quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Maratona Romances Históricos: Patricia Cabot - Retrato do meu Coração (Rawlings #2)



Ficha técnica: Retrato do meu Coração (Portrait of my Heart)
Autora: Patricia Cabot
Editora Record
Lançamento original: 1999
Lançamento BR: 2012
377 páginas
POV: terceira pessoa
Gênero: Romance histórico

Protagnistas: Duque Jeremy Rawlings e Margaret "Maggie" Herbert
Local/ano:  Yorkshire; Londres, Inglaterra/ 1871, 1876

"No passado, a desengonçada Maggie Herbert vivia às turras com os meninos, entre os quais o futuro duque de Rawlings, mas tudo se resumia a provocações e brigas. Agora adultos, eles se reencontram. Porém tudo parece conspirar contra a paixão recém-descoberta. Será que os jovens conseguirão vencer preconceitos - dos outros e os próprios - em nome do amor?"


Se Jeremy já dava trabalho quando criança, querendo resolver tudo na base do murro, parece que ele não mudou muito desde então.
Agora com 22 anos, ele já foi agraciado em ser expulso de Eton e Harrow; e quando finalmente entrou para Oxford, foi expulso de novo... por participar de um duelo de espadas... e matar o homem.
Mas veja bem - segundo as razões dele - o tal oponente havia apresentado sua irmã ao duque e praticamente a oferecido numa bandeja de prata, e depois ele vem querer reclamar que a irmã havia sido desonrada? Nem pensar!
Como esconder isso de tia Pegeen? Edward, tio de Jeremy e quem por enquanto tomava o seu lugar na Câmara dos Lordes, já estava ficando sem ideias. Isso sem contar que Peg estava grávida do quinto filho.

A solução seria Jeremy ficar fora do país por alguns meses até que a poeira baixasse.

Ao retornar ao Solar Rawlings para ver a tia, Jeremy foi surpreendido por um corpo feminino, muito bem esculpido diga-se de passagem, que caiu sobre ele vindo de um carvalho. Era a amiga de infância e garota irritante que esfregava o rosto dele na terra enquanto brincavam, Maggie Herbert.

Maggie tinha 5 anos a menos que Jeremy mas enquanto criança ela era muito mais alta do que ele.
Sim, eles brigavam muito porque, diferente das outras crianças que tinham medo de desagradar o duque, ela não estava nem aí para o título dele. Por isso, quando ele vinha com aqueles desmandos descabidos, ela, maior que ele, esfregava sua cara na terra.

Mas como não se viam há 5 anos, com a estada de Jeremy entre os muitos colégios, depois de passarem pelo susto de Maggie ter despencado sobre ele enquanto ele passava a cavalo, King, os dois se surpreenderam com suas aparências.

Maggie continuava alta, agora para uma mulher, mas seu corpo desenvolvera. Seus seios eram grandes e suas pernas...Bem, ele conseguira ver um par de panturrilhas bem torneadas. Os cabelos caíam belamente até o meio das costas e sua boca...Epa! Isso estava ficando interessante.
Já a surpresa maior de Maggie em relação a ele era que realmente, conforme algumas pessoas tinham comentado, Jeremy crescera e estava uns bons 15cm a mais do que ela.

Endiabrado como era, e vendo que ela tinha se tornado numa bela mulher, Jeremy pensou que seria interessante fazê-la pagar por todas as vezes que o enfrentou na infância. Eles foram até o estábulo e lá ele tentou agarrá-la. O beijo até aconteceu mas quando ele quis ir mais além, ela lhe deu um bom gancho de direita, que ele mesmo ensinara a ela anos atrás.
O tio o pegou em flagrante e não gostou nada do que viu.

No dia seguinte, quando Jeremy foi até Herbert Park, casa da família de Maggie, desculpar-se pelo ocorrido, a mando do tio, o pai dela ainda a culpou por tudo.
Acontece que Maggie era considerada a ovelha negra da família.
Caçula entre 5 irmãs, ela não tinha o pensamento delas de casar-se cedo e se encher de filhos. Ela queria ser independente e pintar quadros. Ela já era muito boa nisso, mas queria melhorar estudando em Paris, na famosa escola de artes de Madame Bonhencer.
O pai execrava essa ideia, mas acabou aceitando como uma espécie de punição, ao invés de apresentá-la à ton, como estava planejado.

