sábado, 25 de agosto de 2012

Personagens que nos Fascinam #1 | Ax`l de Orion

Sempre há. Não tem jeito. Você lê um quadrilhão de livros, trocentas histórias, mas sempre tem aquela ou aquelas que você volta a ler com gosto.
O personagem fascina, é marcante, forte. Isso sem contar quando ele é lindo, forte, alto, másculo, poderoso, rico (a moda agora não é mais rico, é trilhardário) e com pegada.
Aff.....a pegada. Aí, ferrou!!!

Eu tenho vários. De todos os gêneros literários, de todas as épocas históricas. Louros, morenos, não importa. Há sempre as características marcantes que eles têm em comum.

Mais do que natural você começar a imaginar como seria o tal. Por isso morro de medo quando ouço que o livro X teve os direitos comprados por um estúdio, será filmado e coisa e tal. Meudeusducéu!!! Como será isso? E se o ator ficar aquém da minha imaginação? Porque vamos combinar, não é sempre que Papai do Céu nos brinda com alguém com a fôrma de Chritopher Reeve que caiu como uma luva no papel de Super Man, certo? Tudo bem que Henry Cavell é uma coisa de louco e mal posso esperar o lançamento do novo Super Man. Mas Christopher Reeve será ETERNAMENTE O Super Man.

Voltando aos meus personagens favoritos, decidi então postar aqui como eu vejo alguns desses cavaleiros de armadura prateada dos meus livros favoritos.

Vou começar por um personagem pouco conhecido do público brasileiro: Ax`l de Orion, de A DAMA DOS PORTAIS (The Lady of the Portals - Kindle edition).
O livro foi lançado primeiramente em inglês, mas já há uma tradução disponível a quem interessar possa.
As autoras são Jan Nunes e Val Martin, duas brasileiras radicadas nos Estados Unidos há alguns anos.

O personagem é Ax'l de Orion. Ele é descrito como tendo mais de 2 metros de altura, louro com os cabelos um pouco compridos, físico de um lutador, mente de estrategista, um guerreiro do planeta Orion, braço direito do Imperador Athan.
Ele é de pouca conversa e também não gosta muito de rir.
Professor de estratégia de combate na Academia Interplanetária, ele conhece Terpcícore, uma ampasiana boa de briga, sem papas na língua, que adora resolver tudo no tapa, mas, ao mesmo tempo, mantém as amizades como a um cristal.
Eles são complementos. 
E apesar de às vezes se engalfinharem como cão e gato, não podem ficar muito tempo longe um do outro.

A seguir alguns trechos descritivos e imagens (como eu os vejo) para dar um gostinho...

