terça-feira, 19 de maio de 2015

Maratona Nacional: Marina Carvalho - De Repente, Ana (Simplesmente Ana #2)


Ficha técnica: De Repente, Ana
Autora: Marina Carvalho
Editora Novo Conceito
Lançamento: 2014
320 páginas
POV: primeira pessoa - Ana e Alex
Gênero: Romance Contemp; Chick Lit; Young-adult

Protagonistas: Ana Carina Bernardes Markov e Alexander Jankowski
Local/Ano: Krósvia; Praia do Forte, BA; BH; RJ, Brasil; Canadá/atual

"Ana decidiu viver permanentemente na Krósvia, e tudo está às mil maravilhas. Além do namoro cada vez mais sério com Alexander, ela tem um emprego fixo na embaixada brasileira e dedica parte de seu tempo às meninas do Lar Irmã Celeste.

Mesmo cumprindo tantos compromissos sociais como princesa, Ana nunca foi tão feliz. Porém, de uma hora para outra, tudo muda. Seu pai, o rei Andrej Markov, sofre um grave acidente e vai parar na UTI. Não resta alternativa: Ana vai ter que assumir o trono da Krósvia e governar a nação.

Pouco – ou quase nada – familiarizada com a função, ela vai precisar de ajuda não só para reger o seu país, mas também para manter perto de si aqueles que ama. Muita gente está interessada no seu fracasso."


Dois anos e meio após o seu encontro com seu pai, o rei de Krósvia, e, consequentemente, o início do namoro com Alexander, Ana ainda vive o seu conto de fadas.
Após se formar em Direito, ainda no Brasil, com um namoro vivendo a ponte aérea, Ana finalmente mudou-se para o país de origem de seu pai e vive à altura de seu lugar no reino, participando de eventos de caridade e aparições sem importância política.
Mas isso não impede que ela ainda desfrute de seu país, indo até lá para escapadinhas românticas com Alex.

Logo no início da história, Ana e Alex estão desfrutando de um desses momentos na Praia do Forte, em Salvador.
Ela tem um pesadelo envolvendo seu pai e fica bastante agitada, só se acalmando quando fala com ele ao telefone.
O que parecia ser apenas um mau sonho acaba por tornar-se realidade, e, tão logo chegam de viagem, Ana fica sabendo que o helicóptero em que seu pai se encontrava caíra, o piloto não resistira e seu pai estava entre a vida e a morte na UTI.

Além de toda a carga emocional, agora Ana precisava encarar um novo papel. Um papel do qual ela ainda não estava preparada a assumir: a de regente - mesmo que temporária - de Krósvia.
Para isso o 1° Ministro do país, Zlater Muriev, colocou ao lado dela Ivan Bolshoi, Chefe de Relações Públicas do Palácio e assessor direto do rei.
As primeiras impressões que um teve do outro não foram as melhores. Ana o achava um mini-ditador, enquanto ele a achava uma aproveitadora despreparada que usava a simpatia para lograr o povo. Mas era o que cada um tinha para trabalhar e tiveram que se aturar.

Quem não gostou nada desse arranjo foi Alex. Ciumento, ele não queria saber que um bonitão, fosse assessor do rei ou não, estivesse tão perto de sua namorada por tantas horas do dia. E o pior é que ele mesmo não podia estar junto porque a empresa de arquitetura dele exigia sua presença em projetos urgentes, ja que ele passara tanto tempo fora viajando com Ana.

O dia de 24h tornou-se pequeno para tantos compromissos. E o que era pior, a maioria deles de cunho político, coisa que Ana quase nada entendia.
Ela teve que se dedicar em aprender rapidamente sobre as leis do país. Algumas de suas aparições fizeram sucesso nos meios de comunicação, mas nem todas porque ela tinha feito a coisa certa. Com isso, já começava a se criar entre os ditos entendidos do assunto a especulação não só de que ela era inapta ao cargo, como se ela era de fato filha do rei Andrej, já que este nunca pediu que um teste de DNA fosse feito.

Isso tudo veio somar à preocupação de Ana ao saber que caso ela não existisse ou fosse considerada incapaz de exercer o cargo enquanto seu pai estava acamado, quem assumiria o trono temporariamente seria sua prima Luce, filha da irmã do rei, Marieva. Acontece que Luce mal tinha 9 anos, e  como menor de idade, um tutor seria colocado em seu lugar. Dificilmente Marieva assumiria isso, colocando, então, o seu marido, o empresário Marcus. Bom, Marcus não figurava na lista dos preferidos de Ana desde que se conheceram. Isso só fazia a pressão sobre seu desempenho aumentar.

