segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Lisa Kleypas - A Protegida (The Travis Family #1)




Ficha técnica: A Protegida (Sugar Daddy)
Autora: Lisa Kleypas
Editora Gutenberg
Lançamento original: 2007
Lançamento BR: novembro/2015
287 páginas
POV: primeira pessoa - Liberty
Gênero: Romance contemporâneo; Chick Lit; Drama

Protagonistas: Liberty Jones; Hardy Cates; Gage Travis
Local/ano: Welcome; Houston,TX; Carolina do Norte/começa nos anos 80 e segue

"Uma escolha pode conduzi-la à felicidade... Ou partir irremediavelmente seu coração.

Liberty Jones é uma garota determinada, mas em sua vida pobre e difícil não há espaço para que ela consiga vislumbrar seus sonhos sendo realizados. Seu único consolo é a amizade e o amor que nutre por Hardy Cates, um jovem que possui ambições grandiosas demais para ficarem enterradas na pequena cidade de Welcome. Apesar da atração irresistível que pulsa entre os dois, tudo o que Hardy não precisa é de alguém para atrapalhar seus planos de sucesso, e ele a abandona no momento mais difícil de sua vida: quando a mãe de Liberty morre tragicamente em um acidente; deixando um bebê para ela criar. Mas a vida traz grandes surpresas e Liberty se vê sob a tutela de um magnata bilionário, que irá oferecer muito mais do que proteção à irmã e a ela, mas também revelará uma forte ligação com o passado obscuro da família de Liberty. O que Liberty não espera é ter de lidar com Gage Travis, o filho mais velho do magnata; o rapaz não aprova a presença dela em sua casa e fará de tudo para afastá-la de sua família... Gage apenas esquece de também mantê-la longe de seu coração."

“Às vezes a vida tem um senso de humor cruel, entregando-lhe aquilo que você sempre quis no pior momento possível...”


Tudo começou quando ela tinha 4 anos...
Liberty perde o pai num acidente de plataforma de petróleo. Ele trabalhava como inspetor e acabou caindo num buraco e quebrando o pescoço.
A mãe, uma mulher belíssima, loura de olhos claros, estava sempre trocando de namorado, mas nenhum deles ficava tempo suficiente. Até que um ficou, Flip. Eles mudaram para Welcome, no Texas, e foram morar num trailer.

Liberty tinha 14 anos e estava se dirigindo ao escritório para pagar o aluguel do trailer, quando dois cães pitbulls vinham atacá-la. Por pouco ela não vira patê, mas um rapaz veio em seu auxílio. Este era Hardy Cates.

A família de Hardy também morava num dos trailers. Ele era alto para sua idade, 17 anos, e já tinha um físico desenvolvido, trabalhava construindo e consertando cercas de arame farpado para os fazendeiros da redondeza. Ele tinha uma irmã chamada Hannah - 1 ano mais nova que Liberty mas mais alta -  e dois mais novos, Rick e Kevin. Eles conseguiam ser mais pobres que Liberty e sua mãe. Além disso, a Srta Judie, mãe deles, era péssima cozinheira, e Liberty sempre dava um jeito de fugir de lá quando era convidada às refeições.

Ao saber que Liberty se dirigia ao escritório para falar com Louis Sadlek, Hardy a acompanha, e depois a aconselha a nunca ir lá sozinha. Sadlek era conhecido por dar em cima de qualquer rabo de saia, de qualquer idade. Um porco.

Aos poucos Liberty vai conhecendo as pessoas que moravam nos outros trailers. Sua amizade maior era com os Cates e também com Srta Marva, a dona dos cachorros, uma pintora e cozinheira de mão cheia.

Todos naquela comunidade pareciam ir a alguma igreja. Liberty foi convencida pela Srta Marva a acompanhá-la numa igreja ecumênica. Sem roupa boa para ir - não poderia ir de calça e seu vestido estava curto demais -, Srta Marva lhe costurou um vestido novo. Quando Liberty chegou em casa com a roupa nova, sua mãe ficou possessa, quis tomar satisfações com a vizinha intrometida e foi mesmo até lá. Um tempo depois, Diana Truitt Jones voltou mais calma, entregando o vestido de volta à filha. Mais tarde, quando perguntada por Liberty por que reagira daquela maneira, ela disse para a filha jamais baixar a cabeça para os outros.

"A pena anda de mãos dadas com o desprezo."