Ax'l de Orion

Terpcícore, Princesa de Ampas


"O barulho era ensurdecedor na sala de treinamento militar. Era uma sala ampla, sem móveis, apenas um enorme tatami. Havia vários estudantes vestidos em farda de luta, que cobria todo o corpo, num material macio, mas altamente resistente, em  cinza escuro. Estavam assistindo ao treino do professor Ax’l e Tercy. Ele era herculíneo. Bem alto, com mais de dois metros de altura, belos cabelos alourados, longos e abundantes. Rosto bem desenhado, mas frio e inexpressivo. Tercy era alta e cabelos negros e ondulados. Pele clara, mas não alva. Parecia uma amazona em sua graciosidade e gestos firmes. Um belo rosto, de olhos e cílios grandes, uma expressão séria e decidida. Estava atenta aos movimentos do professor e não atacava, mas defendia-se destramente. De repente, ele encarou-a fixamente. Ela piscou e ele conseguiu desarmá-la.
-Você se distraiu. Disse ele inalterado. -Não terá chance se fizer isso numa luta de verdade.
     Ajudou-a a se levantar e ela se afastou sem dar uma palavra. Ficou afastada num canto, observando-o dar algumas instruções de treinamento. Logo depois, saiu da sala e acenou para alguns colegas no corredor. Tinha uma aula para aplicar e precisava se trocar. Gostava de se manter em dia com o treinamento físico, era bom para manter sua energia em equilibrio, mas era ocupada ali na Academia. Tinha turmas demais e vivia sempre ocupada. Não reclamava, no entanto. Era bom ficar ocupada com o que se gostava. E ela gostava de ensinar. Entrou no refeitório e pegou uma sopa na máquina de alimentos. Sentou-se e começou a comer em silêncio, olhando o movimento em volta, que não era muito, porque não era hora de refeição. Pensou na sua próxima aula. Estava montada e seria divertida. Os alunos eram esforçados e apreciavam o jeito que ela dirigia a classe.
-Precisa prestar mais atenção quando estiver em combate comigo. Disse o professor, sentando-se perto dela. -Numa luta, aquele que se distrai é aquele que volta derrotado… ou destruído.
-Não olhe daquele jeito pra mim, quando estivermos lutando. Você faz de propósito. Disse seca. - Quando acha que é hora de acabar a luta, que já se exibiu demais, ou, já me exibiu demais, você me olha daquele jeito. Eu perco a concentração e você me derruba.
-Entendo. Retrucou ele. - Você fica emocionalmente abalada. Precisa lidar com isso. É uma fraqueza.
-Você pretende ser meu inimigo algum dia, que eu deva me esquivar de apreciar quando me olha?
Perguntou ela cinicamente. -Estou correndo perigo com você?     
     Ele ficou quieto e olhou-a fixamente. Depois olhou em volta lentamente.
-Sabe que eu jamais faria qualquer coisa para antagonizá-la. Disse sincero. -Apenas sou  aquele que  a treina e preciso lhe dizer suas falhas. Você foi minha melhor aluna.
-Coloque-me para treinar com um bom lutador e lhe mostro que não serei derrotada.  Garantiu ela.
-Você é minha melhor lutadora corpo-a-corpo no momento. Não há páreo para você, a não ser eu. Lembrou ele.
-Tem algumas opções. Uma é colocar um clone virtual feito por Protheus. Eu sempre uso em minhas horas de folga como treinamento.  Começou ela e ele ficou quieto um pouco.
