sábado, 29 de novembro de 2014

Semana Nacional: Deise Müller - Silver (Lilac #2)



Ficha técnica: Silver
Autora: Deise Müller
Editora Literata
Lançamento: agosto/2014
356 páginas

"'Tente fazer com que me lembre de que amo vocês.'

A simples nota já estava amassada e desgastada dentro do punho cerrado de Craft, mas involuntariamente, ele se via desdobrando-a e relendo. As palavras eram como ácido em seu cérebro.

Passaram-se semanas desde que o rei Domovoi acordara sozinho em seu majestoso quarto, carregando no bolso o anel de noivado dela. A mulher que ama, no entanto, havia desaparecido.

Ela sacrificou-se para salvá-lo e, no processo, perdeu sua própria alma. Apesar de ter jurado nunca parar de procurá-la, Craft estava começando a perder as esperanças de que um dia voltaria a ser feliz. 
Foi quando o telefone tocou. 
Megan foi encontrada... 
A felicidade, no entanto, ainda não estava garantida.

Além de correr contra o tempo para salvar a alma – e o corpo – de Meg, Craft, sua família e amigos agora também precisam enfrentar, juntos, uma ameaça muito mais poderosa do que todos eles. Poderosos demônios que planejam iniciar o apocalipse exigem a vida de Delion em troca da vida da Meg e, além da terrível escolha, Craft Domovoi precisa encontrar uma forma de impedir o fim do mundo. 
Em meio ao caos em Los Angeles e a dor de ter que encarar uma Megan demoníaca, eles terão uma surpresa que trará tanto alegria quanto desespero… e que poderá mudar o destino do mundo. 
Um demônio recém-surgido… Amores impossíveis… E um planeta condenado. O amor realmente supera tudo? "



ROMANCE CONTEMPORÂNEO. FANTASIA. NACIONAL. NEW ADULT.

Este é um livro que você precisa ler o primeiro para entender sua continuação, não tem jeito. 
No primeiro lançamento a editora era outra. Agora, pela Literata, tem nova capa e, creio eu, nova revisão. Mas a resenha da primeira edição você encontra AQUI.



Capa de feiticeira piriguete, não é? Mas é mais ou menos isso que acontece nessa continuação, porque a bem da verdade, Megan, nossa personagem principal, não é exatamente ela, mas um demônio súcubus. E quem entende um pouco dos paranauê sabe que esse tipo de demônio se alimenta principalmente do prazer, do sexo. Nada mais natural do que ela sempre se vestir como quem vai fazer programa na esquina.

Acontece que essa transformação de Meg se deu para salvar seu namorado, Craft. Ele havia sido aprisionado no inferno e ela encontrou uma maneira de trocar de lugar com ele, sabendo que não ficaria presa lá por muito tempo por ter um certo parentesco não bem-vindo ao local. 
Mas, como tudo tem o lado negativo, ao voltar, sua pessoa era outra. E a partir daí o leitor passa a fazer a distinção entre a antiga Meg e a Megan, a súcubu.

Craft demora a encontrá-la, mas quando finalmente o faz procura meios para manter a promessa que fizera a si e à sua filha, Helen: trazer Meg de volta.

Para azar de Megan, alguém andava assassinando o seu novo povo. Ah, é! Não comentei. Megan agora era a rainha dos súcubus. A danada matou a antiga e tomou posse do lugar. E como essa raça era mais ligada em sexo do que em brigar por picuinhas, deixaram-na no lugar que conquistou.

Voltando... Craft prometeu à nova Megan que ele a ajudaria a encontrar e eliminar a ameaça a seu povo. Entretanto, em troca, ela daria tempo suficiente a ele para tentar trazer à tona a antiga Meg.

O livro traz muitas explicações necessárias sobre o passado de Meg, começando pelo laço com sua irmã gêmea, Lauren - parte importante para o seu futuro; como funciona o novo mundo em que Megan se meteu; os Alfas, que são os vigias organizadores desse mundo, não permitindo que criaturas das trevas interfiram no mundo humano, etc.
Alguns acontecimentos, à primeira vista, são meio estranhos, mas a explicação aparece adiante, bem detalhada.

