quinta-feira, 21 de agosto de 2014

ESQUENTA BIENAL | J.R. Ward - O Rei



Ficha técnica: O Rei (The King)
Autora: J R Ward
Editora Universo dos Livros
Lançamento original: abril/2014
Lançamento BR: agosto/2014
680 páginas

"Depois de recusar seu trono por séculos, Wrath, filho de Wrath, finalmente assumiu o manto de seu pai – com a ajuda de sua amada companheira. Mas a coroa pesa fortemente em sua cabeça. Enquanto a guerra com os Redutores continua, e a ameaça vinda do Bando de Bastardos está chegando perto de acontecer, ele é forçado a fazer escolhas que põe tudo e todos em risco.
Beth Randall pensou que sabia no que estava se metendo quando ela se relacionou com o último vampiro puro-sangue no planeta: não seria nada fácil. Mas quando ela decide que quer ter um filho, percebe que não estava preparada para a resposta de Wrath – ou a  distância que essa decisão criaria entre eles.
A questão é: o amor verdadeiro vencerá?"


LITERATURA FANTÁSTICA. LANÇAMENTO. NEW ADULT.

Como fã da série há anos - bem antes da Universo dos Livros trazer a série para o Brasil -, eu me vejo no direito de falar bem e de falar mal.
O Rei Wrath é um dos personagens mais fortes da saga. Ok, óbvio isso porque afinal  ele é O REI. Duhhhhhhh!! Mas não é só por isso.

O primeiro livro, AMANTE SOMBRIO, traz a história dele quando conheceu a humana - que depois viria a se tornar meio vampiro - Beth, filha de Darius. Wrath ainda não era o rei de fato, mas um dos guerreiros da Irmandade da Adaga Negra. Ele se recusava a aceitar o seu destino. Somente muito tempo à frente ele faz um trato com a Virgem Escriba  (que anda sumidinha...Por onde será que anda essa senhora? Ela e Ômega decidiram ir pra Bora Bora em férias juntos...) e ocupa o trono, tendo Beth como sua rainha.

E nesse meio tempo tivemos as várias histórias: A Fera de Rhage sendo domada; Zsadist deixando o lado negro da força; Vishous dando um créu em Gasparzinho; Rhevenge e seu rabinho extra (as fortes entenderão); Phury bancando o maluco beleza ao lado de Raul Seixas; Tohr perdendo e ganhando (tanto peso, quanto mulher); JM lavando louça enquanto a Xhex relaxa tomando uma cerveja; Butch virando top model internacional e Qhuinn e Blay fazendo aula de tricô.

Com toda essa confusão, com a chegada de tantas fêmeas, começa o ciclo. Quando a mulherada entra em seu período fértil e isso abala as estruturas de todos os machos da redondeza. Primeiro veio Bella; depois Layla, e agora a rainha cismou que também quer ter um baby.

Acontece que Wrath não quer porque a quantidade de companheiras que morre ao longo da gravidez e parto é maior do que a alegria de ter um herdeiro; e é basicamente sobre isso que este livro se trata.

Bebê ou não bebê, eis a questão!

Enquanto esse problema doméstico afeta os ânimos de muitos dentro da mansão, a Glymera e os guerreiros bastardos avançam com mais um plano para derrubar Wrath. Já que o assassinato do rei foi frustrado - no livro anterior, graças a Qhuinn, que virou o herói da vez -, eles iriam derrubar o rei usando a Antiga Lei contra ele.
E o pior: CONSEGUEM!!

Mas aí, você diz: mas como se ele era o rei de fato e de direito, sendo o último puro sangue da raça? Simples, usando o ponto fraco de todo vampiro acasalado...


Como acontece desde o livro de Zsadist, este aqui já começa com uma passagem do passado, de quando Wrath - o pai, não o atual - é apresentado à sua companheira. A partir dali, ele também decreta que só haverá ela, mesmo os vampiros tendo direito de possuírem mais de uma companheira. Todas as recordações fazem um paralelo com a atual situação de Wrath.

Também desde o livro anterior foi apresentado um novo casal, Assail, que é o novo chefe do tráfico, no lugar de Rhevenge, e Sola, uma espiã/ladra, cuja avó é brasileira, que foi sequestrada e passa boa parte do livro tentando fugir e/ou sendo resgatada por Assail, que já está caidinho por ela.

NOTA: Assail, eu acho até legal, mas essa Sola "Morta" é uma chata. Os capítulos deles alternavam com o que a gente quer realmente saber, ou seja, a situação do rei com Beth. Por isso, às vezes ler esses capítulos era osso duro de roer.

Além disso, tem a situação Layla/Xcor. Bom, a gente não pode esquecer que Layla quase perdeu o bebê no livro anterior, mas conseguiu segurar. Agora, apesar de passar boa parte do dia dentro de casa assistindo tv e comendo, volta e meia ela ainda se pega pensando no guerreiro do lábio leporino.
Eu sei que muitas de vocês detestam Xcor, mas vou confessar uma coisa: por mais que ele queira derrubar Wrath, não consigo ter raiva dele. Morro de pena pelo histórico de vida, e tem uma cena dele neste livro, quando ele vai fazer compras...Gente, é de doer o coração!!!

