segunda-feira, 25 de maio de 2015

Maratona Grupo Record: Marina Carvalho: Elena, a filha da princesa





Ficha técnica: Elena, a filha da princesa
Autora: Marina Carvalho
Editora  Galera Record
Lançamento: maio/2015
316 páginas
POV: primeira pessoa - Ana; Elena; Luka
Gênero: Romance contemp; Chick Lit; Young-adult

Protagonistas: Elena e Luka
Local/ano: Nigéria; Craiev e Perla, Krósvia; Estocolmo, Suécia/atual

"Este não é um conto de fadas comum. Sim, existe uma princesa. Não uma donzela, mas uma jovem moderna, preocupada com os problemas de seu tempo. Há também um príncipe. Só não espere que ele seja um perfeito cavalheiro. Afinal, uma pitada de bad boy nunca fez mal a nenhum herói.
Elena, filha da princesa Ana — a brasileira que se tornou herdeira do trono da Krósvia —, já não é mais a menininha apaixonada pelo primo Luka, com quem deu o primeiro beijo aos 13 anos. Cresceu, namorou, viajou o mundo. Mas uma notícia surpreendente a faz voltar para casa... justamente quando obrigações familiares também exigem a presença de Luka.
O reencontro é explosivo. Luka não estava preparado para adulta que a prima tímida se tornou. Uma mulher que sabe muito bem o quer. E quem quer."


Aos 19 anos, a princesa Elena ama sua família mais que tudo, mas gostaria de levar uma vida com menos glamour.
Filha do casal Alex e Ana, esta filha do rei Andrej, de Krósvia, um país do Leste Europeu, ela sempre viveu em meio a pompa e circunstância. Durante algum tempo seus pais tentaram levar a vida o mais normal possível até mesmo indo morar fora dos muros do Palácio, numa casa projetada por Alex, arquiteto famoso, de acordo com o gosto da amada esposa.

Elena encontra-se na Nigéria, no programa Universidade Sem Fronteiras, ensinando crianças carentes a ler, apesar dos protestos dos pais destas que não veem necessidade nos estudos, mas acham que estão perdendo mão de obra.
Ela gosta do que faz e pretende trabalhar com isso por um longo tempo.
Mas depois de já estar há alguns meses no programa, Elena recebe um telefonema do pai no meio da tarde - o que em si já era estranho -, pedindo que ela retornasse à casa por causa de sua mãe.

Preocupada com a saúde da mãe, Elena retorna o mais rápido possível.
Naquele período o palácio vivia um rebuliço por dois motivos: primeiro, em poucos dias seria realizado o casamento de Luce, filha mais velha de Marieva, irmã do rei. Os jardins do palácio estavam sendo transformados num grande palco para o grande dia. Depois, porque havia uma inquietação no país por conta de um grupo denominado Nova Era que era contra a Monarquia e queria a qualquer custo instituir a república.

Com relação ao primeiro, uma data festiva, Elena logo se viu envolvida. Não só porque o lado dos jardins onde todo o rebuliço estava acontecendo dava exatamente para a sacada de seu quarto, e o bate-bate começava cedo à sua janela, mas também porque como fotógrafa amadora, ela logo se viu encantada com o conto de fadas que emergia diante de seus olhos.

Esse dia acaba por trazer também algo do passado de Elena que ela pensava há muito ter superado: seu primo Luka.

Luka era o filho caçula de tia Marieva. O bad boy em pleno sentido da palavra.
Desde que seu pai aprontara aquilo há alguns anos e fora à cadeira para pagar por seu crime, Luka começou a se rebelar. Brigas na escola, mau comportamento entre os familiares, bebida em demasia e drogas. Arrumou tanta confusão que acabou sendo persona non-grata entre a família. Com o tempo ele separou-se de todos e foi viver sua vida em Estocolmo, onde abriu uma boate de sucesso, a Friheten (liberdade).

Como seu pai não fazia mais parte da família, sequer era mencionado entre sua mãe e suas duas irmãs, Luka estava de volta a Perla para levar a irmã ao altar, e qual foi sua surpresa ao reencontrar a priminha que ele adorava atazanar quando criança.
Elena havia se tornado uma bela mulher, com um corpo generoso em curvas, uma língua afiada e uma boca altamente beijável. 

O segundo motivo de rebuliço no palácio, acabou atingindo Elena também da pior forma possível. Por duas vezes ela se viu envolvida numa guerra que não era dela e feita de moleque de recado às pessoas da realeza.

Mas o ponto alto da história é o romance entre a garota certinha e o bad boy.
Além dos motivos acima citados, havia muito mais no passado de Luka que o tornava uma pessoa não adequada a estar próximo de Elena.
Alex, o pai dela, tentou fazer o que pôde para mantê-la separada de sua paixonite de infância, mas parecia que quanto mais ele fazia, mais as circunstâncias os unia.

E após um período especialmente turbulento no palácio, Elena acaba caindo de vez nas garras do primo que sempre povoou os sonhos de menina, mas mais do que apanhada na teia do inimigo, ela tornou-se o motivo que faltava a ele para se redimir e encontrar a felicidade e o perdão há muito tempo considerados perdidos...



O livro, apesar de ser continuação dos anteriores, Simplesmente Ana e De repente, Ana, pode ser lido traquilamente caso você não tenha lido os anteriores. A autora usou as primeiras páginas para fazer um resumão de tudo que acontece nos livros anteriores, desde que Ana, uma brasileira universitária, fica sabendo que é filha do rei de Krósvia até seu casamento com Alexander.

Com esse salto no tempo, ficamos sabendo como está a vida do casalzinho; do rei e sua nova rainha, assim como o novo príncipe Hugo, de 12 anos; de tia Marieva e as filhas; dos bandidos do livro anterior e, claro, dos protagonistas deste, Elena e Luka.

Longe de ser um livro que entra em detalhes sobre o que ocorre num país ainda dirigido pela monarquia, a autora foca no romance jovem. Tudo que se passa em volta de mais importante (o casamento da prima, o estado de saúde da princesa Ana, o movimento Nova Era), é para ajudar o casal jovem a ficar unido.

Como Luka já estava há bastante tempo longe da família - por escolha própria -, há uma passagem em que ele reencontra a mãe para definir o futuro da vinícola da família, a Colline Viola. Esta era administrada pelo pai, Marcus. De uns tempos para cá, ela estava dando mais prejuízo do que lucro, e a mãe pensa, então, em vendê-la. Sabendo que o local sempre foi a menina dos olhos de Luka, ela permite que o negócio permaneça na família apenas se ele decidir administrar pessoalmente, e isso faz com que Luka volte para Krósvia por tempo indeterminado.
Ele já havia provado que era um ótimo administrador com sua boate; ele sabia que poderia tirar a vinícola do vermelho.
Sobre o assunto vinícola e vinhos, o capítulo 29 traz várias ótimas informações sobre o assunto. Uma verdadeira aula.

Além de momentos de tensão ao longo da narrativa com os ataques dos revolucionários, há também um trecho bem triste envolvendo a família real.
Por outro lado, após esse momento triste (maior!), há beleza na redenção de Luka com Elena, mostrando bem que entre família, muitas vezes o mal entendido faz-nos carregar uma peso além do suportável apenas porque não houve comunicação.

Momentos de tensão na reta final e um final fofo.
Um livro para deixar a meninada suspirando...

4 estrelas.



*Esta blogueira NÃO tem parceria com o Grupo Record.


Nenhum comentário:

Postar um comentário