sábado, 13 de dezembro de 2014

Laurann Dhoner - Touching Ice (Cyborg Seduction #4)


Ficha técnica: Touching Ice
Autora: Laurann Dohner
Editora Ellora's Cave
Lançamento original: 26/novembro/2010
Lançamento BR: ainda não
141 páginas

"O que pode dar errado supervisionar um grupo de robôs de sexo Android em um prostíbulo automatizado no espaço? Trabalho legal, se até lá Megan não morrer de tédio. Em seguida, ela avista o macho mais sexy que ela já viu. Em seu monitor de segurança granulada, ela observa todas as suas façanhas sexuais com os robôs e fantasia sobre isso. Mas isso é tudo o que ela pode fazer, porque ele é um cyborg. 

Então, o destino entra em ação.

Há um acidente e Megan deve escapar ou morrer. Os cyborgs estão resgatando os robôs  levando-os a bordo de sua nave. Ela sabe que os seres humanos odeiam  os cyborgs. Eles vão matá-la se ela pedir ajuda. Quando ela inventa um plano louco  de fingir  ser um robô  de sexo mais realista já feito.

Seu nome é Ice, e Megan é agora o seu robô de sexo pessoal. Ele irá satisfazer cada fantasia sexual que ela já teve, e  muitas outras que ela  sonhou. Ela só tem que descobrir como manter aquele grande e sexy cyborg de descobrir que ela é toda mulher"


ROMANCE FANTASIA. ERÓTICO.

Há prostíbulos no espaço. E como os cyborgs têm a mesma necessidade que seres humanos, alguns deles buscam esses lugares, que oferecem robôs de sexo.
Essas naves prostíbulos deveriam ser totalmente manipuladas por máquinas. Pelo menos é isso que a propaganda diz, para manter seus frequentadores calmos.
Mas a verdade é que há uma pessoa que manipula parte do funcionamento da nave, para manter tudo em seu devido lugar e evitar que propensos piratas tentem rackear a nave e roubá-la.

Nesta nave Megan tem esse trabalho. Deveria ser divertido, mas a solidão é enorme. A não ser que você conte ficar batendo boca com uma voz autômata como algo bom por longo tempo.

Numa das idas de Ice a este local, ele esqueceu de tirar sua arma e o alarme tocou. Isso fez com que Megan olhasse o monitor de segurança e ficasse alerta. Nada de mais aconteceu, mas a partir daquele dia ela ficou totalmente ligada naquele enorme e lindo cyborg do cabelo longo branco acinzentado.
Durante as várias idas dele,ela secretamente o observou. Sim, ela tornou-se uma voyer de carteirinha. Mas tudo ficaria assim, ela o olhando de tempos e tempos, sem nunca se apresentar. Não só porque ninguém poderia saber que existia uma humana naquela nave, como pelo simples fato de que, historicamente, cyborgs eram inimigos dos humanos. E ela valorizava muito a própria vida, obrigada.

Se você acredita em destino, eis que ele entrou em ação.
Quando Ice e seus companheiros estavam prestes a sair da nave prostíbulo, acontece um acidente. Uma outra nave que deveria se aproximar mais lentamente para atracar, acaba por vir rápido demais, já que seu piloto capitão mostrava-se bêbado. Na batida, não haveria como salvar a nave maior, Folion. Os cyborgs que já estavam de saída, decidiram levar os robôs de sexo com eles, salvando-os, e depois, entregando a seu legítimo dono (esses robôs eram caríssimos!!). Sem ter por onde escapar, Megan faz a única coisa que tem à mão: finge ser um protótipo avançado de robô sexual. 

Ao encontrar-se na nave dos cyborgs, sozinha na área de carga, junto aos outros robôs, ela os reprograma para não identificarem Ice como um possível cliente, tornando, assim, a interação sexual entre eles impossível. A única que seria capaz de identificá-lo seria ela.
Seu grande plano: aproveitar o período de viagem em que estariam juntos para tirar o atraso e realizar suas fantasias com aquele cyborg.

O que Megan não contava era que os cyborgs conseguiam detectar pulsação humana mesmo a uma certa distância. Logo Ice percebeu que ela não era robô coisa nenhuma, mas deixou que ela continuasse com seu plano fosse qual fosse.

A princípio o plano dela dá certo e ela consegue vários momentos mágicos com Ice. Mas ele a pressiona a dizer a verdade e tudo vem à baila.