E já que a mansão virou pensão, não podemos esquecer os irmãos Sombras, iAm e Trez. Esses sim ainda vão dar um bom caldo, até porque o próximo livro é sobre eles.




Não esquecendo que a história de Trez é complexa: ele foi vendido à rainha de seu povo para ser escravo sexual da princesa, por seus pais, mas fugiu de seu destino com seu irmão. Criaram uma nova identidade e foram viver entre os humanos como leão de chácara/guarda-costas do antigo clube de Rhevenge.
Agora eles são donos do próprio clube, mas o tempo de Trez para cumprir seu destino está chegando ao fim. E agora, ele se encontra apaixonado por uma outra Escolhida, a que atualmente alimenta os Irmãos (já que Layla está grávida e não pode mais fazê-lo), a Selena.
Mas como desgraça pouca é bobagem, além de Trez ter essa espada apontada em sua cabeça, Selena se descobre portadora de uma doença meio estranha.
A pergunta que não quer calar: tia Ward vai matar a Escolhida? Porque essa mulher adora matar uma fêmea, né? Ainda estou com a morte de Welsie entalada na garganta!!!

Mas pra não perdermos tempo, vamos pontuar algumas das passagens do livro...




  • A capa é bonita. Adoro a ideia do trono e do vermelho, que é a cor do rei. Entretanto, depois de tantos livros trazendo a descrição de Wrath, com seus cabelos já nos quadris, as tatuagens, os óculos, a própria Ward aprovar aquela capa sem esses detalhes...Bem, senti falta  #prontofalei;
  • A série se chama Irmandade da Adaga Negra. Isso significa que os Irmãos deveriam aparecer, certo? Mas acho que esqueceram de avisar à autora, porque neste livro não tem cena de luta (cadê os carinhas fedendo a talco?). Os Irmãos aparecem em cenas bucólicas, praticamente caseiras. Tudo muito estranho;
  • Em relação às companheiras é a mesma coisa. Tem umas que são somente mencionadas;
  • Como eu disse, já que o grande drama é se Beth deve engravidar ou não, depois de 3 anos juntos, Wrath e Beth começam a brigar. E a mulher é boa de briga, gente! Finalmente alguém manda o grandalhão calar a boca!
  • O outro casal alternativo, Assail e Sola, ainda estou me perguntando qual a importância deles nisso tudo (?????) Por outro lado, na minha opinião, a melhor cena de pegação foi a deles, dentro do chuveiro. O bicho ali ferveu boniiiiiiiito;


  • JM voltou a ter surtos quando olha para a irmã, Beth. E ninguém descobre por quê. E, segundo a autora, nunca será revelado que na verdade ele é a reencarnação de Darius (isso NÃO é spoiler! Já foi dito em livros anteriores e no Guia da Irmandade); 
  • A autora tem uma implicância mórbida com Miley Cyrus;
  • Payne vira uma filha da mãe de uma fofoqueira;
  • Dos bastardos, até a metade do livro só Xcor aparece;
  • Layla e Xcor.... cenas dos próximos capítulos;
  • Na falta dos fedidos a talco, o grande antagonista da vez é a Glymera;
  • Boo é o gato de Beth, mas ele é realmente só um gato?
Destaques do livro: 
  • Com toda essa confusão para derrubar Wrath, Saxton tem um papel importantíssimo na revelação do caso. Ele merecia arrumar um companheiro legal, já que perdeu Blay, o grande amor da sua vida, para o seu primo Qhuinn;
  • Na verdade Beth é a salvadora da pátria;
  • E melhor cena ever-ever-ever vai para: LASSITER!!! Esse anjo maluco consegue roubar a cena completamente do livro. Melhor cena, de fazer você chorar de rir. 
Enfim...

Como fãzoca da série, eu diria que gostei por simplesmente ser da Adaga Negra. A cada nova divulgação da autora para o livro do ano seguinte eu já fico na ansiedade de como ele será.
Por outro lado, honestamente falando, acho que a Ward criou tanta coisa, são tantos personagens, que ela se perdeu um pouco com certos detalhes.
Em vários momentos tive vontade de jogar o laptop na parede.

Fiquei indignada com o fato daquele campo INVIOLÁVEL em volta da mansão, que faz com que sua localização não seja encontrada por NINGUÉM, ter sido ignorado numa cena entre Layla e Xcor. Além disso, e aquele bando de câmeras que Vishous espalhou pela propriedade que ninguém pode espirrar sem ser visto e, de repente, o inimigo está ali no quintal deles e ninguém vê?
O pouco aparecimento dos Irmãos foi chato. 
E mesmo sabendo que a autora assinou com sua editora para mais três livros, o final deste livro dá impressão que é o fim da série.

Bom, ela criou um divisor de águas ao mudar o titulo. Agora não tem mais "amante". Temos O Rei, e depois teremos Os Sombras. Vamos ver o que ela ainda pretende fazer.

E se você quer saber se Beth consegue engravidar; se ela tem ou não o bebê (ela morre?), se Wrath continua rei ou se a Glymera consegue tirá-lo do trono, só lendo.
Uma coisa garanto, tem uma surpresa que te pega de jeito no final.

4 estrelas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário