quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Nora Roberts - Movido pela Maré [Saga da Gratidão #2]



Ficha técnica: Movido pela Maré (Rising Tides)
Autora: Nora Roberts
Editora Bertrand Brasil
Lançamento original: 1998
Lançamento BR: 2006
364 páginas

"Dos três irmãos, Ethan sempre foi o que compartilhava a paixão do pai pelo litoral de Maryland. Agora que seu pai se foi, Ethan está determinado a transformar o negócio da família, a construção de barcos, num tremendo sucesso. Entre as suas realizações porém, surgem os maiores desafios de sua vida.

Lá se encontra o jovem Seth, que necessita mais do que nunca do amor de Ethan. E há também uma mulher que ele sempre amou, mas jamais acreditou que pudesse conquistar. Por baixo das águas calmas de Ethan, esconde-se, no entanto, um passado triste e doloroso. Ele terá de aprender a enxergar através das sombras para conseguir aceitar quem é. Porque em seu passado repousa também o seu futuro... e sua única chance de alcançar a felicidade."


Estou aprendendo que Nora Roberts sabe como ninguém transformar algo trivial numa grande história.
Dos três irmãos,  - quando comecei a ler o livro 1 - achei de cara que a história de Ethan seria interessantíssima. Pessoas muito calmas, quietas, controladas, na verdade, escondem um vulcão dentro de si.
Cada rapaz tinha uma história triste ao ser adotado pelo casal Quinn. A de Ethan é tenebrosa.
Sim, ele poderia ter se virado para o caminho do mal. Índole? Não sei. Mas tenho certeza que deu um bocado de trabalho fazê-lo abrir-se. Tanto que na própria história é mencionado que ele só abriu a boca para falar depois de 1 ano que estava naquela família. Dá para imaginar o desespero desses novos pais?

Mas há uma palavrinha que a psicologia-pedagogia se apropriou da física: RESILIÊNCIA. A capacidade do ser humano de se adaptar, aprender, mudar e seguir em frente com seu curso.
Ethan achava que apesar de levar sua vida pacata na Baía de Chesapeake sendo pescador, era uma pessoa indigna. Não tinha direito à felicidade das pessoas comuns: casar-se e constituir família. Por isso, apesar de amar a Grace por dez anos, nunca tivera coragem de se declarar.

A história é linda. Dá gosto de ver a dinâmica dessa família unida pelo amor de um casal, e não por laços de sangue. Mas que não deixam a desejar a nenhuma outra família.
Os diálogos são inteligentes, rápidos, e as cenas finais (briga entre Grace e ele, e depois entre Anne e ele) são engraçadíssimas.

Minha incursão pelo universo de Roberts não poderia ter sido melhor!

Foto: Baía de Chesapeake

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