O Conselho é avisado sobre a presença de Megan na nave e uma outra nave, a Breeden, é enviada com Blackie, um outro cyborg, para resolver o assunto Megan. Suas ordens? Eliminar o inimigo.

E é a partir deste livro que, apesar de Blackie se mostrar duro em relação a obedecer as ordens do Conselho, é Zorus quem se mostra o grande filho da mãe!! Este conselheiro é um dos mais proeminentes em Garden e ele definitivamente odeia os humanos.

Agora, Ice tem a difícil missão de matar Megan.
Como ele não tem coragem para isso, ele deve fazê-la dormir com um tranquilizante poderoso para que outro cyborg cumpra a ordem.
Megan desconfia dos planos e Ice acaba por revelá-los. Ela faz uma contraproposta: ficar presa no quarto dele, incomunicável.
De cara Ice não aceita a proposta. Ele faz parte do grupo de 12 cyborgs que assinou o pacto de Reprodutor, principalmente pela parte fisica dele, os cabelos brancos e os olhos azuis claros. Não aceitando se envolver emocionalmente com uma cyborg fêmea e ter uma união familiar ainda dá a ele certo controle de sua vida, já que as fêmeas, por serem minoria e necessárias, tendem a ser agressivas e mandonas.
Ice é considerado um grande reprodutor, já que por 28 vezes sua "doação" deu frutos positivos.
Mas aqui já dá para perceber bem o quanto os cyborgs sofrem com essa lei. Por honra em prol da perpetuação da raça, eles aceitam essa lei, mas como não podem ter contato com seus "filhos", isso os magoa sobremaneira.

Com a chegada da nave considerada perdida, com um número maior de fêmas, a lei da reprodução irá mudar. Os machos que doaram seus espermas com bons resultados acima de 20 vezes - como é o caso dele - poderão ser retirados do programa.

A grande questão para Ice é que ele não gosta da ideia de compartilhar o que tem. Ao mesmo tempo, agora com Megan, ele se sente atraído, mas ela ainda é o inimigo. Sem coragem para matá-la e usando a moral do "não matamos fêmeas sem necessidade" como desculpa, ele aceita a proposta dela.

A nave em que eles se encontram, a Rally, é interceptada por outra. Como eles ainda não tinham se livrado dos outros robôs e estes enviam um sinal de rastreamento em caso de perda e roubo, eles decidem abrir as comportas e soltar os robôs para serem recolhidos pela outra nave, achando que isso resolveria o problema.
Mas o que vem por aí é muito pior.

Aparecem os droids de última geração chamados Modelos Markus. Esses têm o esqueleto diferente dos cyborgs, são mais resistentes à luta e não tem qualquer moral ou piedade. Mas também não têm personalidade própria, individual. Funcionam como um coletivo.
Megan avisa aos cyborgs sobre a periculosidade deles e que devem fugir o mais rápido possível, mas os robôs Markus enviam a mensagem de que também fugiram da Terra e buscam asilo em Garden.

Megan diz que é algum truque, e Ice acredita nela, mas o Conselho, dirigido por Zorus (tô dizendo que esse cara é um pé no saco!) não acredita e prefere fazer contato direto com os Markus, e em última instância pegá-los para análise.
O plano não sai como Zorus planejara. E essa falha quase custa a vida de muitos na nave...

A partir deste livro a trama de fundo começa a ficar mais complexa. Não se trata apenas de um romance fantasia futurístico, mas tem toda uma história de perseguição por parte dos humanos em encontrar os cyborgs remanescentes.

O Modelo Markus torna-se difícil de ser destruído e agora, mais do que fugirem dos caçadores de recompensas, os cyborgs terão que se prevenir de novas invasões por parte de robôs com uma tecnologia mais avançada que a deles.

O romance entre Ice e Megan continua como deve ser e a grande preocupação dele, em livrar-se do pacto de Reprodutor acaba por ser eliminada.

Na briga para destruir os robôs que os seguiram e salvar os cyborgs que restaram, Coal (o escravo libertado no livro anterior) e Zorus, o Conselheiro, são lançados na mesma mini-nave e se perdem no espaço. Megan e Ice vão na outra, mas como ele sofre de claustrofobia, ela precisa pensar rápido para que ele não tenha um ataque de pânico ao longo da viagem até serem rastreados por uma nave maior.
É muita aventura até a última página e com esses novos antagonistas, muita coisa ruim ainda vem por aí...

5 ESTRELAS.


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