sábado, 9 de junho de 2012

E.L. James - Fifty Shades Trilogy #3


Ficha técnica: Fifty Shades Freed (Fifty Shades Trilogy #3)
Autora: E.L.James
Editora Vintage Books
Lançamento original: 2012
579 páginas

"...Agora, Ana e Christian têm tudo - amor, paixão, intimidade, riqueza, e um mundo de possibilidades em seu futuro. Mas Ana sabe que amar o 'Fifty Shades' dela não será fácil, e o viver juntos trará desafios que nenhum dos dois pode prever. Ana precisa aprender a viver com a opulência do estilo de vida de Christian sem sacrificar sua própria identidade. E Christian precisa superar sua compulsão de controlar, ao passo em que encara os demônios de seu passado.

Justo quando eles pensam que a força de seu amor pode vencer qualquer obstáculo, o contratempo, a maldade e o destino conspiram para fazer com que o maior medo de Ana se torne realidade."

Como dito antes, esta trilogia trata-se da história de um único casal. Então, depois de 2 livros, é mais do que natural que cheguemos a esse ponto: Christian e Anastasia se casam.
A partir daqui muitas cenas são mostradas em forma de flashback, mas nada que tire o foco do enredo. São cenas explicativas, muito mais para aplacar a nossa curiosidade sobre o dia a dia do novo casal.
Christian continua controlador (ou talvez eu deva dizer MAIS) e Ana continua tentando mostrar a que veio, investindo em sua carreira, ao mesmo tempo em que tem que se adaptar à nova vida de esposa de milionário (que chato isso, não?) rsrsrsr...

No segundo livro, em meio a tantas descobertas emocionais/psicológicas, descobrimos que alguém está tentando machucar Christian. A gente tem desconfianças, mas é só neste volume que a verdade vem à tona.
Tem umas cenas meio aventuras e desesperos em que você fica meio que com o coração na mão querendo ver como tudo vai terminar, quem morre, quem sai ferido e o blá blá blá de sempre, mas com muita emoção.
E no final, já sabendo quem é o bad guy e seus motivos, você quer saber como Christian vai encarar sua vida de marido controlador...

E a trilogia termina, como diz a autora, por enquanto.
Minhas impressões:

> Preciso dizer que amei o livro? Acho que ficou pra lá de óbvio. A trilogia é quente, envolvente, os personagens têm bagagem e com seus erros e acertos, de certa forma, você consegue ver que eles são "gente como a gente";

> Muito foi falado sobre o lado sadomasô do livro. A bem da verdade o livro traz a questão sexual do Dominador(a) e Submisso(a), uma prática mais comum do que a gente pensa. A Dominação-Submissão nem sempre vem acompanhada de chicotes, algemas, pancadaria. Tem muita mais a ver com ter controle. Um tendo controle da dor e do prazer do outro. E como tudo é consensual, não há porque temer ler o livro por causa disso;


> Sobre as cenas de sexo, sim há muitas, e às vezes você se pergunta porque VOCÊ não consegue achar um cara assim..eheheheh. Mas piadas a parte, as cenas são bem descritas. E para mim, as cenas de sexo "normal" foram muito mais excitantes do que as de Dominador-Submisso. Não que a segunda tenha algo de repugnante - como disse, tudo tem um contexto -, mas sim porque a primeira teve momentos mais delicados e emocionalmente mais ricos;


> O personagem principal, Christian Grey, é uma caixinha de surpresa a parte. Ele não só é descrito como um homem lindíssimo - o que ajuda muito -, mas ele tem uma bagabem emocional riquíssima (atenção, minhas amigas psicólogas de plantão!!). Ele sofreu o pão que o diabo amassou com o rabo, foi adotado, tinha cicratizes internas muito piores que as externas e daí vem sua preferência sexual. Acompanhar tudo isso e ver como ele aprende a lidar e a confiar, é emocionante. Não, a mocinha não era psicóloga ou entendida no assunto. Algumas vezes ela faz umas bobagens que pelamordedeus.... Mas ela aprende rápido. E como sempre, num romance, o amor fala mais alto;

> A mocinha, Anastasia Steele é uma gracinha. Dócil, tímida, inteligente, destemida, ela tem uma quedinha por ele tão logo o vê (e quem não teria?). Ele a intimida e fascina. Seu crescimento emocional desde sua descoberta sobre as preferências sexuais dele até o final, é interessante. Como o livro é escrito na perspectiva DELA, fica fácil entender como ela vê as coisas e suas conclusões. Também dá raiva em alguns momentos pela teimosia dela, mas, se você focar na ótica de cada personagem, procurando ver o histórico de vida de cada um, vai entender melhor as decisões dela. Além do que, quem disse que viver é um mar de rosas?  Mas uma coisa é certa, ela tem o emprego dos meus sonhos: trabalhar numa editora. Ela gosta de ler clássicos e é louca para conhecer Londres, ou seja, eu  e a Srta. Steele temos muito mais em comum do que se imagina. Então, droga, cadê o meu Christian Grey???? ahahahaahah...

Regent Street, London



> E quando você termina de ler tudo isso, tem uma grata surpresa no final. Sobre isso eu não vou nem dar dica, mas digo uma coisa: é MA-RA-VI-LHO-SO!!!!


Se vai ter continuação? Realmente não faço ideia. A autora fez o seu nome famoso. Seja pela qualidade do livro, seja pelo poder do marketing, assim como sua ídola Stephenie Meyer, ela surgiu de uma mãe, dona de casa, à uma escritora famosa, com personagens apaixonantes.
Dos 3 livros o meu preferido é o segundo. O terceiro, com toda necessidade de uma fechamento de história, achei que sua história foi mais rotineira. O primeiro foi a apresentação dos personagens, o segundo, suas descobertas, o terceiro, encerra.

Mas uma coisa tenho que admitir...

 "eu vou ter sérios problemas 
em encontrar um novo livro
após ler 50 Shades"


E terminando a trilogia, a campanha acaba.... NÃO MESMO!!!!!
Continua firme e forte: "QUERO UM CHRISTIAN GREY SÓ PRA MIM"

o executivo


o dominador


** ao som de "Love all the hurt away" - George Benson e Aretha Franklin.

2 comentários:

  1. Oi Vânia,
    Gostei muito dos posts sobre a trilogia. Os livros estão na minha lista.
    Beijos e muito obrigada,
    Cláudia Luisa

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Prazerzão saber que gostou do post.
      Este livro ainda está envolto em polêmica. Apesar de ir super bem nas vendas, ainda ouço mulheres reclamando que não foi bem escrito.
      Discordâncias a parte, o fato de a escritora ter tornado este tema polêmico num TEMA de conversa livre numa rodinha de amigas, já valeu a pena.
      Bjs.

      Excluir