sábado, 23 de maio de 2015

Maratona Nacional: A J Ventura - Mais Forte que Tudo (In Love in NY #2)



Ficha técnica: Mais Forte que Tudo
Autora: A J Ventura
Editora self
Lançamento: maio/2015  LANÇAMENTO
formato ebook
POV: terceira pessoa
Gênero: Rom Contemporâneo; Chick Lit

Protagonistas: Patrícia "Pat" Xavier e Jeff Brennan
Local/ano: NY; Savannah, GA; RJ; SP; Montauk/atual

"Prestes a completar trinta anos, Pat Xavier tem a vida que sempre sonhou. Dona do próprio negócio, trabalhando com o que ama, na cidade em que escolheu para viver, ao lado da melhor amiga, nada tira seu bom humor.
Livre, independente e bem resolvida, não precisa de homens em sua vida para sentir-se completa e se contenta com as vazias e impessoais relações casuais que mantém.

Tudo muda quando Jeff Brennan aparece. Antítese de todos os homens com quem já se relacionou, ele faz Pat perceber que sua vida não pode ser considerada perfeita, e que além de vazias, as relações casuais que mantém estão longe de ser satisfatórias.
Virando o mundo de Pat de cabeça para baixo, Jeff a desafia a ser ela mesma, enquanto a leva à loucura com sua mente nerd, seu QI de gênio e sua barba ruiva.

Nada sobre a relação dos dois tem a ver com simplicidade ou segurança, mas Pat estava para descobrir que nada a motivava mais do que o desconhecido, o complicado e aquela barba ruiva..."


Pat já começa metida numa enrascada. Acorda no apartamento de um estranho que sequer se lembra o nome (Jerry? Barry? Garry?); está com cara de quem foi atropelada por um caminhão (se isso ainda fosse por causa de orgasmos múltiplos...) e precisa estar em pouquíssimo tempo na igreja para o batizado da filha de sua melhor amiga e sócia, Anna (como que a doida escolhe uma mais doida ainda pra ser madrinha de um anjinho?).
E assim vamos conhecendo o dia a dia de Pat Xavier.

Uma brasileira vivendo em NY há bastante tempo, finalmente dona de seu próprio negócio, uma escola de línguas, graças à sua melhor amiga desde a época de faculdade, Anna Williams, e do marido desta, Joel.

Pat é bonita, tem autoestima, simpatia, sabe cozinhar muito bem, adora o que faz e é uma baita feminista.
Para ela não tem tempo ruim quando o assunto é sair para se divertir. Mais ainda se tiver algum carinha por quem ela se interessa. Direitos iguais, ela na boa vai para a casa dele para ter uma noite de prazer, sem compromissos, sem culpa.

A coisa poderia ser ainda melhor e libertadora se ela não estivesse com um ligeiro problema há um ano: ela não conseguia ter orgasmos. Calma! Isso não foi sempre assim. Parece que desde que ela pegou o ex na cama com outra - e olha que ela nem era apaixonada por ele -, ela travou. E nem adianta se pendurar no lustre porque nada funciona. O jeito foi baixar no melhor estilo la diva Meg Ryan para não murchar o ego dos caras...



No batizado da afilhada, Maria Stella Severini Williams (Uau!), ela conhece o padrinho, o dindo magia irmão de Joel, Ed. Gato, bem vestido, bem empregado, eles até saem para um jantar regado à boa comida e ótima conversa, mas não rola nada.



No mesmo dia do batizado, Pat acaba saindo para um aniversário com outra amiga brasileira, Dani. E lá ela acaba dando de cara com o ex e a atual dele. Por alguma razão alheia à sua vontade, ela acaba pegando o carinha que estava ao seu lado, e lhe paquerando sem sucesso, para fingir que era seu atual. E eis que surge na vida de Pat o #BarbaRuiva.



Barba Ruiva; William e agora também o Boca.
Sassinhora!! Deus fez e jogou a fôrma fora!!



