terça-feira, 21 de abril de 2015

[Apresentação] R. L. Mathewson - Playing for Keeps (Neighbor from Hell #1)

Acredito que esta é a primeira vez que indico tão diretamente uma leitora/série.
Esta me foi apresentada por duas amigas, que não se conhecem, e, por coincidência, ambas se chamam Anna.
A autora é indie e, por alguma razão, acabei encontrando em sua forma de escrita uma simpatia difícil de encontrar por aí.

Muitas vezes gostamos de uma história porque ela é bem escrita. Ponto. Ou, como tem acontecido muito ultimamente, com a moda dos eróticos, porque o gênero nos atrai e buscamos mais livros sobre o mesmo assunto.

No caso desta série que agora apresento, ela não é erótica. É contemporânea, chick lit, engraçada, com alguns exageros até, mas os seus personagens são tão carismáticos que faz com que a gente fique viciada como uma droga injetada na veia.

Li o primeiro e não resisti, partindo para o segundo, e quando vi, já estava terminando o livros até então lançados.

Todos irão gostar? Claro...que não. E graças a Deus por isso!!
Mas talvez, ao longo das resenhas, eu consiga passar um pouco sobre as loucuras da família Bradford, sua fixação por comida - os homens em especial - e por atormentarem suas vizinhas, e, quem sabe, você também passe a gostar dos livros da autora que já sofreu muito na vida e decidiu transformar a amargura em piada e que tem gosto duvidoso pra capas...

Sobre a autora


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Ficha técnica: Playing for Keeps
Autora: R. L. Mathewson
Editora self
Lançamento original: janeiro/2011
Lançamento BR: ainda não
220 páginas
POV: terceira pessoa
Gênero: Rom Contemporâneo; Chick Lit

Protagonistas: Jason Bradford e Haley Blaine
Local/Ano: New England; NY/atual



"Cansada de ser feita de palhaça, Haley decide que as coisas vão mudar começando com o vizinho que tem o agravante de ser charmoso e não ter limites. O que ela não esperava era ser sugada para o mundo dele, mas Haley tem uma estratégia e ela não vai deixar se esquecer do que o bad boy ao lado é capaz de fazer.

A última coisa que Jason esperava era que sua vizinha fosse de uma pessoa tímida ao próprio Rambo com ele só por causa de umas tulipas em ruínas. Depois que ele decide ser seu novo protetor, ele não pode deixar de notar que ela se encaixa muito bem em sua vida. Agora, a única coisa que resta é convencê-la de que isto é tudo, menos um jogo."


Haley, 29 anos, professora de História do Ensino Médio numa conceituada escola particular em Massachussetts. Adora cozinhar, especialmente doces, e tem um baita orgulho de há cinco anos ter comprado sua casa sozinha, sem a ajuda de sua família podre de rica, mas totalmente sem noção.
Ela transformou esta casa em seu santuário. Cerquinhas brancas, grama bem aparada, jardim dos sonhos.
Você pode, então, imaginar, o inferno que se tornou sua vida quando há pouco mais de três anos mudou-se para a casa do lado o capeta em pessoa.
Jason Bradford, 31 anos, incoveniente, bagunceiro, barulhento, desordeiro.
Desde o primeiro dia que chegou, ele já começou fazendo xixi na árvore dela. Isso já fez com que ela decidisse que a partir dali o seu vizinho não existia para ela, ela o ignorava o máximo que podia. Mas quem disse que Jason era fácil de ser ignorado?

Não mesmo, quando ele dava festas que varavam a madrugada, isso quando alguns de seus convidados PELADOS não tentavam pular para o quintal de Haley e entrar em sua piscina às três da matina. E a frente da casa dele estava sempre com a grama por ser aparada. Isso por si só já dava nos nervos dela.

Mesmo tendo paixão pela casa, ela decidiu que o melhor, para sua sanidade mental, seria vendê-la e sair dali, porque, além de perturbá-la como vizinho, Jason também era professor de História na mesma escola que ela. E se ele já enchia o saco em casa, na escola ele roubava material dela e não repunha.

Não, isso já era tempo demais. E para completar, suas tulipas, aquelas cujas sementes ela havia ganhado de presente da avó, ele dera um jeito de arruiná-las. Agora era guerra...

Completamente fora de si, Haley o ofende e ele, claro, se mostra totalmente sem saber por quê. Quando finalmente ele entende a reclamação dela, ele simplesmente explica que parte daquele canteiro havia ultrapassado os limites de sua propriedade, com isso, tecnicamente, as tulipas eram deles. Ela decidiu aceitar a explicação dizendo que as tiraria dali e replantaria do seu lado. Foi a vez dele encrencar. E em pouco tempo os dois estavam se engalfinhando.

Mas eles não eram oponentes fortes para uma colmeia que se encontrava ali perto e cuja paz eles incomodaram. Em poucos minutos os dois estavam correndo como desesperados à casa dela para se proteger do ataque.

O exterminador só poderia vir pegá-las quando elas se acalmassem do ataque, no pôr-do-sol, com isso, os vizinhos que se odiavam teriam que passar a tarde trancados em casa. O jeito foi assistir ao jogo dos Yankees e comer a pizza que Haley já havia começado a preparar.

O que foi muito providencial para Jason já que ele tinha uma queda (queda???) por comida.

