sábado, 23 de fevereiro de 2013

Matthew Quick - O Lado Bom da Vida



Ficha técnica: O Lado Bom da Vida (The Silver Linings Playbook)
Autor: Matthew Quick
Editora Intrínseca
Lançamento original: 2008
Lançamento BR: 2012
255 páginas

"Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele 'lugar ruim', Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um 'tempo separados'.

Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida."

Romance Contemporâneo. Drama.

Um livro diferente desses que a nova safra literária nos tem apresentado. Nada de dramalhão romântico, ou cenas para lá de quentes repletas de sexo. O livro é enxuto, firme, direto.

A narração é em primeira pessoa. Isso quer dizer que você vê tudo pela perspectiva do próprio Pat. Levando em consideração que ele não está muito bom da cabeça, pode imaginar que tem determinadas partes interessantes, outras nem tanto.

A família de Pat também não ajuda. Nem digo pela mãe e irmão mais novo, que fazem tudo para que ele se reajuste à vida fora da clínica psiquiátrica. Mas o seu pai é osso duro de doer. Um homem que tem seu humor definido de acordo com o resultado do jogo de futebol americano, o time Eagles.

Boa parte da história se desenrola em torno desses jogos. Perdi as contas de quantas vezes o hino dos Eagles foi entoado pelos vários torcedores que se encontram com Pat (e como o livro é na narrativa dele, você vê que ele realmente descreve TODAS essas vezes). Mas se você para pra pensar, todas essas repetições são necessárias. Assim você entende o estrago que houve na cabeça dele.
Se por um lado essas repetições sobre os jogos tornam-se enfadonhas, por outro, quando ele descreve algumas pessoas que ele gosta, como o irmão, a mãe e o amigo Danny, é uma coisa muito fofa de se ler.

Sobre o estrago, claro que não direi o que ocasionou tudo isso, mas não precisa ser um gênio para identificar de primeira que tudo tem a ver com seu casamento com Nikki.

O encontro dele com Tiffany é bizarro. Os dois têm problemas psiquiátricos e suas formas de lidarem com eles. Tiffany às vezes se mostra ríspida, mas não é uma má pessoa. Só tem um jeito "doido" de tentar resolver tudo.

Já que o enredo é o mais normal possível (sem super poderes, ou gente com dinheiro a dar a rodo), não espere um final bombástico. Veja bem, eu NÃO disse que tem final triste!
Abaixo as capas em inglês. A da esquerda era a capa original antes de virar filme.



Agora que li o livro (que foi o tema de um dos grupos de leitura que faço parte. Este mês teríamos de ler um livro que virou filme, escolhi este), posso ver o filme. Assistindo o trailer já até identifiquei várias partes que não acontecem no livro, mas pela necessidade de não se perder tempo na película, o redator tem que mudar várias coisas. De qualquer forma, o filme também tem a finalidade de entreter com um pouco de comédia.
O ator, Bradley Cooper, concorre ao Oscar neste fim de semana. E a atriz, Jennifer Lawrence, já abocanhou o prêmio de melhor atriz no Golden Globe.



Se você quer ler algo diferente, que não seja o seu gênero literário de costume, vale a pena tentar ver 'o lado bom da vida' pelos olhos de Pat.

Abaixo um dos trailers disponíveis na net.



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