Finalmente Diana expulsa o vagabundo do Flip da vida deles. Ele literalmente não fazia nada, ficando no trailer bebendo o tempo todo e sendo sustentado por Diana. Elas eram pobres, mas tinham o suficiente para viver. Mas havia algumas vezes por ano em que Diana sumia por um dia inteiro, e quando voltava abastecia a despensa e a geladeira, pagava as dívidas e elas saíam para comer fora. Liberty não sabia onde a mãe ia ou como conseguia esse dinheiro. A mãe dizia que era bônus do trabalho.

Com a partida de Flip, uma surpresa: Diana estava grávida.
Obviamente elas não tinham plano de saúde.
Liberty, em sua ingenuidade, ficou feliz da vida porque deixaria de ser sozinha.

Enquanto isso, Liberty faz novas amizades na escola; três meninas que, como ela, não se encaixavam nas outras turmas. Uma delas, Lucy Reyes, vinha de uma família com uma condição financeira melhor. Seus pais tinham uma loja de penhores na cidade. Além disso, Lucy adorava tudo que dizia respeito a moda e beleza, e foi ela quem convenceu Liberty a limpar a monocelha à la Frida Khalo.
Ela ainda tirou os óculos, usando lentes de contato, e aprendeu a se maquiar. Passou a chamar  atenção dos outros garotos, e, principalmente de Hardy, o amor da vida dela.

Apesar de Hardy e Liberty trocarem uns amassos, ele sempre foi sincero com ela a respeito do que queria para o futuro, e uma delas é não morrer naquele lugar. Por isso, todos os relacionamentos deles são passageiros, com garotas que nunca o fariam virar a cabeça uma segunda vez. Mas com Liberty seria diferente. Então, era melhor que eles nem começassem qualquer coisa.
Isso devastou o pobre coração dela, mas a amizade continuou.

E foi Hardy quem as ajudou quando Diana entrou em trabalho de parto numa noite de tempestade. A cidade logo ficou alagada e Hardy as levou na caminhonete dele.
Nasce Carrington, uma menina, e é Liberty quem cuida dela como se fosse a mãe. Até porque Diana entrou em depressão pós-parto.

Desiludida com Hardy, Liberty começa a sair com outros rapazes.
Seu primeiro beijo foi com Gill Mincey. Mais tarde ela começa a namorar Luke Bishop, com quem perde a virgindade.
Numa das festas que foi com ele, numa casa repleta de jovens, sem adulto para vigiar, Liberty pela primeira vez vê Hardy dando uns amassos numa loura, e  ele a vê também.
Seu namoro com Luke não iria para frente, e ela dava graças a Deus por isso.
Hardy informa a ela que ele estava de partida. Ia trabalhar como soldador em plataformas e não sabia quando iria voltar. Eles beijam-se mais uma vez e ele parte, sem olhar para trás.

Liberty segue com sua vida, estudando, indo à igreja e ajudando Srta Marva na cozinha de seu trabalho voluntário às quartas.

Diana envolve-se com Sadlek e o relacionamento deles não é nada bom. Ela começa a beber. Ele era um perdulário e todos desconfiavam que seus gastos maiores que sua receita indicavam que ele estava envolvido em algo ilícito. Ela termina o relacionamento, mas Louis não desiste dela. Mesmo quando ela foi à polícia fazer queixa, disseram a ela que nada podiam fazer (ela queria o quê? Isso é Texas!).
Cansada pela perseguição de Louis, Diana volta para ele, e numa noite, quando saíram para ver um show, o carro deles é atingido por outro. Diana morreu na hora, Louis, 1h depois no hospital
E lá estava Liberty. Sem seguro de vida, um trailer, poucos móveis e uma irmã  de 2 anos de idade.

No funeral da mãe, que ela conseguiu fazer graças ao apoio da Srta Marva, Liberty percebe a presença de uma limusine preta com os vidros escurecidos. Não havia outro enterro no dia, por isso, fosse quem fosse naquele carro, estava ali por sua mãe. Quando ela se dirigia ao carro para perguntar se a pessoa não gostaria de se juntar a eles, o carro parte.