*gravura retirada do Pinterest



A partir daí eles se tornaram colegas. 
Jason já vinha se incomodando dos caras com que Haley se relacionava. Para ele todos eram um bando de perdedores, que só sabiam usá-la. Com isso, ele decidiu que a colocaria sob sua proteção. 
Começou chamando-a para uma de suas festas - o que ela prontamente aceitou já que estava curiosa para saber o que acontecia lá dentro; conheceu seus amigos; o relacionamento na escola melhorou - até porque ambos lecionavam a mesma matéria - e ela até o chamou para participar de um "churrasco" na casa dos pais dela.

Ali ele conheceu o que Haley teve que enfrentar durante toda sua vida. Sim, a família era rica, do tipo que gostava de ostentar e um ou outro parente ficava jogando indiretas das novas posses adquiridas. Mas o pior foi constatar o quão invisível Haley era para seus pais e irmãs. Eles sequer sabiam qual era a formação dela ou onde ela trabalhava. Mas havia uma verdadeira torcida para que ela aceitasse de volta o ex-namorado rico, lindo e playboy filho da mãe.
Se não fosse pela avó, Haley teria sido criada num colégio interno.
A família sequer havia se lembrado do aniversário dela cinco meses antes.

Por conta da avó, Haley ganhou do pai duas entradas para o jogo dos Yankees, em NY. Ela levou Jason, e este teve mais dois amigos que foram junto.

Após o jogo, por não terem confirmado a reserva do quarto, os rapazes perderam a vaga. Um deles voltou à boate, enquanto Jason e Brad, que era casado, foram pedir ajuda a Haley.
Não querendo dividir uma cama com Brad, Jason força a barra e dorme com ela. Agarrados. E a partir daí cria-se uma situação da qual nenhum dos dois tinha ideia de como se livrar...



Em compensação, a família de Jason recepcionou Haley como se fosse o Grande Graal na vida de Jason. É claro que ninguém acreditou que ela era namorada dele, mas nem por isso deixaram de ser mais do que gentis com ela.

Enquanto isso o esquema deles de partilharem APENAS a cama para dormirem melhor - agora já estavam no estágio de alternar entre as duas casas -, sobe para o patamar de dormir + brincadeirinha. Nada de sexo de fato.
A amizade se estreita. Haley tira de letra as paqueras de um dos melhores amigos de Jason, Mitch, e já não estranha a afobação dos homens Bradford quanto o assunto é comida (nunca fique entre um Bradford e sua comida). O talento dela na cozinha foi mais do que bem-vindo nas reuniões familiares!

E é num desses encontros de amigos, num bar, que a ficha de Jason cai em relação a Haley: ele estava apaixonado por ela e nem havia se dado conta. E é também quando ele recebeu a apunhalada: uma pretensa amiga de Haley informa a ele que ela não transava de fato com ele porque estava apenas brincando com ele, já que estava apaixonada por outro.

A cabeça dele dá uma guinada de 180° e agora ele precisava tirar isso a limpo, apesar dos alertas dos amigos para ignorar o que aquela fofoqueira havia dito. E é quando Jason e Haley terão que descobrir até que ponto as diferenças e semelhanças deles os colocariam unidos para sempre ou seria o adeus definitivo...




Por um lado, uma mulher independente, que não quer viver à sombra de uma família que não lhe dá o devido valor, a não ser que ela jogue nas mesmas regras que eles; isso significa exibir uma vida de luxo, casar com o melhor partido mesmo que o marido seja infiel e ser magra como uma supermodelo.
Haley não era gorda, mas também não exibia o corpo esquelético de sua mãe e irmãs.

Jason, por sua vez, vinha de uma família numerosa. Muitos primos para encher o saco e fazer arruaça, ao ponto de, na cidade em que moravam, os Bradford serem conhecidos por seu temperamento um tanto exagerado em relação à comida e, por isso, terem sido banidos de quase todos os restaurantes da redondeza.
Apesar dessa loucura - o que para Haley não fazia muita diferença já que ela era uma baita cozinheira -, foi ali, no meio daqueles loucos que ela encontrou o calor humano de uma família.

Desde que ficou sob as asas protetoras de Jason, Haley mostrou um comportamento mais despojado, alegre e não se encolhia mais cada vez que alguém falava um pouco mais grosso com ela.

O romance deles vai crescendo bem leve. Eles não percebem até que ponto já estavam envolvidos, mas os Bradford e os amigos de Jason já sabiam que dali sairia casamento. E são nessas aparições dos familiares que o leitor vai tomando ciência dos livros que vêm pela frente e que ainda tem muita confusão por vir.

O livro é recheado de momentos em que o casal principal se implica mutuamente, ou de confusões da família dele.
Os personagens de um modo geral são super cativantes, mesmo os secundários.

O enredo é simples: guerra de vizinhos. Mas é engraçado, o que atrai a atenção.

O ritmo da história é ótimo. Sem pressa, com alguns saltos no tempo. Em especial no último capítulo, quando a história dá um salto de 10 anos.

Não tem cliffhanger. E, apesar de fazer parte de uma série, pode ser lido separadamente.
É leitura para distrair e descontrair, sem ter uma história muito rebuscada. Romance do começo ao fim com seu felizes para sempre.

5 ESTRELAS!!!


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