quinta-feira, 2 de abril de 2015

Maratona Editora: Novo Conceito - Bella Andre - Quando Um Homem Ama Uma Mulher (Os Sullivans #10)



Ficha técnica: Quando um Homem Ama uma Mulher (Kissing Under the Mistletoe)
Autora: Bella Andre
Editora Novo Conceito
Lançamento original: 2014
Lançamento BR: 2015
298 páginas
POV: terceira pessoa
Gênero: Romance contemporâneo; Chick Lit

Protagonistas: Jack Sullivan e Mary Ferrer
Local/Ano: San Francisco; Rosciano, Itália/ atual; anos 1970

" 'Os olhos de Jack estavam mais negros, até mesmo mais intensos, do que ela se lembrava conforme ele caminhava em sua direção. Ela se esforçou para suas pernas não tremerem, e para não sair correndo direto para os braços dele.'

Para Mary Sullivan, reunir-se com os oito filhos, genros, noras e netos no chalé do Lago Tahoe é sempre um motivo de alegria. Cada um dos objetos que decoram a casa traz consigo um turbilhão de lembranças, todas elas guardadas com muito carinho em seu coração.

Ao acender a lareira em mais uma noite de inverno, Mary imediatamente volta aos dias do início do seu tórrido romance com Jack, vivenciando novamente o amor que mudaria a sua vida para sempre."






E para quem acompanhou a saga dos 8 irmãos Sullivan - Marcus, Smith, Chase, Ryan, Zach, Gabe, Lori e Sophie -, estava em cólicas querendo saber como tudo começou. A história dos pais dessa rapaziada bonita, que já está com a vida encaminhada, todos casados, bem sucedidos e felizes.

Atendendo a pedidos, finalmente a autora liberou.
Jack e Mary Sullivan, ladies e gentleman!!

Jack Sullivan tinha um doutorado em Engenharia Elétrica; estava há 10 anos, com mais dois amigos, Howie (o realista) e Larry (o pessimista), trabalhando em sua ideia de uma agenda eletrônica.
Lembre-se de que isso se passou nos anos 70. Isso quer dizer que essa ideia dele era mais do que inovadora!!
Ele tinha os contatos para lançar seu produto no mercado. Mas com toda a crise, o investidor, Allen Walter, um dos pioneiros em investir na Hewlett Packard, estava receoso em lançar essa novidade. A pedido deste, Jack teria 24h para pensar numa estratégia de marketing que o convencesse a lançar o seu produto tão perto do natal.

O milagre de Jack estava ali perto, na Union Square, tirando suas últimas fotos para uma campanha: a famosa modelo italiana Mary Ferrer.

Mary estava querendo se aposentar. Aos 32 anos, ela já estava cansada daquele corre-corre, e ainda ia escolher uma nova carreira. Aquela campanha, as fotos sendo tiradas sob o inverno de San Franciso, com tantos transeuntes parando para observar sua beleza e seu talento, eram as últimas de sua carreira meteórica.
Aos 19 anos ela havia sido descoberta por um olheiro em sua cidadezinha na Itália. Mesmo contra a vontade de sua mãe, que desde então nunca mais falara com ela, ela foi para NY e conseguiu o que queria.

Ao longo de sua carreira Mary aprendeu muito, ganhou muito dinheiro, mas o seu coração tinha sido destroçado algumas vezes.
A última vez então tinha lhe deixado um gosto amargo de fel e uma lição aprendida: não mais se envolver com o mesmo homem que trabalhasse em alguma campanha que ela.

Ao perceber a multidão que ali se aglomerava para vê-la, um homem altíssimo lhe chamou a atenção. Este era Jack.

No final da sessão de fotos, como um magnetismo, eles foram ao encontro um do outro, ele a convida para um café, ela aceita, eles começam a conversar sentindo que a conexão seria maravilhosa; mas daí, ela pergunta o que ele faz da vida, ele explica sobre sua invenção, os problemas para o lançamento e que precisaria de um rosto famoso como o dela para a campanha...

OI?????

Mais um querendo se aproximar só por ela ser quem é? Não, obrigada.

Mas claro, que a gente, leitor, já torcendo por Jack gente-boa, adora quando ele a segura e admite que está fazendo tudo errado; que o que o atraiu até ela não foi por ela ser belíssima, e que ela entenderia que ele tinha um sonho...

Palavrinha mágica!!! SONHO. Quem nunca teve um que atire a primeira pedra.

E nisso uma parceria de negócios começa, mas ela pede a ele que não misturem prazer e negócios. Gato escaldado....

Mas vamos combinar, como resistir ao charme de um Sullivan? (E daí você começa a perceber por que os filhos são como são; não só lindos, mas também charmosos e carismáticos).
Um homem de profundos olhos castanhos, com 1,90, sempre de terno, puro charme, super inteligente e te tratando feito uma rainha? Aff... Para tudo!!!

E daí, começam a se ver sempre por conta da campanha, e é época de natal (onde todo mundo tende a ficar mais carinhoso, romântico, perdoador...etc), tá friozinho...Ixi! Preciso dizer mais?



Bom, todo mundo que leu a série original sabe como termina. Tem felizes-não-para-sempre, mas que foi eterno enquanto durou.
Na verdade, a história começa numa época de natal, atual, enquanto ela está desembrulhando os enfeites para a árvore e cada um deles tem um significado. E nisso, ela se lembra da história de amor deles.

É legal ver ao longo da narrativa as características herdadas pelos 8 filhos. A beleza, claro, veio de ambos os pais; o vinhedo que Marcus administra foi comprado ainda pelo pai; a paixão por carros e velocidade de Zach; Smith ser ator - um dos irmãos de Jack também era; como começou a paixão de Chase por fotografia...
Os filhos não aparecem, a história termina antes disso, até porque seria maldade da autora colocar no livro quando Mary perde o marido. Não, Bella Andre focou no romance, no grande amor que eles viveram, nada de tristeza. 

Jack é um daqueles protagonistas que entram para a lista de mocinhos TDB, que quer o bem de sua amada, que quer ajudá-la a voltar a se dar bem com a família, que quer colocar o mundo a seus pés. E, de certa forma, ele o faz. O casamento deles, a vida de casados, foi linda, e é por esta ótica que vemos a história.
Muito tempo já se passou desde que ela perdeu o marido, os filhos já estão encaminhados na vida, já tem os netos, então, suas lembranças estão direcionadas nas partes boas.

Minhas impressões:
O livro é categoria FOFO. Do início ao fim. O casal não passa por grandes tribulações, nada de brigas difíceis de resolver - assim como acontece com os filhos. Deu problema, Jack era um homem resolvido o suficiente para resolver aqui-agora e não dar margem a mal entendido. Ponto para ele!

Sobre o título, até então todos os anteriores levaram nome de alguma música. Por incrível que pareça este tem o nome de uma música mas somente na tradução. Em inglês o título é bem diferente (Beijando sob o visco), que é como acontece o beijo deles.

Como eu disse, mesmo tendo um fundo triste, porque a gente sabe que Jack já morreu, a história é leve do começo ao fim.
Se a pessoa nunca leu qualquer livro dos Sullivans e começar por este aqui, não vai se sentir impelida  a querer ler toda a série. Mas para quem leu a série, aí sim, vai querer saber das fofocas de bastidores.

Quem conhece o estilo da autora sabe que as histórias dela são sexies, mas não hot. Muito romance, alguma intriga, mas sempre com direito a final feliz.

4 estrelas.




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