-Voce é ampasiana, não foi treinada para levar a sério o oponente quando ele não é feito do mesmo material que você. Protheus sabe disso. Você os derrota porque quer destruir, não derrotar. Precisa treinar para derrotar e deixar o oponente vivo. Frisou ele.
-Bem, temos a outra opção. Andie. Ela pode se mutar em mim e seria uma luta justa, você tem que admitir. Disse ela ainda sorvendo a sopa.
-Andromeda não leva lutas a sério. Já vi o jeito que ela briga quando é corpo a corpo. É uma grande piada. Ela não presta atenção, faz piadas, se distrai e não tem técnica alguma, apenas habilidade. Tudo numa luta é metódico e matemático. Disse ele aborrecido e Tercy olhou-o fixamente, depois sorriu.
-Ela o derrotou. Deduziu Tercy e ele nada disse. –Claro que ela o fez. Ela absorveu o que você é e o derrotou. Eu conheço o jeito de Andie. Ela faz algo como igual até cansar, e quando isso acontece, ela acaba com um bom argumento ou no caso da luta, ela derruba o oponente quando poderia ter feito logo no início, mas estava se divertindo.
-Andromeda é peculiar tendo aquele corpo que não intimida e cheio energia primária. Ela está melhor na posição que tem. Uma intelectual. Ela ridiculariza quem quer ser um soldado para a proteção do Imperio que ela vai comandar. Criticou ele.
-Não seja duro com ela, Ax’l. Voces são tão amigos. Eu mesma não pude acreditar que você pudesse ser amigo de alguém como ela. Achei que havia algo acontecendo entre vocês. Disse ela amável e alisou a mão dele sobre a mesa.
            Ela sabia que Ax’l apreciava o toque dela, mas nunca dizia coisa alguma. Apenas, nunca a afastava.
-Nunca houve coisa alguma entre mim e ela. Fui treinado para ficar ao redor dela e  proteger os outros que a confrontavam, somente isso. E sim, eu aprecio a amizade dela. Andromeda é sincera e nunca tentou ser mulher comigo. Não tenho tempo para mulheres atrás de mim porque nasci com uma aparência ariana. Disse ele secamente.
-Voce é lindo, meu bem, só isso. Orianos o são. Mulheres e homens. Vocês são o protótipo de beleza human[oide.  Vocês trouxeram para os humanos menores a ideia de deuses com beleza inumana. Não se sinta pressionado. Eu gosto de olhar pra você também. Disse ela carinhosa e alisou o rosto dele. –Mas o ponto é que você não quer me deixar treinar com ninguém além de você. E isso é sua culpa.
 -Não gostaria de vê-la se exibindo com outro em qualquer modalidade. A não ser que seja absolutamente necessário. Disse ele finalmente e ela sentiu seu coração bater mais forte.
            Ax’l não era de falar o que sentia, nem mesmo para ela. Ela podia senti-lo, mas ele raramente falava algo que mostrasse o que sentia. E ela sentiu os ciúmes dele naquele momento. Sorriu para si. Fazia bem para o ego dela, mas continuou sua sopa em silêncio. Ele levantou-se ao ver alguns alunos dela se aproximando da mesa.
-Eu verei você mais tarde. Tenho compromissos agora. Disse ele inexpressivo.
-Você está sempre em guarda. Ironizou ela. -As pessoas o assustam tanto assim?
-Não é meu trabalho ser gentil. Retrucou ele. -As pessoas perguntam demais, e eu, tenho pouco a dizer. Talvez por ter sido soldado toda minha vida, não aprendi flexibilidade.
      Ela sorriu para ele, que olhou-a fixamente e se retirou, quando os alunos se aproximaram (...)"



