sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Laurann Dohner - Burning up Flint (Cyborg Seduction #1)



Ficha técnica: Burning up Flint
Autora: Laurann Dohner
Editora Ellora's Cave
Lançamento original: 05/março/2010
Lançamento BR: ainda não
194 páginas

"Flint é alto, lindo e perigoso. Ele é um cyborg - o máximo absoluto macho alfa. Ele toma o que quer e tem o que é seu. Mira é sua agora. Ele a leva a bordo de sua nave e a marca como sua propriedade. Ele a capturou, é dono dela, e ela vai servir a todas as suas necessidades. 

Mira sente-se imediatamente atraída por Flint, fascinada por seu apelo sedutor. O sexo entre eles é quente. Até que ela descobre que ele é um Reprodutor, contratado entre outros doze cyborgs para engravidem suas mulheres, e ela não é mais que uma possessão. 

Mira não vai compartilhar seu cyborg e ela não pertence a ninguém, nem mesmo a um homem que conquistou seu coração. Ela não sabe se cyborgs têm sentimentos. Pode Flint amá-la? Mira está determinada a descobrir, não importa  quanto problema ela cause ao grandalhão. 

**Aviso ao Leitor: Este livro contém cena de bondage sexy voyeurista em que Flint demonstra generosamente suas habilidades em benefício de outro cyborg."


ROMANCE FANTASIA. ERÓTICO. AVENTURA.

Eu, que adoro ler esses livros com temas #bizarros, me deparei com esta série da autora da famosa série NOVAS ESPÉCIES, que logo vai desembarcar no Brasil.

Vamos aonde tudo começou...

Os cyborgs são uma criação humana. Feitos de material orgânico com a mais alta tecnologia daquele tempo (a autora não especifica o quanto no futuro a história se passa), a eles são acrescentadas algumas características que os tornam mais fortes, resistentes e com vida superior aos humanos.
Todos os cyborgs masculinos são fortes, com físico proporcional ao seu tamanho que, em sua maioria, chega a 2 m. Para diferenciá-los dos humanos, foi dada a eles uma coloração de pele diferente, acinzentada. Os cabelos, de cores variadas, têm o crescimento mais acelerado (detalhe explicado num dos livros mais adiante, por conta de uma das cientistas projetistas que era tarada por homens de cabelos longos). Eles não possuem pelos no restante do corpo.

O Projeto Cyborg foi criado para que estes fizessem o trabalho de um ser humano em relação a guerras e pesquisas espaciais. Eram material caro, porém, descartável.

Quando as mulheres cyborgs foram criadas, a confusão começou.
Homens começaram a querer usá-las como objetos sexuais. O que os cientistas não contavam é que sua invenção alcançou um nível de inteligência autônoma e superior, através da Inteligência Artificial, que os fez se sentirem livres.
Por entenderem o risco do que lhes era obrigado a fazer, eles quiseram ser transformados em cidadãos, com os mesmos direitos humanos. Isso logicamente lhes foi negado. Com o ataque às suas fêmeas, a rebelião começou. A princípio esta rebelião não foi violenta. Apenas através de greve. Os humanos não aceitaram esse comportamento e atacaram. Os cyborgs se defenderam e chegaram à conclusão que sempre seriam tratados como "coisas" (it) e decidiram partir.
Ajudados por humanos simpatizantes, os cyborgs fugiram da Terra e encontraram seu refúgio num planeta que denominaram Garden.

Em Garden, diferente dos seres humanos que ao colonizarem querem destruir/escravizar os habitantes existentes, eles construíram uma cidade murada, para não interferir na biodiversidade do local.
O planeta é rico em água e alimento, lembrando bastante a Terra de muitos anos, sem toda essa poluição, mas pobre em minério; o que os obriga a conseguirem o material em outros locais.

Para acalmar a população, o governo na Terra divulgou que por serem violentos e instáveis, TODOS os cyborgs haviam sido destruídos. Durante vários anos os seres humanos se sentiram seguros com essa notícia e os cyborgs evitaram contato com os humanos, seus principais inimigos. Até agora...

A história começa quando uma nave humana é interceptada por outra. Mirasia Carver, uma das passageiras, quase foi morta pelo capitão quando este achou que quem os atacava eram piratas do espaço.
Esses piratas eram seres mutantes, sem piedade, que saqueavam e violentavam as mulheres. 
O capitão acha que ela teria uma morte mais digna e rápida se fosse pelas mãos dele. Ela foge dele e acaba sendo salva pelos verdadeiros ocupantes da outra nave, os cyborgs.