Ele era totalmente diferente dos tipos com quem Pat saía só para se divertir. Não só por ser ruivo e ter barba, mas por ser um pouco mais magro do que os caras usuais. Mas era alto, tinha um sorriso lindo, bom papo e topou entrar no plano louco de Pat. E acaba que ele não fica sendo conhecido como namorado dela só ali, para o ex, mas também no prédio onde ela mora, já que depois desse encontro, Pat abusou da tequila e mal se lembrava na manhã seguinte como tinha chegado em casa.

O Boca, cujo nome ela não sabia, poderia ter ficado só na lembrança. Mas você sempre conhece alguém que conhece alguém... Anna e Joel tiveram a ideia de incrementar o site do curso para atrair novos alunos e parcerias. Uma empresa seria contratada para desenvolver todo o layout, e Roger, um dos professores do curso, conhecia a pessoa certa para isso. Um amigo seu trabalhava com isso e naquela mesma tarde marcaram uma reunião.
Eis que adentra a sala de reunião o barba ruiva magia, cujo nome era Jeff Brennan.

A princípio ambos fingiram não se conhecer. Um projeto seria apresentado ainda àquela semana de acordo com as especificações das duas.
O problema: não ia ter como Pat e Jeff continuarem de onde pararam (apesar que ela não fazia a menor ideia se tinha mesmo rolado algo entre eles) porque Anna era contra esse tipo de confraternização no trabalho.

Mas a boca era linda demais, a barba, macia demais, o cheiro, gostoso demais para ela resistir. Será que não poderiam manter tudo às escondidas?



Algumas exigências para se manter aquilo, fosse o nome que tivesse: não poderiam dar bandeira no trabalho - principalmente porque iriam dividir a sala; nada de cobranças; era só sexo; exclusividade durante aquele período - mais por comodidade do que por envolvimento.

Apesar de tantas regrinhas, e olha que Pat era a mulher das regras, pelamor!!, o envolvimento emocional foi inevitável por um motivo muito simples: Jeff era carismático.
Pat sabia que era ela quem dificultava a relação. Ela era uma verdadeira gangorra no quesito o que queria da vida emocional.
Seu lado feminista não aceitava que ela precisava de alguém para ser feliz, por outro lado, ela mesma admitia que com nenhum homem ela sentia aquela conexão e segurança do que ao lado de Jeff.

Ele entendia as neuras dela; ele a ajudava em suas fobias; ele esperava o momento certo de dar o bote.
Por motivo de trabalho, eles acabam tendo que viajar ao Brasil e Jeff é apresentado à família de Pat.
Outra saia justa, primeiro, porque ela não queria que eles soubessem que ela e Jeff estavam juntos, depois, porque o relacionamento de Pat com sua mãe não era dos melhores. Sua mãe era mulher dos Anos Dourados, que acreditava que uma mulher só era plenamente feliz com marido e filhos, coisa que Pat execrava.

No retorno da viagem, depois de meses naquele relacionamento brincando-de-não-ser-sério, eles precisavam chegar num consenso, e Jeff toma a iniciativa.
Pat esperava que ele fosse despachá-la, cansado de correr atrás dela. Como ele mesmo dissera, "a obsessão havia acabado". Mas ao contrário disso, Jeff queria ir além. E aí, Pat travou.

Mas travou muito, gente!
E Jeff, cansado de sempre ser aquele quem cede, deixou que ela partisse.

Pat estava livre. E deveria se sentir muito bem com isso. Mas quando você não quer enxergar a verdade, ela acaba vindo como um soco na boca do estômago. No caso de Pat veio em forma de canção; e numa tarde em que ela saíra para correr no parque ao som de suas músicas preferidas, ela cai em si ao perceber que aquele relacionamento fora a melhor coisa que lhe acontecera nos últimos anos. Nenhum outro homem tivera com ela a paciência e o carinho que Jeff tivera. Ele não cobrara casamento; ele só queria dar um passo adiante, poder sair com ela de mãos dadas, parar de fingir que eram apenas colegas de trabalho.

