sábado, 30 de maio de 2015

Maratona Grupo Record: Karen Kingsbury - A Última Chance



Ficha técnica: A Última Chance (The Chance)
Autora: Karen Kingsbury
Editora Verus
Lançamento original: 2013
Lançamento BR: 2014
334 páginas
POV: 
Gênero: Romance Contemp; Chick Lit; Drama; Romance Cristão

Protagonistas: Ellie Tucker e Nolan Cook
Local/ano: Savannah, GA; San Diego, CA/ atual (com passagem de tempo de 12 anos)

"Ellie tem quinze anos e um melhor amigo — e amor — chamado Nolan. Um dia antes de Ellie se mudar para o outro lado do país com o pai, ela e Nolan escrevem cartas um para o outro e as enterram debaixo de um velho carvalho. O plano é se reencontrar no mesmo lugar dali a onze anos para ler o que cada um escreveu — apenas para o improvável caso de eles perderem contato. Agora, conforme a data se aproxima, muita coisa mudou. Ellie abandonou sua fé e luta para criar a filha sozinha. Na correria do dia a dia, ela sempre encontra tempo para ver na TV seu antigo amigo Nolan, hoje um famoso jogador profissional de basquete, cuja fé em Deus é conhecida pela nação inteira. O que poucos sabem é que as perdas que ele sofreu na vida pesam em sua alma. Mesmo com toda fama e sucesso, Nolan se sente sozinho, assombrado pelo vazio que domina seu coração desde que sua melhor amiga foi embora. Tanto para a desiludida Ellie quanto para o intenso Nolan, o reencontro é mais do que uma promessa de adolescência — é a última chance de descobrir se é tarde demais para se entregar ao amor. Em A última chance, Karen Kingsbury nos brinda com uma história sobre perdas dolorosas, o poder da fé e as feridas que somente o amor pode curar."


Uma amizade de muito tempo em que já começava a despontar algo mais...



Ellie e Nolan eram melhores amigos na escola e fora dela. Aos 15 anos eles compartilhavam sonhos e brincadeiras. Mas a vida pacata em Savannah acaba por mudar quando Ellie ouve que seus pais estavam para se separar. A mãe dela havia traído o marido e estava grávida. Mais do que magoado, Alan decide ir para longe de sua esposa e, como punição à esposa infiel, levaria a filha com ele.

Na última noite em que se veriam, Ellie e Nolan decidem escrever uma carta um para o outro; nela colocariam todo o sentimento que tinham. Mas eles não a leriam naquele momento. No local em que eles sempre se encontravam, debaixo de uma árvore, eles enterrariam as cartas, dentro de uma caixa, e só voltariam a pegá-las dali a 11 anos.
Não que eles esperassem só se comunicarem depois de todo aquele tempo, mas ter aquelas duas específicas cartas enterradas enchia-os de esperança.

Ellie e o pai partem para San Diego.
O pai toma uma série de decisões que se mostram equivocadas (infelizmente ele só chega a essa conclusão tarde demais), e mantém Ellie longe das duas pessoas que ela amava: Nolan e a mãe.

Os sonhos que eles compartilharam enquanto jovens tomaram rumos diversos.
Nolan queria ser um jogador de basquete da NBA, e seu pai, um homem de fé, instruiu o filho que tudo se pode conseguir quando se coloca Deus no meio. Nolan seguiu seu conselho e conseguiu atingir seu sonho.

Já Ellie não trilhou o mesmo caminho. Ela sonhava em ser um autora de sucesso, e acabou sendo uma cabeleireira. E ainda mais tendo um filha para criar. Suas decisões e os percalços da vida acabaram por fazer-lhe diminuir a fé.

Com os anos passando, e não conseguindo atingir seus objetivos, enquanto via na TV que Nolan sim, Ellie teve vergonha de procurá-lo.
O que ela não sabia é que durante muito tempo Nolan a procurou, até mesmo contratando um investigador particular. Mas não obteve sucesso.
Por sua, vez, a mãe dela, Caroline, também escrevia religiosamente para a filha, mas o ex-marido escondia as cartas.

Sozinha, sem apoio, Ellie mostrava-se cada vez mais fechada em seu mundo, vivendo para manter a filha.
Esta, Kinzie, apesar da pouca idade, seis anos, tinha uma fé inabalável e volta e meia trazia a mãe à razão.

Os anos passam e cada um tinha em mente o dia do encontro debaixo daquela árvore.
Ellie não acreditava que Nolan iria aparecer, já que agora ele era rico, famoso e ocupado, mas para surpresa dela, ele estava lá.



Para quem já leu AMOR DE REDENÇÃO, de Francine Rivers (da editora Verus) e a trilogia CAMINHANDO NAS CHAMAS, de Stephanie Grace Whitson (completamente esgotado e disputado a tapas em sebos), sabe que um bom livro cristão faz mais do que trazer mensagens bíblicas. Ele emociona, ele ensina, ele ajuda a pensar, ele até ajuda a curar feridas. Por isso, sempre que tenho alguma indicação deste gênero literário não me furto a ler.

Como todo livro cristão, este trata sobre segunda chance.
O casal principal, Ellie e Nolan, foi separado à revelia dele. Os problemas adultos os atingiram e eles não tiveram voto na decisão. 
Alan mostrou-se guardar mágoa por muito tempo com toda aquela separação, obrigando a filha a não ter contato com quem amava. Isso fez com que ele caísse em si sobre seus erros, quando viu o caminho que sua filha acaba por trilhar.
Ao mesmo tempo, a história mostra a segunda chance de Alan e Caroline e como eles resolveram suas diferenças.

Obviamente a menção sobre Deus e várias passagens das Escrituras são um quesito obrigatório.

A história é bonita, e apesar dos protestos de vários leitores sobre a viabilidade de dois jovens manterem um amor aceso apesar de nunca  terem mantido contato - sequer por telefone ou carta -, acredito que tudo é possível debaixo do sol.

O que me incomodou um pouco foi o fato de que Ellie sempre se mostra não merecedora de receber bênçãos. Muitas das decisões que ela tomou acabaram sendo daquele jeito porque ela foi levada a acreditar que ninguém se importava com ela - isso feito pelo pai desde que ele decidiu que a filha seria usada como um instrumento de punição. Na verdade ele não estava preocupado em tirar a filha da má influência da mãe; ele queria aplacar o ego ferido! ; E no final das contas, ELA se acha a desgraçada. E vem aquela velha máxima do por que determinadas pessoas se mostram mais merecedoras do que outras, por que alguns parecem conseguir tudo com facilidade enquanto outros têm que penar...
A filha de Ellie mostra ter mais fé do que ela (menos sofrimento na vida? Menos decepções? Mais ingenuidade?).

Mas há a esperança. Há o perdão. E há o felizes para sempre. O carma foi pago ao longo da vida.
Gosto de ler livros cristãos, mas confesso que esse não se tornou um dos meus preferidos.

3,5 estrelas.

Sobre a autora


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*A blogueira NÁO tem parceria com o Grupo Record

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