quarta-feira, 20 de maio de 2015

Maratona Nacional: Barbara Biazioli - 14 Dias



Ficha técnica: 14 Dias
Autora: Barbara Biazioli
Editora self
Lançamento: julho/2014
188 páginas (ebook)
POV: primeira pessoa - Carol e Pedro
Gênero: Rom Contemporâneo; Chick Lit; ERÓTICA

Protagonistas: Caroline de Francis e Pedro Villas Boas
Local/ano: São Paulo; RJ; Las Vegas/atual

"Caroline de Francis trabalha num porão.
A arquivista da empresa de segurança tecnológica ARTAME, que sonha em terminar a faculdade de Engenharia de Produtos e fugir daquelas caixas empoeiradas, mantém os pés no chão 24h do dia. Nada de sonhos mirabolantes, afinal, a vida nunca foi fácil para ela.Até que numa noite de hora extra, a fantasia invade sua vida na forma de Príncipe Encantado e Fada Madrinha...
Pedro Villas Boas, dono da ARTAME, tinha tudo que o dinheiro pode comprar: uma bela cobertura, viagens de helicóptero pela cidade, carros importados... e uma esposa à vista em menos de um mês. Só não tinha paz. Paz esta que ele encontra observando sua arquivista através das telas de vigilância. Num impulso inédito em sua vida, Pedro invade o mundo de Carol e lhe propõe um acordo. 
Um acordo com benefícios explícitos. Um acordo que durará 14 dias..."

Quem me conhece sabe que não sou de ler livros erótcos. Nada contra o gênero, que está em franca expansão no país, mas porque normalmente esse tipo de literatura costuma apelar para o lado carnal de um relacionamento, ao invés de mostrar as nuances psicológicas do mesmo.
Mas quando você vê que um livro é super bem comentado por tanta gente e que está desde seu lançamento entre os mais vendidos do Amazon - inclusive nos sites Amazon lá de fora -, sua curiosidade acaba sendo despertada.
Então, vamos ver o que é que Pedro e Carol têm...

A sinopse explica bem a que veio. Carol é uma garota que estuda, se mantém sozinha desde a morte dos pais; mas não se faz de vítima ou coitadinha; não namora há algum tempo e divide sua vida entre os estudos e seu trabalho de arquivista numa empresa de segurança tecnológica, a ARTAME.
Ser arquivista não é tão ruim, mas seu trabalho acaba se tornando ingrato porque ela fica boa parte do tempo sozinha. No porão. Entre as caixas.
Sua visita mais constante é uma colega de trabalho, Vanessa, muito chata, que faz barulho ao andar com aqueles saltinhos, tem uma voz irritante, adora fofocar sobre os outros funcionários e tem uma quedinha pelo dono da empresa, Pedro Villas Boas, que por sua vez, não sabe que ela existe.

Isso tudo para Carol não faz a menor diferença porque para ela o Sr. Villas Boas também não existe e as chances de ela encontrá-lo escondida naquele porão são nulas.

Num dia particularmente atribulado de trabalho, Carol acabou perdendo a aula, e consequentemente uma prova, porque precisou terminar um remanejamento de arquivo. Acabou ficando sozinha no prédio, ou pelo menos foi o que pensou, até que seu ramal tocou e ela se viu logo a seguir frente a frente com ninguém menos que o próprio dono da empresa.
Ele se ofereceu para ajudá-la e ao terminarem ele lhe ofereceu uma carona até em casa, pelo tardar da hora.

Primeiro momento estranho: ele sabia onde ela morava sem que ela tivesse lhe dado o endereço.
Ele a deixa na porta do apartamento e pede que ela tire o dia seguinte de folga.
Segundo momento estranho: um pouco depois de ter partido, ele volta e a beija e ...
E é aqui que a contagem começa...



No dia seguinte uma nova surpresa para Carol: quando ela pensava ser invisível na empresa, ela descobre não só que já há algum tempo ela era observada pelo próprio dono em suas câmeras de vigilância, como que seus atos de bondade eram conhecidos por muitos ali.
Pedro surpreende-a ao fazer-lhe uma proposta inusitada: sim, todos sabiam que o empresário Pedro Villas Boas estava de casamento marcado para dali a duas semanas com Jamile Abraão, designer de uma das maiores empresas de arquitetura do país. Mas desde a noite anterior, quando eles estavam a sós na empresa e ele atendeu um telefonema da noiva, Carol percebeu que o casal não vivia exatamente um conto de fadas. Um casamento de conveniência? Normal entre os ricos e famosos.
Mas antes de dar esse grandioso passo, ele propõe a Carol que nos próximos dias eles vivam como namorados; ela sendo tratada do jeito que merece e eles sendo protagonistas de uma grande história de sedução, tesão e luxúria (até aqui ninguém sequer pensou em amor).