A batalha é séria, vem de longa data o motivo e chegou até Meg não só porque agora ela é um demônio, como porque envolve alguém que ela ama; e no fim das contas, as duas Megan, dividindo o corpo, terão que duelar entre si, enfraquecendo ambas, ou aprenderem a lutar juntas porque há muito mais em jogo para toda a humanidade...



O livro é fantasia das boas. Uma continuação que se dá a partir do término do livro #1 - daí a necessidade de ler o anterior para não ficar boiando.
Os personagens - recorrentes em sua maioria - são fortes, tanto fisicamente quanto em personalidade.
O romance entre o casal principal é profundo, e é esse amor que pode salvar em várias situações. A atração física conta muito e Craft se vale disso - já que Megan sendo uma súcubu é movida a sexo - para tentar resgatar as lembranças de sua namorada. E as cenas mais quentes estão presentes aqui também.
Outros casais se formam ao longo da trama e em relação a isso abro um parênteses:

Como boa parte da história se passa em Los Angeles, território que não pertence ao rei feiticeiro Craft, ele precisa pedir permissão para permanecer um longo período lá ao rei local, que é o rei Viribus, Fergus.
Fergus havia aparecido no livro anterior e foi, de certa forma, um grandissíssimo filho da mãe com Meg. Bom, ao aparecer aqui, ele já estava se encaminhando a ser de novo, até ele encontrar Gaby. E é AQUI que quero apelar à autora.
Dona Deise, esse personagem é praticamente um Vlad!! Ele PRECISA ter um spin off!! (Você entende o que quero dizer porque também é fãzoca de Vlad).

Por conta de seu interesse por Gaby, que não deveria existir por conta de uma profecia, ele não só permite a Craft e toda sua comitiva ficarem em Los Angeles, como oferece sua casa como hospedagem e ajuda em todo o plano para trazer Meg de volta.

O ritmo é bom, não muito lento, dando poucos saltos no tempo.

Pontos positivos: As explicações são bem dadas; o romance está no ar (vários casais se formando); não termina em cliffhanger mesmo ainda tendo um terceiro livro para encerrar a série.

Pontos negativos: Quem acompanhou o lançamento do livro #1 pela editora anterior sabe que houve um grave problema de revisão. A história maravilhosa e bem escrita foi massacrada por uma revisão inexistente. Agora, a mesma editora antiga, mudou sua forma de trabalho e está fazendo um trabalho primoroso, mas infelizmente, na época de Deise lá, não foi o que ocorreu. Então, pela Literata, o corpo do texto teve uma revisão e está bem melhor. Ainda encontrei erros, especialmente ausência de pontuação necessária, mas comparada à anterior...
Entretanto, a revisão deixou passar uma coisa grave: como assim o livro tem 2 capítulos 6 e 2 capítulos 19? Erraram a numeração!!!



Outro ponto: hoje em dia está na moda o livro escrito em primeira pessoa. E mais ainda com o POV (ponto de vista) de mais de um personagem, geralmente sendo do casal em questão. Mas o livro tem POV de 9 pessoas! E para piorar, num mesmo capítulo chegava a ter POV de até 5 pessoas.



Para tudo! Quem era esse ou aquele personagem? Tinha hora que eu ficava meio zureta...
Tudo bem, eram explicações pertinentes, mas muito POV atrapalha. Pior ainda num mesmo capítulo.

Mas Lilac e Silver têm história pra contar e faz o leitor querer saber como toda essa guerra acaba. Darkness ainda não tem previsão de lançamento, mas desde já quero meu exemplar autografado!! Muito bom saber que temos no Brasil autores competentes também neste gênero literário.

4,5 estrelas.

eu e Deise na Bienal/SP


Sobre a autora



Um comentário:

  1. Vânia, lindona, muito obrigada pela resenha! Adorei e estou super orgulhosa de cada estrelinha sua que Silver recebeu <3 A série está em casa editorial nova (sim, outra vez ¬¬ ) mas dessa vez é para o melhor. A Madras cuidará muito bem dos nossos feiticeiros, tenho certeza, e os problemas com a revisão e diagramação acabarão. Quanto aos POVs, eu sou inquieta rs, mas Darkness está mais enxuto, então acho que você vai gostar. Mil beijos e espero te ver na Bienal do Rio!

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