segunda-feira, 1 de abril de 2013

Sarah Jio - As Violetas de Março



Ficha técnica: As Violetas de Março (The Violets of March)
Autora: Sarah Jio
Editora Novo Conceito
Lançamento original: 2011
Lançamento BR: 2013
302 páginas

"Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio.Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge — a ilha onde morou quando menina — para tentar se reorganizar.
Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo — e mais verdadeiro — livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta.
Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história.
Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades."



ROMANCE CONTEMPORÂNEO. DRAMA.

Um diário sempre nos remete a algo íntimo. Um segredo a ser revelado.
Emily precisava compartilhar do segredo de mais alguém para recuperar a sua sanidade...
Ouvir de seu marido que estava apaixonado por outra mulher; acabar de assinar os papéis do divórcio na companhia de sua melhor amiga; ter bloqueio de escrita após 8 anos desde seu último livro lançado...Havia muito na cabeça de Emily para ela lidar.
Ao decidir voltar às suas raízes e visitar sua querida tia na Ilha de Bainbridge, ela queria mais do que colo. Ela queria reencontrar-se...

Já na ilha, Emily reencontra um namoradinho de infância, Greg; um novo vizinho artista misterioso, Jack; e um diário. O diário de Esther. O diário que a ajudaria a amarrar as pontas soltas de sua própria história.

Difícil descrever o que senti ao ler este livro. Seria apenas mais um romance contemporâneo? Não, ele foi mais do que isso.
Você não precisa ter perdido um grande amor para se sentir conectado à história. Quem sabe você simplesmente AINDA não o tenha encontrado e precisa se apegar à uma esperança...

Esther viveu na ilha nos anos 40. Sua história de amor foi escrita por ela mesma num diário, seguindo a orientação de alguém, para que este ajudasse as gerações futuras. Emily não sabia quem era Esther, qual sua ligação com sua tia Bee, e nem mesmo como aquele diário fora parar na casa dela, no quarto rosa. Mas, por alguma razão, suas histórias pareciam se entrelaçar e Emily precisava desvendar este mistério...

Já no início do livro, numa epígrafe, você se depara com o coro da música do grande maestro Tom Jobim, "Águas de Março". Música mais que perfeita.
Depois, há tantas passagens na história para se pensar...

"O destino tem sua própria maneira de trazê-la de volta 
quando é a hora de voltar." (p. 31)

Além disso, apesar do início trágico do livro, ele não é triste. Ele traz esperança ao coração, apresentando à protagonista 3 possibilidades: um amor do passado, seu amor-destruído-reconquistado atual e sua possibilidade de futuro. Qual escolher? Daria ela os mesmos passos de Esther?

Acredite, o livro é lindo, o ritmo de sua história parece meio com o ritmo da ilha...

Ah...A ilha!! Você se apaixona por ela, por seus sons, seus encantos...
Pela curiosidade, acabei pesquisando por imagens da ilha real e trago abaixo:

o mapa da ilha

a barca (ferry) para chegar à ilha

um dos muitos jardins da ilha

como poderia ser a casa da tia Bee


E como tão bem descrito na contracapa, "As Violetas de Março é uma história sobre o amor e a falta dele. É sobre almas gêmeas e sobre a força do destino. É um romance capaz de nos fazer desabrochar para a esperança, ainda que isso pareça impossível."

Ainda que o desabrochar das violetas entre as pedras seja algo difícil, ele acontece, mostrando que na vida ainda há sempre a esperança...



"Porém, quando o relógio digital no corredor mudou de 11h59 para meia-noite,
 percebi que havia uma outra história para escrever primeiro.
Havia chegado o primeiro de abril - um novo dia, um novo mês, e o início de uma nova história, minha história, e eu mal podia esperar para começar a escrevê-la."

o book trailer




SOBRE A AUTORA




Sarah Jio é jornalista e escreve para várias revistas, entre elas  The Oprah Magazine, sobre nutrição, saúde, dietas, beleza, psicologia... Nos últimos anos mantém um blog na "Glamour.com" sobre saúde e bem estar. É apaixonada por jardinagem e suas capas de livros mostram bem isso (ver em seu site).
Mora em Seattle com seu marido e três filhos.
"As Violetas de Março" foi seu romance de estreia. Há mais 3 lançados e ela prepara mais 2 para breve.

3 comentários:

  1. Fiquei curiosa e quero ler... So espero que tenha final feliz... Já está na lista!!!!!

    Linda sua critica!!!!
    Marcia

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  2. Parabéns pela resenha, eu fiquei muito interessada nesse livro. Achei o princípio muito parecido com "Apenas Respire", da Susan Wiggs., um livro adorável.
    Foi um prazer passear por aqui, o seu blog é lindo!
    Bjs

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  3. Obrigada pelo carinho das duas (Marcia e Sueli).
    Apareçam sempre. Talvez nem sempre compartilhemos das mesmas opiniões, mas pelo menos,estaremos discutindo literatura, q é sempre um prazer.
    Bjs.

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