Agora Liberty precisaria começar a lidar com as coisas práticas da vida.
Primeiro ela precisava garantir que ninguém tiraria a irmã dela. Nem pensar em colocá-la para adoção. Depois, tento apenas o Ensino Médio, ela precisava arrumar um trabalho.
Sua amiga Lucy vivia lhe dizendo que ela tinha jeito com cabelo e maquiagem, mas fazer uma curso de estética levaria meses e sairia caro demais; ainda assim, ela se matricula em um. Mas não sendo bolsista, levaria meses até que ela conseguisse uma vaga.

Entretanto, coisas estranhas começam a acontecer com ela.
A começar por ela notar que havia um vaso de flores amarelas frescas no túmulo da mãe. Quando ela pesquisa para saber quem o tinha colocado lá, ela descobre que alguém deixou ordens de que toda semana um novo arranjo fosse colocado lá por tempo indeterminado.
Depois, a escola de estética que não tinha vaga, apareceu uma.



Ela aceita a oferta da família de Lucy e passa a trabalhar na loja de penhores à noite e fins de semana, enquanto faz o seu curso de estética.
A vida dela e Carrington não era fácil. Viviam à base de pão branco e manteiga de amendoim, burritos de micro-ondas, sopas intantâneas e legumes e frutas vindas em latas amassadas, por serem mais baratas. Roupas e sapatos de brechós. E como Carrington tinha menos de 5 anos, elas ainda contavam com a ajuda do programa federal de suplementação nutricional, o que incluía as vacinas.
No inverno, uma forte gripe que Carrington pegou acabou virando crupe.

Mas o tempo passa.
A Srta Marva casa-se com o Sr. Ferguson - da funerária - e se mudam para a cidade.
Liberty e Carrington também vão para Houston, e lá ela consegue um pequeno apartamento próximo a seu local de trabalho, indicação da diretora do curso de estética, o famoso Salon One.

Liberty era apenas uma aprendiz em seu primeiro ano no Salon, por isso ela não cortava o cabelo dos clientes, mas fazia trabalhos gerais e de manicure. Enquanto trabalhava, ouvia as conversas das outras meninas e acaba descobrindo que muitas delas tinham o chamado "protetor", muitas vezes clientes do próprio salão. 
Ela não queria um protetor, queria conseguir tudo por seu próprio esforço. Além do que, em matéria de relacionamento, quem iria querer uma mulher que carregaria sua irmã onde quer que fosse?

E é em seu local de trabalho que ela tem contato com Churchill Travis.
Ele era cliente do salão e milionário. Todos o respeitavam. Seu contato com Liberty começa quando ela vai lhe levar um chá gelado. Ela passa a fazer-lhe as unhas - coisa que ele nunca tinha feito antes - e começam a conversar.
Ela ouvia mais sobre a família dele do que falava de sua vida.
Liberty soube que Churchill era viúvo pela segunda vez. De seu primeiro casamento ele teve um filho, Gage, agora com 30 anos. Do segundo casamento, com Ava, eles tiveram Jack (25 anos); Joe (23 anos) e Haven, a única menina, já na faculdade.
Uma certa amizade nasce entre Liberty e Churchill e algumas meninas do salão a incentivavam a tentar fazer Churchill virar seu "protetor".

Numa tarde, o dono do salão pede que Liberty vá até a casa de Churchill cortar-lhe o cabelo. Ele havia sofrido uma queda do cavalo, passado por uma cirurgia e não poderia ir até o salão.
Dizer que Churchill morava numa casa era modo de falar. Era uma verdadeira mansão, muito bem guardada.
Ao chegar lá, Liberty é recebida pela irmã dele, Gretchen.
Encontra-o de mau humor, sentindo-se ignorado por todos e sem um secretário particular - que havia dispensado semanas antes.
Daí vem o convite: que Liberty passasse a ser sua secretária. O salário era muito melhor do que o recebido no salão, ela e Carrington teriam plano de saúde, mas se ela quisesse qualquer outra condição, ele aceitaria. Só de uma coisa ele não abriria mão: que ela e Carrington fossem morar na mansão.
Naquela noite, Liberty e Carrington vão jantar na mansão, e então, Gage entra na vida dela...




Mas quem disse que as coisas na vida de Liberty vinham fáceis?
De cara, Gage, o mais velho dos Travis, não foi com a cara dela, e por uma razão muito simples: ele achou que Liberty era a nova amante do pai e estava desrespeitando a memória da mulher que o havia criado colocando-a dentro de casa.

E você acha que ela perdeu tempo se explicando para ele?

Ela aceita a proposta de Churchill e se mudam para a mansão.
No dia em que ela chegou, Gage entrou com tudo no quarto dela, pronto para expulsá-la a pontapés se fosse preciso, até que ele vê a foto de Diana sobre a cabeceira... e deixa tudo para lá.
Com o passar dos dias, a adaptação de Liberty e Carrington à nova vida foi fácil. Ela providenciou um walk-talkie para estar sempre à disposição de Churchill.
O relacionamento dela e Gage era de pura educação com total silêncio. Ele fazia questão de manter a rotina de ir à casa do pai todos os dias religiosamente às 8h da manhã para ajudá-lo no banho e depois conversavam sobre assuntos da empresa e a pesquisa que faziam para o novo livro de Churchill. Ele não dirigia a palavra a Liberty, e ela fazia o mesmo com ele.

Num dia, Gage enviou o irmão para fazer o trabalho de cuidar do pai. Ele havia pego uma forte gripe e sumiu do mapa. Preocupado, Churchill pede que Liberty vá ver Gage, e lhe dá a chave do apartamento dele.
Chegando lá, ela lhe dá remédio e prepara uma canja. Conversam um pouco sobre a dificuldade de cada um em manter um relacionamento. Ele se apaixona...pela sopa dela.
Dois dias à frente, quando ele retoma a rotina com o pai, o seu tratamento a ela já é diferente. Ajuda Carrington num projeto de ciências e até monta um cabo de tirolesa para ela, o que causa um certo estresse com Liberty. 
Magoada, eles brigam, mas ele a segue até a cozinha e se beijam.
Novamente no dia seguinte ele some. Havia viajado para NY atrás da namorada-modelo-esquálida, Dawnelle. Ao saber que o filho havia viajado sem avisar, Churchill fica indignado e telefona para ele, mas estranhamente depois de se falarem, ele se acalma.

Churchill pede que Liberty faça uma reserva num restaurante para a família toda, mas no final, um a um vai dando uma desculpa e sobram apenas ela e Gage.
Ele comunica a ela que havia viajado para terminar oficialmente com Dawnelle e que seu foco agora era exclusivamente ela. Naquela noite ela o convida para ir a seu quarto e transam.

Ele a leva à festa de caridade de um figurão, cuja noite também era a inauguração da mansão.
Para surpresa de Liberty, ela encontra Hardy, ainda mais lindo e com boa situação financeira. Ele disse que estava atrás dela há algum tempo e soube onde ela estava através de Marva. Ele a beija apaixonadamente e ela cede.

Quando Gage a encontra, sabe imediatamente que algo havia acontecido e coloca as cartas na mesa. Ele entendia que Hardy fazia parte da vida dela, mas era seu passado, e ele, Gage, não desistiria dela sem lutar.

Mas agora Liberty, antes a menina pobre, sem pai, sozinha na vida, estava bem. Bonita, bem cuidada, com um trabalho que gostava e sabendo que sua irmãzinha estava bem, estava no meio do fogo cruzado entre 2 homens que a queriam. Restava a ela saber qual dos dois era o melhor para a sua vida...



Apesar do livro não ter essa divisão, você pode dividi-lo em 3 partes:

* da infância de Liberty até a morte de sua mãe;
* da criação de Carrington até o convite para ir trabalhar com Churchill Travis;
* encontro com Gage em diante

As duas primeiras partes são necessárias para moldar o caráter da personagem; mostrar o tanto que ela sofreu; como o padrão de vida dela e da mãe caiu com a morte do pai; os sucessivos namorados imprestáveis da mãe; o sofrimento em criar uma irmã; a ajuda dos amigos; a mudança para uma cidade grande.

Entretanto, eu achei essas partes um tanto demoradas demais. Alguns detalhes poderiam ter passado, mas tudo bem. Dá ao leitor a ideia geral da personalidade de Liberty.

Já antes da morte da mãe, Liberty agia mais como mãe de Carrington do que como irmã mais velha. E a mãe deixou que essa situação se acomodasse; primeiro, por ter a depressão pós-parto; depois, por mostrar claramente que estava cansada da vida.
Quando Diana entrou naquele carro com Louis, a sensação que o leitor tem é que ela não tinha mais nada a perder, sua vida já estava vazia.

Liberty é uma lutadora sem sombra de dúvida.
E mais à frente quando alguns mistérios sobre o passado da mãe começam a ser esclarecidos, você entende que apesar de ser "a protegida", isso não tira o mérito do esforço dela ao longo dos anos.

Hardy tem uma atenção especial porque fez parte da vida dela, foi sua primeira paixão. Mas quando deu as costas, foi para valer.
Gage era o milionário que teve o preconceito inicial. A prejulgou mal e depois caiu em si. Quando se viu interessado nela, não enrolou. Imediatamente terminou seu relacionamento anterior e passou a investir em Liberty.
Quando ela se vê entre o amor do passado e o atual, ela se sente perdida. Qual deles escolher?
Ela e Hardy tinham uma história; por outro lado, ela e Gage estavam escrevendo uma nova; qual seria a melhor?

O livro foi o romance contemporâneo de estreia da autora. Foi finalista do prêmio RITA.
Para mim foi uma diferença e tanta. Seus romances de época são escritos em terceira pessoa, este aqui, em primeira. A heroína é forte como todas as suas são.
Confesso que em alguns trechos da história eu tinha que tirar da mente que se tratava de um livro de Lisa Kleypas para continuar a leitura.

É bom? É, mas com certeza não é o melhor dela.
Vou continuar a ler a série? Sim, porque estou curiosa quanto aos outros irmãos Travis.

Personagens interessantes.
Ritmo fica melhor a partir da terceira parte da história.
Sem cliffhanger.

4 estrelas.

5 comentários:

  1. Meu Deus já quero..resenha maravilhosa

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  2. Acredito que eu fui a única a detestar o livro! Li a resenha e achei maravilhosa, fui ler o livro, que decepção! Achei a narrativa lenta, em alguns momentos agonizante, para ser sincera, não via a hora da mãe dela morrer logo, para ver se assim a história daria uma acelerada. Um fato que me desagradou horrores nesse livro é a relação tanto dela, como da mãe em relação aos homens. Primeiro a mãe, que vive sempre em um relacionamento ou outro, em até alguns momentos do livro a Liberty cita que a mãe passa a noite fora com os namorados enquanto ela fica cuidando da irmã. E o pior ela arruma um relacionamento abusivo, que de certa forma a levou a morte, e tanto ela, quanto a Liberty não tentam mudar. Não sei se foi o fato de eu já estar na pele da Liberty, com uma mãe viuva vivendo um relacionamento assim, mas a apatia dela em simplesmente observar a situação e não tentar mudar simplesmente é irritante. Fora que a mãe fica inventando desculpas para continuar o relacionamento.
    Agora falando da Liberty, a fixação dela com o Hardy, faz com que ela tome algumas decisões equivocadas, como a primeira vez dela. Ela resolve ter apenas porque ela viu o Hardy com outra garota, e o mais irritante, ela não quer ir até o fim, mas ela não nega, por que nas palavras dela: "Eu desisti de qualquer esperança de sentir
    prazer e tentei simular, ao invés disso. Se algo estava errado, a culpa era minha, porque Luke era
    experiente... Eu pensei que nós provavelmente tínhamos ido longe demais
    para parar, que eu não tinha nenhum direito de dizer não a essa hora."

    Não há nada mais decepcionante do que uma mocinha assim, passiva, apática, e esse pensamento dela em relação aos homens continua até quase o final da história, se por um lado ela foi uma garota forte, em cuidar/criar a irmã, em outros aspectos a apatia e passividade dela sobrepõem o resto. Mesmo me decepcionando cada vez mais com a personagem, continuei a ler, pois queria saber qual era o tal segredo do Churchill.E para ser sincera eu esperava mais, fiquei na expectativa que fosse algo realmente sensacional, mas é tão clichê, que realmente não compensou as horas perdidas lendo esse livro.
    A única coisa que é legal no livro, é a irmã dela e o Gage, porque o resto, pode esquecer. Em um top 10 de piores protagonistas ela entra no 3. Se arrancou lágrimas de mim, foi somente de raiva.

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    1. Não tiro sua razão, Mih. Também custei a digerir tudo isso, por isso que disse que achei a primeira parte enfadonha e demorada. O livro só "pega" mesmo com a chegada de Gage na vida dela.

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  3. Eu quero ler esse livro, não porque me interessei pela sinopse, mas por ser da Lisa Kleypas, já li os livros de época dela e me apaixonei pela autora. Isso já pesa bastante, mas ainda fico com um pé atrás, em ler um livro contemporâneo dela.

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