sábado, 12 de novembro de 2011

Emily Brontë - O Morro dos Ventos Uivantes


Ficha técnica: O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights)
Autora: Emily Brontë
Editora: várias
Lançamento original: 1847

Como tantos clássicos hoje existentes, este também não fez sucesso imediato, mas apenas após a morte de sua autora. E por ele, ela ficou mundialmente conhecida.
Uma história de amor. Amor atribulado, brigas, desavensas, perdas, desencontros. Duas almas atormentadas, Catherine e Heathcliff, que muito se amam mas nunca se acertam. Protagonizaram cenas famosas de brigas por orgulho. Morreram separados,mas com almas inseparáveis. Causaram discussão entre o mundo dos vivos e dos mortos.

Assim como todo o clássico, este livro tem suas idas e vindas sobre estar na moda. Ele estava meio que esquecido já há algum tempo quando foi resgatado graças a outro livro, a saga Crepúsculo de Stephenie Meyer, na qual a personagem Bella Swan vê similaridades de seu relacionamento com o atormentado vampiro Edward Cullen e os personagens de Emily Brontë. Desde então a procura das jovens por ler este clássico, e entender as agruras de Bella, aumentou consideravelmente.

A primeira vez que li o livro confesso que não me simpatizei. Brigas demais, teimosia demais por parte do casal. Anos depois, mais amadurecida - tomando cuidado pra não apodrecer antes do tempo - retomei a leitura, e vi tudo por uma perspectiva diferente.
Há como existir um amor desse? Os céticos dizem que não. Impossível. Os românticos de carteirinha, mesmo sem tê-lo conhecido, abrirão os braços num bem vindo silencioso.
De minha parte, sobre gostar ou não do livro, digo que todo livro tem seu tempo certo para ser lido. É como uma fruta que deve ser colhida no tempo certo, nem verde, nem madura demais.
Qualquer livro que você comece a ler, ouça seu corpo. Sim, ele lhe dirá se você está confortável com a leitura. Se você começar a se remexer, coçar partes do corpo, dar fome, sede, então pare a leitura imediatamente, antes que você ache que a culpa é do livro. Às vezes você só não estava preparado para aquela narrativa.

Mas voltando ao livro em questão, há partes fabulosas citadas pelos lábios dos personagens, e eu gostaria de citar pelo menos duas. Elas que imortalizaram o amor vivido por Cathy e Heathcliff...

Cathy: "Os meus maiores sofrimentos neste mundo têm sido os sofrimentos de Heathcliff; e eu vi e senti cada um deles desde o princípio, a minha grande preocupação na vida é ele. 
Se tudo mais desaparecesse e ele ficasse, eu continuaria a existir. 
E se tudo o mais ficasse, e ele fosse aniquilado, eu ficaria só num mundo estranho, incapaz de ter parte dele. 
O meu amor por ele parece-se com as rochas eternas que ficam debaixo do chão; uma fonte de felicidade pouco visível mas indispensável. 
Nelly, EU SOU Heathcliff! Ele esta sempre, sempre, na minha cabeça."


Heathcliff: "Mesmo que ele a amasse com todas as forças do seu insignificante ser
 não poderia amá-la, em oitenta anos, tanto quanto eu num só dia... 
Oh, meu Deus, é impossível!
Eu não posso viver sem a minha vida!
Eu não posso viver sem a minha alma!"

Por essas e outras, este livro evoca o mais profundo sentimento em cada um. Há como amar além da vida?

E em homenagem a ele, a cantora Kate Bush lançou a canção com os mesmo nome do livro, em inglês, Wuthering Heights, tornando-se um sucesso na época e ainda muito ouvida em programas de flashback.
Curtindo o momento nostálgico...



#leituranossadecadadia:

  • Javier Sierra - A Ceia Secreta (Relume Dumará)
  • Stieg Larsson - Os Homens que não Amavam as Mulheres (Cia das Letras)
  • Stieg Larsson - A Menina que Brincava com Fogo (Cia das Letras)
  • Stieg Larsson - A Rainha do Castelo do Ar (Cia das Letras)



Um comentário:

  1. Eu li faz algum tempo e em inglês. Gostei muito! Acho que tô precisando reler. Já viu alguma das versões para o cinema? Gosto tanto da com Laurence Olivier quanto da com Juliete Binoche e Ralph Fiennes.

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