Ok. Vamos analisar as possibilidades:

Carol estava há bastante tempo sem namorado, isso quer dizer tempo igualmente grande sem transar: check!
Não tinha dinheiro pra nada: check!
Tinha um passaporte que nunca tinha sido usado: check!
A possibilidade de uma oferta dessa cair em seu colo uma segunda vez era nula: check!

Então, o que ela tinha a perder?
Além disso, Pedro garantiu a ela que, independente de sua resposta, ela não perderia o emprego. No final daqueles 14 dias, eles iriam se despedir e cada um seguiria seu caminho.
Carol decidiu aceitar e foi levada à casa de Pedro. Eu disse casa? Desculpa. Um baita apartamento que só o banheiro dele era maior que o ap dela inteiro! E a partir dali não tinha sol, ou chuva, o vuco-vuco rolou solto.



 Com direito a muitos banhos...



E frissons inesquecíveis.

Visita ao Copacabana Palace de helicópetro; conhecer o Cristo Redentor (com direito a uma ceninha de ciúme de Pedro); panquecas; velas aromáticas; reunião de negócios, Cruz de St. André... Tudo na sensualidade.

Enquanto a famigerada noiva gastava seu dinheiro fazendo compras para o casamento, Pedro mostrava-se cada vez mais envolvido pela menina do arquivo.

Carol não tinha nada a perder?

"Coração, favor deletar o que acabou de ouvir."

Tarde demais. Em duas semanas Pedro e Carol se viram presos numa teia que eles mesmo teceram e que agora teriam que destruir e viver só das lembranças.
Num útlimo rompante de felicidade, o casal viaja a Vegas e vive o sonho de poder andar de mãos dadas sem que ninguém os reconhecesse...



E num outro gesto impulsivo e apaixonado, eles acabam por solidificar o que sentiam um pelo outro.
Mas os 14 dias estavam chegando ao fim e agora, a realidade batia à porta e havia muito envolvido para que a decisão fosse diferente... mesmo que no íntimo eles quisessem isso mais do que até respirar...



No retorno ao Brasil, Carol se sentia a mais feliz das mulheres e a mais infeliz das criaturas. Coube a ela tomar a mais difícil decisão. Mas o que pareceu ser o melhor para ambos, acabou transformando-se no pesadelo, na perda de seu grande amor, num terrível acidente de percurso, numa vontade de voltar o relógio e acreditar que 14 dias poderiam durar o infinito...


Ahhhh.. não se engane com a capa bonitinha (na verdade acho a capa linda!). É  um livro erótico sim. Há muitas cenas de sexo e todas muito bem descritas. Se você não curte esse tipo de livro, então nem pegue, porque como o casal só tem 14 dias pra se resolver, eles copulam como coelhos!! Mas parando para olhar o detrás de tudo isso, você acaba encontrando uma grande história de amor. Um conto de fadas inusitado, quase às avessas, no qual "salvou-me das garras do dragão e me apresentou um reino de sonhos".

A história inicial se passa em 14 dias, mas o casal vive bem além disso. 

Não posso ao certo explicar por que o livro encantou - e encanta - tantas mulheres. Talvez seja sua veia totalmente romântica (disfarçada em erotismo); talvez seja porque os dois personagens são carismáticos; talvez porque se passe no Brasil; talvez porque as probalidades indicariam que isso seria impossível de acontecer e por isso mesmo torna tudo tão mágico. Mas o fato é que você se pega torcendo que Carol possa viver uma história sem ter baixas em sua vida; que Pedro consiga ter a coragem de se livrar da noiva mimada que esconde um segredo e fica a certeza de que nessa vida a lei do retorno pode estar mais presente do que você pensa.

O livro, inicialmente lançado como um conto gratuito a um grupo fechado de leitoras, acabou sofrendo uma transformação. Seu ponto máximo foi mantido, mas novas cenas foram inseridas, especialmente no final. É um stand alone com começo, meio e fim e, a meu ver, sem necessidade de uma continuação, mesmo admitindo que Pedro é um fofo e que Carol não é chata como tantas heroínas por aí.

Um conto de fadas erótico. Um romance que faz sorrir.

5 ESTRELAS!!!

Conheça também da autora:

PALÁCIO HANZEL (série CLUBE 13) >> AQUI

O ALFAIATE >> AQUI

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