Como todo ser humano, Mira havia ouvido a versão do governo de que os cyborgs não existiam mais. No passado, ao ler sobre a história de opressão que eles sofreram, ela havia se simpatizado com a causa deles. Por isso, ao constatar quem realmente estava interceptando a nave em que se encontrava, longe de se sentir assustada, ela ficou feliz ao saber que a notícia era falsa.

Intrigado pelo comportamento da humana, o capitão cyborg Flint decide levá-la com ele para o seu planeta.
Assim como os humanos haviam tratado os cyborgs como propriedade, havia uma lei em Garden proferindo o mesmo. Dessa forma, sem saber, Mira havia acabado de se tornar propriedade de Flint.
Claro que, como carne nova no pedaço, Mira foi cobiçada por outros cyborgs...

Outra explicação: na fuga da Terra, uma das naves, que continha a maioria das cyborgs fêmeas, perdeu-se. As poucas que sobraram das naves remanescentes eram responsáveis em procriar para manter viva a população (sim, pode parecer estranho, mas os cyborgs por serem feitos de material orgânico como o humano, tinham a capacidade de reprodução em sua maioria). Com poucas fêmeas, foi criada uma lei em que a mulher tinha direito a ter até 3 maridos. Com isso, ela teria um filho para cada pessoa participante naquele arranjo familiar. Isso dava todo o poder às mulheres, já que os homens eram obrigados a compartilhá-la com os outros "maridos" e não podiam pedir divórcio.

Voltando... Sendo humana, Mira não era obrigada a participar desse arranjo de ter mais de um marido ou mais de um filho.
Entretanto, depois de passar algum tempo com Flint e sentir que dali poderia haver algo mais, ela descobre uma outra lei.

Como nem todo cyborg macho era capaz de reproduzir-se, doze dos mais antigos assinaram um pacto de que seriam doadores de espermas às fêmeas que quisessem engravidar com maridos incapacitados. Mas essa doação não funcionava em laboratório. Teria que ser no método normal, ou seja, sexo.
Se Mira queria ter uma vida com Flint, óbvio que pensar em ter um marido transando com outras era inimaginável. Mas teria alguma forma dessa lei ser burlada?

Para um livro com tão poucas páginas, há muita informação a ser analisada.
Por mais bizarro que pareça, acaba que você fica totalmente voltada à história de pano de fundo.
Sim, os livros da editora Ellora's Cave são por natureza eróticos. Alguns com temas bem pesados. Mas Laurann transformou algo bizarro e impossível, numa grande história de amor.

Vários personagens são apresentados e têm suas histórias contadas em livros futuros. Cada cyborg tem um jeito próprio de ser. Eles podem ter circuitos e microchips em suas cabeças, mas boa parte de seu organismo funciona como um humano, com necessidades físicas, como dormir, comer, limpar-se e...ter sexo. E falando nisso, nem preciso dizer que, pela altura com que eles foram criados, sua parte anatômica seguia a regra.

A princípio, mesmo sentindo atração pelo belo cyborg, Mira tentou fugir de seu cativeiro, mas Flint não deixou por menos:

"Na Terra cyborgs eram propriedades dos seres humanos e você não está mais na Terra, Mirasia Carver. Você agora é minha. Você vai seguir as minhas ordens ou eu vou treiná-la para fazer o que eu digo. Eu não gostaria de impor qualquer forma de punição a você, mas posso fazê-lo. Entendeu? "

Durante a trama, há vários momentos de puro romance, ou pura luxúria, ou até mesmo de assustar. Mas no fim das contas, os cyborgs estão se adaptando ao modo livre de viver, e com a chegada de novas humanas - a partir deste livro - haverá mudanças e adaptações.

A história entretem, diverte e traz um pano de fundo bem interessante.
Os humanos não são os bonzinhos. Ao contrário, muitos de seus defeitos, sua mania de achar que é o centro do universo, são expostos bravamente aqui.
Não há cliffhanger. Cada personagem terá seu livro com final.
É uma história bizarra, mas é uma bela história de amor.

5 ESTRELAS.

Sobre a autora


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