sábado, 7 de abril de 2012

Elizabeth Gilbert - Comer Rezar Amar


Ficha técnica: Comer Rezar Amar (Eat, Pray, Love: One Woman's Search for Everything Across Italy, India and Indonesia)
Autora: Elizabeth Gilbert
Editora Objetiva
Lançamento original: 2006
Lançamento BR: 2009
344 páginas

Dei-me de presente a leitura deste livro. Explico: eu já havia visto o filme. Sei que filmagens nunca trazem a totalidade do conteúdo do livro porque não dá mesmo pra mostrar em 2h algo em torno de mais de 300 páginas. Mesmo assim, achei o filme delicioso, com diálogos interessantes, cenários lindos e uma mensagem forte. Pensei: por que não fazer o caminho inverso? Filme >>> Livro.


Para quem ainda não o leu, o livro funciona da seguinte forma: ela dividiu-o em três partes. Uma parte para cada busca. Uma parte para cada país. E cada uma dessas partes têm exatos  36 capítulos. Ela dá toda uma explicação no início do livro do porquê disso, sobre o número 108/109 (japa mala/terço). Tudo muito instrutivo.
Na verdade o livro todo traz várias informações interessantes. Sim, é auto-biográfico, mas nem por isso, chato.

Após um casamento que não a fazia feliz e um divórcio conturbado, ela decide buscar-se, reencontrar-se e decidiu por um ano sabático. Passar 4 meses em cada lugar. E aí, começa sua jornada.

COMER


Primeiro veio a busca do prazer físico (sem sexo por enquanto). Então, ela decidiu aprender italiano da melhor maneira possivel, in loco. Foi para a Itália, fez amigos, comeu muita massa, sorvete (gelato), descobriu o prazer em "bel far niente"  (a beleza de não fazer nada),do "parla come mangi" (fale do mesmo jeito que come), descobriu que cada país e pessoa tem uma palavra que a define (ela finalmente descobriu "sua" palavra), e mais uma lição que eu trouxe para a minha própria vida:

"Você tem que ser muito gentil com você mesma 
quando estiver aprendendo alguma coisa nova"

REZAR



Na Índia ela ficou hospedada num ashram, uma espécie de templo para retiro, com horários rígidos de levantar, onde cada um era voluntário em algum trabalho para que o local continuasse em funcionamento (a arte de sentir-se útil), e muita oração, meditação, oração, meditação.
A princípio isso foi difícil para ela. Muito silêncio, muita paz, seus problemas não a deixavam em paz. Sua mente de distraía, sua depressão voltava. Mas aos poucos ela vai se encontrando.
Lá ela conhece Richard, do Texas. Um amigo valioso, que sabia dizer a coisa certa na hora certa. Engana-se se pensa que ele falava tudo filosoficamente. Ele dizia tudo "na lata" e a chamava de sacolão! (a única pessoa no livro a qual ela manteve o nome original. Todos os outros foram mudados). Novas amizades, novos aprendizados.
Como esta parte do livro visa especificamente a busca espiritual, o reencontro da devoção, ela tocará você na parte em que mais precisa...

AMAR



Deveria ser a parte mais fácil porque amar faz parte do ser humano, mas não depois de você ter saído magoada de um relacionamento/divórcio bombástico e ainda ter se sabotado com outros relacionamentos não promissores. A melhor decisão mesmo seria: nada de homens por um boooommmmm tempo!
E isso até acontece.
Na Indonésia, Bali, ela passa as manhãs com sua nova amiga Wayan (a curadora local, em virtude de uma infecção no joelho), as tardes com o xamã Letut Liyer, e as noites em companhia mais que especial.
Aprende sobre as diferentes belezas (a melhor delas é um sorriso no rosto - "sorrir até o fígado"), sobre sua real idade, que as brasileiras são as mulheres mais sexies, a cura para um coração partido

"...vitamina E, dormir bastante, beber bastante água, viajar para um lugar bem longe da pessoa
que você amou, meditar e ensinar a seu coração que isso é o destino."

... e a amar.

O livro não tem pretensões de ser um autoajuda. Ele é biográfico, é divertido, é tocante em algumas partes, e uma ótima terapia para quem precisa lembrar de algumas coisinhas na vida.
Talvez por isso tenha feito tanto sucesso tanto no papel, quanto na telona.


E como disse no início, dei-me de presente a leitura porque normalmente leio um livro em poucas horas. Mas este eu fiz questão de saborear como quem saboreia um bom prato. Picante, quente, fresco, sensual. Uma mistura irresistível para quem sabe o que busca.

a autora




E para descontrair, um outro tipo de resenha. Muito mais barata ficaria a viagem se a personagem seguisse as dicas de D. Hermínia..kkkkkk


Um comentário:

  1. O livro e o filme me ajudaram a seguir em frente e descobrir que o novo pode ser belo...

    ResponderExcluir