma Bridgerton.
Ele tinha contato com os Bridgertons, afinal, eles eram vizinhos e seu irmão, George, havia se casado com Billie, irmã de Edmund Bridgerton (que vem a ser o marido de Violet, e pai daquela prole toda. Entretanto, neste livro aqui, Violet ainda está em sua segunda gravidez - de Benedict.)

Poppy é mantida na cabine do capitão, para própria proteção dela, mas isso se torna extremamente entediante. Ela tinha uma parca visão do mar, do horizonte e do céu.
Ela já havia lido os livros disponíveis a bordo (nenhum romance, lamento informar) e feito o quebra-cabeça por duas vezes.


Então, Andrew achou que não faria mal deixá-la ir ao convés, à noite - a maioria de seus homens já dormia - para ver as estrelas.
E a partir, aquele comichão de atração que eles já sentiam aflorou em forma de beijo.

Por incrível que pareça, ficou só nisso.

Mas ao chegarem em Portugal, depois de cumprir sua missão, mais uma vez Andrew cede e a leva para conhecer a cidade; e ver Portugal através dos olhos dela era fascinante. Tudo era lindo, diferente, saboroso.
À noite, quando jantavam em uma taverna, o significado pleno da palavra aventura veio junto com o perigo.

Como Andrew era conhecido como o capitão do Infinity, eles foram sequestrados e os bandidos queriam uma alta soma em dinheiro, que Andrew não tinha.
Enquanto no cativeiro, Poppy tinha a leve impressão de que não sairiam dali com vida, então, ela decide ampliar suas experiências de beijo.
Além disso, ela fica sabendo - algo que ela já desconfiava pelo jeito cavalheiresco de Andrew - que ele não era um pirata, mas estava a serviço da Coroa.

Para conseguir o valor do resgate, Poppy é libertada e levada à casa da pessoa que conseguiria arranjar o dinheiro, e é imediatamente despachada num navio britânico de volta à Inglaterra.

E ela não ouviu mais falar do Cap. James.
E ela perguntou pelo paradeiro e ninguém sabia quem ele era.
E ela teve certeza de que ele salvou a vida dela, mas não teve o mesmo destino.



De volta aos braços de sua família, Poppy teria que aprender a viver sem o seu capitão, guardando as lembranças da aventura proibida.
Foi convidada a jantar na casa do Conde de Manston - e foi sem a menor vontade -, mas dentre os convidados, ela teria a chance de conhecer os outros irmãos Rokesbys...

Poppy e Andrew são um casal gracioso.
Ele tinha um trabalho um tanto secreto. A família sabia que ele estava na Marinha, mas boa parte de suas missões nem ele mesmo sabia que documentos levava. Isso tudo por conta de um problema diplomático no qual ele se viu envolvido e, a partir daí, seu trabalho passou a ser de caráter secreto.
Ela, por sua vez, como dito, era uma moça disposta a casar, mas não queria que fosse qualquer um. O seu candidato deveria ser alguém que, pelo menos, soubesse conversar.

E o encontro dos dois acaba sendo algo fortuito.
No entanto, ele não poderia se apresentar, e ela sentia que ele não era um pirata qualquer.

Então, imagine a surpresa dela ao reencontrá-lo?

O livro traz um trabalho de pesquisa muito legal sobre explicações náuticas, especialmente de navios à vela. E também um panorama bem interessante de Portugal.

Apesar do jeito primoroso de escrita da autora, não senti qualquer conexão com os personagens.
Como a maior parte da história se dá dentro do navio, se a personagem estava entediada, eu mais ainda. E quando finalmente a aventura começa - com o sequestro deles - ainda assim não fui arrebatada. 
Normalmente leio romances de época em poucas horas quando pego o livro, e levei 2 meses para terminar este aqui.
No entanto, já li várias resenhas por aí de pessoas que amaram o livro, por isso, acho que cabe a você ler e julgar se gosta ou não.

Admito, o último capítulo é fofo demais.


*GIFs do filme ...E o Vento Levou
**LIVRO cedido pela editora, em parceria, em troca de resenha de opinião honesta

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