segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Diana Gabaldon - A Libélula no Âmbar (Outlander #2)



Ficha técnica: A Libélula no Âmbar (Dragonfly in Amber)
Autora: Diana Gabaldon
Editora Saída de Emergência Brasil
Lançamento original: 1991/2002 (Canadá)
Lançamento BR: 2014
Gênero: Rom Histórico; Viagem no Tempo
POV: terceira pessoa

Protagonistas: Claire Randall; Brianna Randall; Roger Reginald Wakefield; James Alexander Malcolm Mackenzie Fraser.
Local/Ano: Inverness, Escocia; França/1744; 1968.

"Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo... E sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII.

O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Com tudo o que conhece sobre o futuro, será que ela conseguirá salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?"



Ler este livro requereu um pouco mais de tempo do que o usual. São 944 páginas, sendo 935 de história de fato. Os nomes são complicados em alguns trechos, e detalhes sobre acontecimentos e batalhas são extensos. Portanto, já aviso, o livro é muito bom, mas requer uma atenção um pouco maior do que você deve estar acostumado(a).

Lembrando também que é fundamental a leitura dos livros na ordem e que, por isso, esta resenha pode conter algum tipo de spoiler.

Como é o volume dois, a gente já sabe que Claire é A viajante do tempo. Depois de se ver presa num tempo passado, em meio a guerra entre ingleses e escoceses, ter que se casar (apesar de em seu tempo ela já ser casada) para salvar a própria pele e apaixonar-se pelo seu novo marido (mas também, quem não se apaixonaria por jamie?), encontramos Claire de volta no seu tempo.

Sim, meu povo, ela conseguiu voltar. E pior, foi o próprio Jamie quem insistiu que ela o fizesse para salvar a ela e ao filho que eles iriam ter.

Mas vamos voltar para entender melhor...

No período passado, Claire, conhecedora da história, consegue convencer seu então marido Jamie Fraser a evitar o surgimento do Movimento Jacobino. Eles viajam até Paris ao saberem que Charles Suart iria receber dinheiro para levantar o Movimento. Eles têm todo um plano para impedir que tudo aconteça, mas claro que nem sempre as coisas acontecem como deve ser.
Jamie acaba envolvido em um duelo e vai para a prisão. Ao presenciar tudo isso, Claire perde o bebê que esperava. Todos achavam que ela não se recuperaria, mas ela o consegue, e logo depois, parte para tirar seu marido do encarceramento.

Quando Jamie é libertado, ele tem que sair da França de qualquer maneira, e ele e Claire voltam à Escócia e tentam levar uma vida normal como camponeses.
Mas logo uma carta informa a Jamie que o surgimento do Movimento está de volta e ele é convidado a juntar forças.
Sentindo-se na verdade sem opção, Jamie reúne um pequeno grupo de homens  de Lallybroch para se juntar ao exército de Stuart.
Exatamente como Claire já sabia, a batalha de Culloden não foi como eles esperavam; um desastre na verdade. E a ideia em assassinar Stuart passa pela cabeça de Jamie.
Mas logo ele muda de ideia, sabendo que não conseguiria fazê-lo. Eles só não contavam que essa conversa deles seria ouvida por Dougal MacKenzie, que sempre teve uma desconfiança sobre o repentido aparecimento de Claire na vida deles, e com isso, a chama de feiticeira. 
Isso cria uma nova briga em família e mais uma tragédia.

Agora, Jamie precisa proteger sua esposa a qualquer custo porque ele sabe que ela está grávida de novo. Ele insiste que ela volte para o seu tempo para manter-se segura.

Mesmo sem querer, Claire volta, e agora, ela está separada de seu marido do passado, ficou viúva de seu marido de seu tempo verdadeiro e não tem mais por que se manter presa à promessa que fizera a Frank Randall, de nunca contar à filha o que acontecera e de quem ela era filha.

Claire busca ajuda com um historiador, Roger Wakefield (imagina só! Ele era aquele garotinho que aparece no livro #1, na casa do reverendo!!). 
Roger passa a pesquisar procurando em documentos sobre onde se localiza a lápide de Jonathan Randall, ancestral do marido dela e principal adversário de Jamie. Com isso, ele encontra também as lápides de Jamie e da própria Claire.

Contando à filha a respeito de seu pai e pesquisando os últimos passos de todos os envolvidos na história passada, Claire acaba por descobrir algo que pode mudar mais uma vez a sua vida...



Ufa!! gente, deixa eu falar? O livro é história pura! A pesquisa feita pela autora é muito boa, e mesmo que personagens sejam fictícios, o contexto ao redor não é. Dá para aprender muito aqui.

O romance - o triângulo amoroso Frank-Claire-Jamie - já não é mais tão forte.
O livro é descrito com idas e vindas no tempo, enquanto Claire vai contando a Roger e Brianna, sua filha, tudo que aconteceu.

O romance histórico é bem antes da época regencial, então, não espere que os homens ajam como nos livros em que estamos habituadas a ler. Aqui eles estão no meio de um guerra, agem como selvagens, em vários sentidos. É a lei do "matar ou morrer".

Quando a gente termina a leitura, o ponto que fica no ar é: será que Claire teria condições de retornar no tempo e reencontrar Jamie?

5 ESTRELAS!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário