sábado, 29 de agosto de 2015

ESQUENTA BIENAL | Moira Bianchi - 45 Dias na Europa com Sr. Darcy



Ficha técnica: 45 Dias na Europa com Sr. Darcy
Autora: Moira Bianchi
Editora: self
Lançamento: julho/2015
372 páginas
POV: terceira pessoa
Gênero: Romance contemporâneo; Chick Lit

Protagonistas: William Darcy e Elizabeth Bennett
Local/ano: Amsterdam; Milão; Ipanema e Petrópolis (RJ); Londres, Mannhein e Manchester (Inglaterra); Atenas/atual

"Uma Lizzy Brasileira, um Darcy Britânico 

Elizabeth Bennett é uma ‘garota carioca suingue sangue bom’ de vinte anos que deixa sua paixão por viajar guiar sua vida em várias esferas. 

William Darcy é um carrancudo Inglês de vinte e seis anos que passa o tempo visitando o planeta, de hotel de luxo em hotel de luxo. 

Quando estes dois teimosos, charmosos e gatos se conhecem, apesar de ter o mundo em comum, tudo dá errado. 

Durante um ano, toda vez que Elizabeth pisa na Europa, ela coincidentemente encontra o Sr. Darcy. Será sempre obra do acaso? É uma verdade universalmente conhecida, tanto quanto temida, que o destino sabe brincar com nossas vidas. 

Um romance inspirado na inesquecível obra de Jane Austen; adaptação moderna, ágil e divertida de ‘Orgulho e Preconceito’ com vários carimbos no passaporte."





Não, você não leu errado. Os nomes dos personagens são os mesmos do clássico "Orgulho & Preconceito", escrito por Lady Jane Austen. Mas este aqui é um pouco mais modernoso.
Para acompanhar este casal, você vai precisar de mapa, seu passaporte em dia e escolha uma boa bebida (café, chá, água?), porque o negócio aqui é quente...



Lizzy está prestes a completar 21 anos; estuda turismo e tem um blog de viagens - o Wanderlust Lizzard. Não vem de uma família rica. 
Seu pai, britânico, dentista recém-formado, resolveu tentar a sorte no Brasil e acabou escolhendo a cidade de Petrópolis por conta de seu clima e seu jeito europeu. Lá, ele conheceu Agnes Gardiner, filha de produtores de flores na região, e este atualmente era o negócio da família. Eles não eram ricos, mas tinham uma situação confortável.
Lizzy, para viajar e poder postar em seu blog, economizava em tudo que podia para ter dinheiro suficiente. Seu blog dava dicas dos lugares e as hospedagens, normalmente locais mais baratos, mais focados no povo mochileiro.
Graças à amiga Charlotte Lucas, que estava estagiando na rede de hotéis Rosier, ela conseguiu uma espécie de parceria ao fazer propaganda dos hotéis deles em seu blog, oferecendo quartos mais baratos.

Ah! Mas os hotéis Rosier eram espetaculares. Na verdade, sua clientela era AA, e havia hotéis nas principais cidades do mundo. Inclusive o chefe de Charlotte, William Collins, tinha a promessa de ser o responsável em inaugurar um no Brasil. 
Collins venerava sua patroa, Catherine Fitzwilliam DeBourgh. Esta administrava os hotéis a mão de ferro, enquanto seu sobrinho, Darcy, ainda estava em seu ano sabático, viajando pelo mundo, antes de assumir de vez sua parte nos negócios da família.

Mas voltando a Lizzy e suas viagens, ela encontrava-se em Amsterdam com sua irmã mais velha Jane.
Numa tarde de sábado, enquanto almoçavam, Lizzy e seu grupo de amigos barulhentos acabaram "incomodando" a mesa vizinha, mas um dos ocupantes dessa mesa gostou do que viu, apresentou-se e ficou por ali. Charles Bingley.
No outro dia mais uma vez os dois grupos se esbarraram. Lizzy até achou Charles legal - e ele pareceu bem interessado em sua irmã Jane -, mas o amigo dele parecia pomposo demais; a antipatia foi gratuita e ela o apelidou de "Prego".

Acontece que Lizzy e a irmã acabam sempre encontrando este grupo, ou pelo menos Darcy e Charles, porque Charlotte trabalhava na rede de hotéis na qual Darcy era um dos donos. Além disso, vendo o quanto Charles não parava de "perseguir" Jane, ficava difícil evitá-los. 

Somando a isso, tinha o projeto de Lizzy, algo relacionado a Latitude 22°, no qual ela visitaria lugares que cortassem essa "linha" no mapa. Este foi apresentado ao conselho da rede de hotéis para serem os patrocinadores, e foi aprovado, e só bem mais tarde que Lizzy ficou sabendo que na aceitação do projeto um determinado detalhe viria junto com toda a ajuda financeira...

Entre idas e vindas, América do Sul e Europa, o casal Lizzy e Darcy se estranha, se engalfinha, se ajuda, se conhece, e, mais importante, acaba por se apaixonar.

Para quem conhece o original de Jane Austen, já sabe toda a peregrinação entre o orgulho de um e o preconceito de outro, mas que, no final, eles se dão conta que os dois são mais parecidos do que gostariam de admitir.

O enredo, apesar de conhecido, traz um ar novo à história, com tantos lugares lindos sendo visitados.
É uma verdadeira aula de turismo e, acredite, você termina a leitura com uma vontade louca de viajar.
O livro não é fininho e dá bastante tempo dos personagens, mais do que conhecidos, mostrarem todos os seus defeitos e suas virtudes.

George Whickham continua um safado, sem-vergonha. Adorei o jeito super moderno de Charlotte (e não aquela garota "encalhada" do original) e...ahhhhhh....uma diferença mais que interessante a respeito da família de Darcy e Wickham.

Para quem sempre quer saber sobre detalhes técnicos do livro: o papel não é branco; a letra não é serifada (o que às vezes cansa um pouco a leitura) e a distância de parágrafos não é muita. Então, leia calmamente, absorva toda a informação necessária porque você vai se divertar (e às vezes se irritar) com o jeito de Lizzy e Darcy (confesso, me irritei mais com ela do que com ele).

Para quem deseja adquirir (a autora é indie), abaixo as informações (lembrando que a autora estará presente na bienal autografando seus livros - postagem do dia 31, aqui no blog):



5 ESTRELAS!!!




Faltam 05 dias para a Bienal/RJ


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