Naquela mesma noite, Jeremy a visitou no quarto dela para duas coisas: primeiro, ele a pediu em casamento (a ideia inicial seria fugirem para Gretna Green, é claro), depois, informá-la de que ele iria se inscrever na Cavalaria e ficaria fora por alguns anos. 
Mas ele queria que ela prometesse pensar no assunto sobre eles, e a qualquer momento que ela escrevesse pedindo que ele voltasse, ele o faria.

Cinco anos mais se passaram. Maggie foi para Paris estudar. A mãe dela faleceu depois de uma doença longa. Maggie sempre acompanhava os atos de heroísmo de Jeremy através dos jornais, e num deles, ele foi agraciado com a Estrela de Jaipur, uma safira de 24 quilates, que também era conhecida como uma princesa. Maggie ficou noiva de um francês.

Ao saber por sua tia Pegeen que Maggie estava noiva, e já que ele estava se recuperando da malária, Jeremy decidiu voltar do Oriente Médio para casa. E ao voltar para Londres descobriu que Maggie estava hospedada em sua mansão. Que maneira magnífica de começar a atormentá-la!!

E como nos tempos de infância, os dois brigariam como verdadeiros oponentes. A única - e grande - diferença era que agora as armas usadas eram bem diferentes.
Maggie tinha um noivo, Sr. Augustin de Veygoux; era considerada uma grande pintora, apesar de ainda não ter condições de se manter financeiramente. Mas este dado estava prestes a mudar, com a aproximação de uma exposição de seus trabalhos, seu talento ficaria difundido. Seu coração poderia traí-la a cada vez que ela se aproximava de Jeremy, mas isso teria de ser remediado.

Jeremy por sua vez, continuava um duque e um dos mais ricos da Inglaterra. Tinha um posto alto na Cavalaria, além de ser considerado um herói. Continuava solteiro e era um exímio conhecedor da sedução de mulheres. Não, ele não jogaria limpo com Maggie; a começar por seduzi-la. Várias vezes.

Enquanto isso, alguém estava tentando matar Jeremy - o que ele tinha certeza tratar-se do noivo de Maggie já que Jeremy, no primeiro encontro dos dois, havia lhe dado um bom murro na cara e quebrado-lhe o nariz. E para piorar os seus planos, a tal princesa rejeitada por ele o seguiu até Londres e teimava em espalhar a notícia de que eles casariam em breve. 

Entre socos, bate bocas, seduções, tentativa de assassinato, brigas de família, novas crianças vindo ao mundo, uma noiva indesejável e outra que vivia recusando o pedido dele, Jeremy tinha muito pela frente até conseguir provar que ao ir para a Cavalaria, mais do que um duque inútil academicamente, ele era um homem de valor que merecia aguém como Maggie...



Com personagens já conhecidos do livro anterior, a leitura se torna muito mais prazerosa. Resta-nos apenas esperar o melhor - ou pior - de cada um deles.
Maggie e Jeremy não eram pessoas fáceis de lidar. Cada um era bem teimoso em suas ideias.
Ele decidiu que seria alguém à altura de Maggie Herbert e foi à guerra por isso. Ela queria ser uma grande pintora, e, apesar de no início contar com a mãe como grande aliada, após a morte desta, Maggie foi colocada no ostracismo por suas irmãs e seu pai. Ainda assim ela não desistiu de seus sonhos.

Conhecer e ser apaixonada pelo atual duque de Rawlings era apenas a cereja do bolo, mas ela não tinha qualquer sonho de que um dia eles poderiam vir a ficar juntos. Tanto que uma das obras mais bonitas dela dizia respeito à última noite que se viram antes de ele partir para a guerra.

O elenco de apoio é interessante, como madame Bonhencer; o noivo de Maggie; sua inicialmente rival na escola de artes mas depois amiga, Berangère Jacquard; os muitos mordomos Evers e, claro, Edward e Pegeen e seus muitos filhos (chegam ao 7°).
O ritmo é bom, e quanto ao enredo, apesar de ser muito bom e merecer nota máxima, ainda digo que A ROSA DO INVERNO ainda é meu histórico favorito da autora.

5 ESTRELAS!

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