E como todo casal, eles têm seus problemas...

 "Terpcícore saiu apressadamente do laboratório e continuou andando no corredor até a porta de saída. Desceu as escadas, que desse lado já era bem bonito e não havia motivos de ser moderno. Havia flores e plantas por todos os lados. Ela foi até o lago e desceu a calçada, entrando por um portão antigo e coberto de trepadeiras. Correu até a entrada do casarão e o empregado abriu a porta. Ela ignorou-o e foi até a sala no final do corredor. Abriu a porta e viu Ax’l  colocando uns informes na tela imperial. Viu-o virar a cadeira e olhá-la.
-Algo que eu possa ajudá-la? Perguntou ele sério, vendo o ar aflito dela.
-Não. Continue o que está fazendo. Respondeu ela e sentou-se na outra cadeira.
               Ele viu-a sentar-se em frente ao comunicador imperial e franziu o cenho.
-O imperador ou ministros não estão disponíveis. Estão em reunião. Disse ele paciente.
-Não estou atrás do imperador, que pouco me importa o que ele faz. Disse ela e ligou os canais. –Ele é um impertinente que usa a posição dele para tirar vantagens.
-Terpcícore, você precisa lembrar que ele é o imperador absoluto do Império que você serve. Replicou ele.
-Ax’l, eu só sirvo ao Império porque sirvo o lado que mantém a ordem. Disse ela sem interesse. -Eu não reprovo Athan como imperador, ele é bom no que faz, mas não gosto da arrogância dele. E a mania dele de querer comandar até minhas ideias.
-Ele não quer comandar suas ideias e não sei de onde tirou essa antipatia por ele. Retrucou ele e ela assentiu lentamente.
-Não tenho antipatia por ele. O homem é bonito demais para eu ter antipatia por ele. Só tenho muito em minha mente no momento. Disse ela apressadamente. –Preciso fazer a ligação.
 A mulher era um grande guerreira e a melhor roboticista do Império. Sabia que o imperador a admirava e confiava na lealdade dela, mas os dois não conseguiam ficar no mesmo aposento, se não fosse em época de ameaça ao Império, sem brigar. Ela falava o que pensava e uma delas foi dizer ao imperador que ele deveria deixar Andie viver a vida pessoal dela sem o envolvimento dele. Felizmente, o imperador não se ofendeu, apenas riu do que ela falara.  Ele voltou aos registros dele. Ela viu os canais abrirem.
-Preciso falar com Andie e nada de me dizer que ela está fazendo alguma coisa e não pode atender, porque conheço o itinerário dela. Disse ela impaciente ao androide que atendera. -Eu também tenho o que fazer. É urgente.
-Um momento alteza. Eu tentarei localizar a milady. Disse o androide amável e a tela ficou azul.
-Vai tentar localizar a matusquela. Ela deve estar na varanda dela,  tomando o suco matinal e vendo seu último projeto. Disse ela para si e recostou-se na cadeira. -Paciência.
                  Ax’l arqueou o sobrolho e viu a mulher determinada a resolver o problema que lhe incomodava. Ficou só observando para ver o que ela iria fazer. Tercpcícore podia lembrar de como tudo começou e engoliu em seco. Sabia que Andie poderia simplesmente não atendê-la dessa vez. O androide reapareceu na tela.
-Doutora, milady não se encontra no Palácio. Está na Academia Matriz. Disse o androide educado.
-Na Academia. Repetiu Tercy confusa.
-Ela tinha um projeto para estudar e preferiu ficar longe do Palácio onde demanda atenção dela. Disse  o androide rapidamente. –Posso tentar a conexão, se quiser.
-Não,não se preocupe. Eu terei que ir à uma recepção  na Base onde a Academia está. Irei mais cedo e falarei com ela pessoalmente. Disse Tercy distraída. –Obrigada.
            Ela desligou e se levantou, ainda pensando se não era a mesma coisa que Andie estudava.
-Falando na recepção. Disse Ax’l interrompendo os pensamentos dela, que o olhou. –Não poderei ir com você. Tenho que ir à uma reunião de última hora.
            Tercy saiu do ar distraído para o aborrecido. Escolheu bem as palavras.
-Ax’l, voce sempre está ocupado demais e nem vou perguntar o que foi dessa vez que o impede de ir. Mas, estou ficando cansada de tentar ter uma vida a dois, a um. Disse ela sem alteração. –Você é um excelente soldado e alguém que o Império pode contar. E eu o elogio por isso. No entanto, não vivo de fama e reputação com você. Quero uma vida a dois, quero ter você por perto para mais do que trabalhar ou para exibição de treinamento. Você está sempre ocupado.
-É o meu trabalho, Terpcícore, e você sabe disso. Argumentou ele.
-É o seu trabalho. Claro. Disse ela sorrindo fracamente. –Você já se uniu a ele. E eu, sou somente seu complemento que pode se integrar com você em qualquer fase da eternidade.  Acha que trabalharmos juntos e dormirmos na mesma cama já são o suficiente. Não sei, talvez eu esteja errada, mas não estou pronta para esse tipo de relação ainda.
            Ela começou a andar pelo corredor e ele foi até a porta,chamando-a, que virou-se.
-Eu não entendi agora. Disse ele sério.
-Eu preciso de tempo para aceitar nossa união como inevitável. No momento, para o que você quer me dar, eu não estou pronta ainda. Disse ela amável.
-Terpcícore, é uma reunião com o imperador. Disse ele aborrecido. –Por isso não posso ir à recepção.
-Garanto pra você que ele entenderia se você faltasse. Está envolvido com Andie emocionalmente e por isso, entenderia sua falta. Mas, você quer ser infalível e eu quero tempo. Suspirou ela e continuou andando pelo corredor. –Não se preocupe, vá à sua reunião. Eu irei è recepção.
            Ax’l ficou olhando-a se afastar não muito certo do que ouvira ou da decisão dela." 


E para dar um gostinho final nesse arranca rabo....

Tercy entrou na festa, e ficou na varanda com a bela imagem holográfica do entardecer, que dava até para sentir a brisa. Bebericou sua bebida e ficou pensando porque insistira em vir àquela festa. Tinha preocupações maiores para enfrentar. Na realidade, não sabia se tinha sido uma boa ideia adiar sua união oficial com Ax’l, ele não parecia mudar em nada. Sentiu-se infeliz. Mas, olhou em volta, a festa estava animada e ela sorriu vendo Theo olhá-la de onde estava. 
Theodore Osmond era um humanóide lindo demais com os cabelos negros até o pescoço, um bigode e cavanhaque bem cuidados, a pele clara e os olhos mais verdes que já vira. Era alto e gentil demais.  Não era um soldado musculoso e enorme como Ax’l, mas tinha o corpo bonito e estava sempre bem vestido. Ela virou-se para a imagem do entardecer e de repente, se sentiu sozinha demais.
-Me olhar e depois virar a cara não foi bonito. Disse uma voz masculina e ela virou-se.
-Theo, eu não estava olhando ninguém específico. Não virei a cara. Disse ela sorrindo e começou a andar até a mesa dela, que era perto da porta.
-Sei. Mesmo assim, eu dei o melhor dos meus sorrisos e você ignorou. Disse ele fingindo tristeza e sentou-se ao lado dela.
-Eu não lembro de deixá-lo sentar. Comentou ela e ele sorriu.
-Você esqueceu, então. Brincou ele e ela acabou rindo. –Você está show de bola com esse vestido sexy.
            Ela usava um vestido amarelo justo no corpo até os joelhos e tomara que caia. E sandálias altas. O vestido acentuava o belo corpo que ela tinha e os cabelos estavam soltos sobre as costas.
-Bem, obrigada. Eu não sabia que vocêe tinha sido convidado para a festa de Paola. Disse ela puxando conversa.
-Não fui. Sou penetra. Disse ele misterioso e ela riu. –Eu queria ver você e achei um jeito de entrar na festa.
-Queria me ver. Repetiu ela e bebericou sua bebida. –Fico me perguntando a razão.
-Bem, na realidade, eu queria saber se a imperatriz vai mesmo para a Torre do Dragão. Perguntou ele em voz baixa e viu o ar atônito de Tercy.
-Ela ainda não é a imperatriz e nao sei coisa alguma sobre a Torre do Dragão. Disse ela confusa.
-Voce vai saber. Afinal, os dragões estao atrás dela por uma razão específica. Disse ele rapidamente e olhou em volta.
-Parece estar querendo informação que não tem todos os detalhes e banca o fofoqueiro comigo. Observou ela em guarda.
-Não fique em guarda, eu não estou. Disse ele amigável. –Agora, guarde bem essa informação, se você vai até lá.
-Estou ouvindo. Disse irônica.
-“Para os filhos que me visitam, somente uma porta abrirá, onde Zion reina para sempre nas entradas de Na’cha’sh.” Recitou ele e ela olhou-o de cenho franzido. –Eu não quero que faça perguntas, apenas guarde o que falei.
            Ele falou isso e pegou a mão dela de leve. Tercy ficou olhando-o fixamente e sentindo a quentura da mão dele sobre a sua. Aquelas palavras pareciam ecoar em sua mente.
-Estou interrompendo algo? Perguntou alguém de pé ao lado da mesa.
            Tercy levantou o rosto piscando um pouco e viu Ax’l em roupas casuais e elegantes. Theo soltou a mao dela lentamente e encarou-o.
-Absolutamente não. Disse Theo educado e sorriu. –Estávamos somente matando o tempo.
            Tercy ainda tentava se recompor surpresa entre ver Ax’l e as palavras que ouvira. Theo levantou-se e se afastou. Ax’l sentou-se na cadeira dele e olhou-a fixamente.
-Eu estou perdendo algo, talvez você queira me explicar. Pediu ele sério.
-Você não perdeu coisa alguma, ainda. Frisou ela e tomou fôlego, voltando à bebida. –O que está fazendo aqui?
-O imperador me dispensou da reunião sem eu pedir. Disse ele inexpressivo. –Parece que suas dores o atingiram de alguma forma.
-Você não precisava ter vindo, mesmo ele o dispensando. Sei que você é ocupado. Disse ela sem interesse. –Sei me divertir sozinha.
-Eu vi que sabe. Retrucou ele.
-Você está insinuando algo ou quer ser mais claro? Indagou ela.