Enquanto o rei estava em coma, não induzida, após a cirurgia, Ana ainda tinha que encarar mais dois grandes obstáculos: o retorno de Laika a Krósvia (ex-namorada de Alex e que jogava sujo) e umas ameaças por email de um tal Olho Grego.

Toda essa situação/pressão fez com que o casal começasse a se afastar. Mais mal-entendidos começaram a surgir, desconfianças, ciúmes, manchetes oportunistas na internet, e quando deram por si, estavam há semanas afastados.


Se o que está ruim pode piorar, surge um congresso de arquitetura no Canadá do qual Alex já estava decidido a ir. Pensando que essa distância poderia ajudar cada um a se encontrar, ele acaba sendo surpreendido com a presença de Laika num bar onde ele estava num happy hour com os participantes do congresso. E claro, esta notícia vaza na internet indo parar direto no colo de Ana.
Com tantas críticas sobre seu desempenho no governo e vendo seu namorado do outro lado do mundo próximo a ex, Ana comete um dos maiores deslizes de segurança, e sai sozinha com o carro para espairecer... e acaba sendo sequestrada.

Agora, Ana precisaria descobrir um jeito de se livrar de seu captor a tempo de não permitir que este cumprisse a ameaça de matar seu pai; enquanto Alex precisaria encontrar a mulher que amava antes que seu maior medo acontecesse...

Bom, comecemos por...



Alexander Jankowski!!!
Arquiteto conceituado em Krósvia, depois de mais de três anos de namoro com Laika Romanov, por quem ele não tinha o mínimo interesse em oficializar a união, estava irremediavelmente apaixonado pela brasileirinha.

Passar por todo o processo de espera que ela terminasse os estudos no Brasil para finalmente ir morar em Krósvia mostrou-se ser mais fácil do que esse período que viviam agora.

Como a mãe de Alex havia sido casada com o rei Andrej, Alex tinha um carinho por ele como se fosse pai. Toda aquela situação de vê-lo em coma estava mexendo tanto com ele quanto com Ana.
Após isso, ainda havia toda a pressão que Ana sofreria por ter de assumir um cargo do qual ela não estava preparada, muito menos queria.
Para pôr mais lenha à fogueira tem o retorno da periguete-mor Laika, que havia ido morar no Japão depois da confusão em que ela colocou o casal há anos para tentar separá-los.

Coincidência?

Teria como ficar pior com Ana tendo um assessor gato ao lado dela quase que o dia inteiro enquanto ele, Alex, tinha que ficar preso em sua empresa colocando em dia os projetos?

Bom, junte-se a isso que Ana também era bem cabeça dura. Eles já tinham vivido um inferno na ocasião em que Laika armou para eles - e Ana foi teimosa em não acreditar na inocência dele quando até seu pai acreditou de primeira. Mais uma vez Laika mostrou todo seu poder de fogo e estando tão desestabilizada, Ana era um alvo fácil.

Sua falta de preparo para o cargo que estava por assumir, ainda que por pouco tempo, mostrou-se nítida logo no primeiro dia quando ela vai encontrar Ivan, o terrível, seu novo assessor, vestida de forma inapropriada - ainda que a roupa fosse de marca.
Nos dias que se seguiram ela teve que aprender - na marra - que nem toda verdade deve ser revelada, ainda que não se minta; que fazer parte da realeza não é nenhum filme da Disney e que seus inimigos podem estar mais perto do que você ousa imaginar.

O enredo deste traz bem mais situações tensas do que o anterior. Enquanto o outro trazia toda a fantasia de uma garota descobrir que era da realeza, este vem com mais ação e uma pitada de mistério do tipo: quem é o verdadeiro algoz? Façam suas apostas...

Apesar do casal ser fofo, em alguns momentos eu queria esganar Ana por conta de sua ingenuidade (pra não falar burrice!), principalmente quando entrou o quesito segurança. Não dá para ter ataque de plebeia quando você é uma princesa e acaba por receber algum tipo de ameaça seja por que meio for.
Entre os dois, Alex mostrou muito mais juízo e sempre pronto a ceder em prol do relacionamento deles.

Os capítulos em que o POV era de Alex, a cor do papel muda para cinza, assim como a fonte. Há mais POV de Ana, mas os de Alex acabam sendo bem interessantes.
O ritmo da história é bom e capa é fofa demais.

Mas tirando os mortos e feridos, o livro é young, é para divertir e fazer a garotada sonhar; com direito a epílogo trazendo o resumo do que acontece com os principais personagens e mais uma cena bônus.


O próximo livro vem com a história da filha do casal, Elena, nome dado em homenagem à antiga rainha, mãe de Alex. Lançamento este mês com mudança de casa, agora pela editora Galera Record (resenha em breve).


4,5 estrelas.



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