Disposta a tê-lo de volta, ela sabia que Jeff iria no aniversário de Roger, o amigo que os apresentara.
Ela foi vestida para matar. Ele não apareceu e, na verdade, Pat quase mata a lambisgoia da ex-secretária do curso que fora demitida por dar em cima de Joel.
Ao admitir para Roger que estava apaixonada por Jeff, uma bomba cai na cabeça de Pat: Jeff havia viajado para Savannah por questão de problema de saúde na família, e o caso era sério.

Pat já havia passado por aquilo quando seu irmão mais velho, Pedro, tivera a mesma doença.
Agora ela se culpava por não ter dado apoio a Jeff quando ele precisara.

Decidida a reconquistá-lo, Pat viaja no dia seguinte a Savannah e lá ela descobre um outro lado de Jeff Brennan que ela se arrependeria para o resto da vida se tivesse deixado passar...



Para tudo!
Se você leu o livro #1, vai amar ainda mais este aqui.
Ele é um pouco maior e a história da personagem é um pouco mais complexa, mas é muito bom!!

Pat é complexa com C maiúsculo. Só lendo mesmo para entender todas as suas neuras, algumas muito engraçadas. Tem umas revelações ao longo da narrativa que você se acaba de rir; sim, porque muita coisa aqui poderia acontecer com qualquer pessoa que você conheça.
Jeff é um caso à parte. A coisa aqui não é bem pela beleza dele. É o jeito, a personalidade, o carisma, a fibra.
Ele queria estar com Pat independente do que ela quisesse lhe dar. Mas até o mais santo tem seu dia de fúria, e tem uma cena dele assim que acho fantástica.



Durante todo o tempo você sente que era Pat quem travava tudo, e ele ali, pacientemente esperando o melhor momento.
Houve momentos que eu queria meter a pregada nela. Como assim fazer aquilo com ele??? Mas mais adiante, a ficha de Pat cai quanto ao por que dela ser como é.
Ainda assim, havia um medo da parte dela em se envolver, em se entregar, em delegar ao outro a chance de fazê-la feliz. E quando ela também descobre o que sente por ele, o choque entre as linhas é forte, a descrição, poderosa.

Os personagens secundários também têm ótima participação. Anna e Joel já vinham do livro anterior; Dani e Edu aparecem neste. E tudo leva a crer que vão voltar no próximo.

Um aviso do Ministério da Saúde: Cuidado. Esse livro engorda! Pat é uma personagem que gosta de cozinhar... e de comer. A descrição de alguns pratos que ela come em restaurantes é de dar água na boca. E tem uma receita de pizza caseira que você saliva!!




O ritmo é bom, com alguns saltos no tempo.
Tem o lado cômico e também o sensual. Algumas cenas beeeeemmmmm hot - porque o barba ruiva sabe o que faz - e outras bem meigas. Além de cenas mais emotivas.

A série se passa em NY. Normalmente esta cidade, já super citada em tantas outras séries, tem um poder tão grande que ela acaba por virar um dos personagens da trama. Aqui, a cidade é bem citada. Vários pontos REAIS são citados com seus endereços (anote-os para sua próxima visita a NY), mas não sinto a locação como mais importante que os personagens.

No início de cada capítulo tem epígrafes de famosos falando sobre a mulher, o feminismo e sua condição perante a sociedade. Algumas frases são verdadeiros achados e valem a pena a reflexão.



Confesso, depois de ler toda a trajetória até eles chegarem no final, fiquei emocionada na hora dos votos. 
Eu não queria falar não, mas este casal aqui "ganhou de mil" do casal anterior. Sorry!

Um livro que dá vontade de ter na cabeceira para reler de tempos em tempos. Tomara que saia logo em impresso.

Posso dar mais que 5 ESTRELAS?

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