-Primeiro você me diz que não quer se unir a mim, nao está pronta ou coisa assim, porque não consegue se adaptar ao meu jeito de ser, quando já sabia como eu era. Depois, encontro você com um casanova, falando coisas mais interessantes do que eu porque estava com a mente longe daqui. Disse ele aborrecido. –Você me parece disposta a provar que sou inapropriado para você, mesmo sendo seu complemento.
-Eu não estava provando coisa alguma. Vim à festa que me comprometi a vir, e você usou uma desculpa qualquer, e conversava com um velho amigo. Disse ela friamente. –Não tentava provar coisa alguma.
            Ax’l olhava em volta. Parecia se recompor. Tercy podia estar errada, mas ele estava com ciúmes. E procurava as palavras certas para falar.
-Você vai se unir a mim na data esperada, Terpcícore. Não está confusa, não está com dúvidas. Está apenas querendo romance, flores e bombons. Disse ele gelidamente. –Nós não somos kennels cheio de dúvidas de nossos sentimentos. Somos ocupados demais e apreciamos o que fazemos. Temos certeza do que somos e nossos complementos sabem o que sentimos. Não me peça para burlar o que sou.
-Não estou pedindo para voce burlar coisa alguma. Quero somente que tenha algum tempo livre para eu me exibir com você. Disse ela cortante. –De vez em quando, algo frugal é necessário para manter a relação interessante. Estou cansada de trabalhar  e ter você longe, sem conversas interessantes. E chegar em casa, ou você nao está lá, ou quando está, sua companhia é Protheus. E não me leve a mal, eu acho Protheus o máximo, mas eu estou em casa. Deixe o trabalho no trabalho. Eu quero ser prioridade.
            Ax’l era altamente compreensivo, mesmo sendo frio e distante. Ficou pensando em tudo que aprendera sobre seu complemento e o quanto apreciava tê-la à sua volta. Tercy era barulhenta e alegre. Trabalhava sem parar e fazia tudo com perfeição. Tinham uma enorme casa em Orion e ela cuidava de tudo com destreza e sem reclamar. Seus projetos estavam sempre em dia e ainda tinha tempo para ir a festas de amigos.
-Eu admito que você tem sido admiravelmente paciente com meu jeito. Disse ele finalmente. –E peço desculpas se não consigo ser o que vê em sua mente romântica. - ele  segura a mão dela com delicadeza enquanto levemente passava o polegar sobre os dedos.
-Ax’l, eu amo você. Essa é minha parte romântica. Acho você um deus mitológico, como diria Andie. Mas, tudo isso está ficando de lado porque não consigo ter uma vida a dois com você. Tudo é trabalho. Precisamos encontrar algo interessante para nós dois fazermos juntos a parte do trabalho. Disse ela chateada. –Estou cansada da solidao.
            Ele olhou em volta e viu a quantidade de casais conversando entre si e pareciam felizes juntos. E nem sequer eram complementos ainda. Sim, Ax’l reconhecia complementos geneticos de imediato. Fora treinado para isso. Por isso, passara tantos anos protegendo a imperatriz como se fosse um amigo intimo. Ela era o complemento do Imperador e ele precisava cuidar que ela ficasse sempre protegida dos perigos enquanto se desenvolvia. Olhou para Tercy e gentilmente fê-la sentar-se em seu colo. Falou olhando-a fundo nos olhos:
-Vamos a Paradise e Éden. Disse ele de repente e ela arregalou os olhos. –Você precisa de férias comigo e eu preciso sair da visão do trabalho se quiser ficar com você do jeito que quer.
            Tercy sorriu radiante e Ax’l viu que acertara em cheio. 
            Sem se incomodar com o que os outros convidados pensariam, ele a beijou apaixonadamente.
          Não queria perder seu complemento emocionalmente porque fora treinado para ser soldado frio e distante. Ela não era parte somente de sua vida militar. Era sua outra parte. A melhor." 




Ui!!! É pra cair de boca mesmo.
A DAMA DOS PORTAIS é uma saga da literatura fantástica, composta por 5 livros.
Você pode encontrar o primeiro volume traduzido em:


Para os volumes seguintes, entrar em contato direto com a autora em:

adamadosportais@hotmail.com

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