segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Amelia Grey - Wedding Night with the Earl (The Heirs' Club of Scoundrels #3)



(English Review Scroll Down)


Ficha Técnica: Wedding Night with the Earl
Autora: Amelia Grey
Editora St. Martin's Paperbacks
Lançamento original: 1° Março/2016  PRÉ-LANÇAMENTO
Lançamento BR: ainda não
320 páginas
POV: terceira pessoa
Gênero: Romance de Época; Chick Lit

Protagonistas: Adam Greyhawke, 8° Conde de Greyhawke; Miss Katherine Wright; Bray Drakestone; Harrison Thornick; Dixon Greyhawke.
Local/ano: Yorkshire; Londres/1819


"Pode uma proposta inadequada

Adam Greyhawke não quer mais saber de casamento. Depois de perder sua esposa em uma idade jovem, ele está mais interessado em orgias e jogos de azar no Clube dos Herdeiros do que fazer outra viagem até o altar. Quando suas obrigações como o Conde de Greyhawke empurram-no para o coração da sociedade, ele teme o tédio que só um salão de baile pode inspirar em um canalha como ele. Isto é, até que ele conhece uma jovem encantadora que capta a sua curiosidade e lembra-lhe apenas como pode ser delicioso o desejo.

Levar à paixão verdadeira e duradoura?

Srta Katharine Wright está acostumada a homens interessados ​​apenas em seu generoso dote. A atração de Adam é muito mais poderosa, ele testa a sua inteligência e sua coragem em cada encontro, até que ela se vê no desejo de viver uma paixão eterna que nunca imaginou ser possível. Mas o nobre impressionantemente bonito é tão teimoso quanto é escandaloso, e Katharine deve ser a única a convencê-lo de que o verdadeiro amor vale a pena qualquer risco ..."



Continuação da série > Livro #1 >> resenha; livro #2 >> resenha; livro #2,5 >> resenha


Adam já estava viúvo há uns dois anos. Continuava gostando de sua solidão vivendo em seu chalé em Yorkshire tendo por companhia apenas o seu cão, Pharaoh.
Seus melhores amigos, Bray e Harrison, às vezes apareciam por lá sem avisar. Bebiam, jogavam conversa fora, jogavam cartas, mas no fim, Adam voltava a ficar sozinho por opção.

Perder a esposa e o filho na hora do parto não era algo que ele conseguisse esquecer. Principalmente porque no final, enquando agonizava por sua vida, Annie o culpou por colocá-la naquela situação. Para Adam não haveria mais possibilidade de um novo casamento, mais ainda porque poderia matar mais alguém.

Por isso, quando o mensageiro do Príncipe - sim, ele de novo! -, o Sr. Alfred Hopscotch aparece à sua porta dizendo que o Príncipe havia recebido sua carta de recusa de seu novo título, Conde, mas que a recusava, Adam achou que o título morreria com ele. Mas a surpresa era que isso não necessariamente aconteceria já que, mesmo sem filhos, Adam tinha um herdeiro.
Tratava-se do jovem Dixon Greyhawke, de 5 anos, um primo que havia ficado orfão há pouco tempo e sido colocado num orfanato por um vizinho quando não soubera o que fazer com a criança quando a mãe deste morreu.
Mesmo que Adam não quisesse o título, como guardião do garoto, ele teria que tomar conta do condado até que o menino tivesse idade para assumir seu papel.
Assim, Adam volta a Londres para aprender sobre as propriedades e arrendatários dos Greyhawke.

E já que ele estaria na capital, tentaria se divertir voltando à sociedade, aconchegando-se com algumas damas as quais ele não precisaria oferecer compromisso e estando mais perto dos amigos.

Tão logo a sociedade soube da chegada do novo conde, convites choveram em sua casa.
O primeiro que ele decidiu aceitar fora o jantar na casa do Duque de Quillsbury. Este era conhecido por oferecer jantares para poucos convidades, no máximo 30; com excelente comida e bebida. Depois de passar tanto tempo em Yorkshire vivendo praticamente a base de sopas e ensopados, Adam estava pronto para saborear uma boa refeição.

Lá, ele encontra seus amigos Bray e Harrison mas estranha que as esposas de ambos não estavam presentes. 
Depois de saber que teria de aceitar o título de conde, Adam recebe a segunda notícia bomba: as esposas de ambos estavam grávidas. Eles ainda não haviam contado a Adam por saberem o quanto o amigo sofrera com as perdas.
Com a dualidade de sentimentos - feliz pelos amigos, mas preocupado com o que o futuro lhes aguardava -, Adam se sente perdido e acaba por observar uma jovem que olhava os casais dançando. Num impulso, ele vai até lá tirá-la para dançar mesmo sem ter sido formalmente apresentado.

Srta Katherine Wright era bela; tinha uma boa postura e parecia ávida por querer dançar. Mas por alguma razão, ela recusa a oferta de Adam. 
Ele fica intrigado. Será que em sua ausência ele teria perdido o charme com as damas?
Mas somente quando ela se afasta, ele nota que ela usava uma bengala, que estivera escondida nas camadas da saia dela.
Fica estarrecido por não ter percebido a situação dela, e também por ela não ter dito diretamente. O que havia de errado com ela?

Srta. Katherine Wright era sobrinha do duque de Quillsbury. Ainda havia tio Willard, que estava cada dia mais surdo mas poucas pessoas percebiam isso, e tia Leola. Os três já contavam com bastante idade, eram viúvos e tomavam conta de Katherine desde que ela ficara órfã, aos 7 anos de idade.

Um acidente de carruagem levara toda sua família; seus pais (sua mãe estava grávida), seus irmãos e irmãs. Na época Katherine era a caçula. Era uma família alegre e barulhenta. Como única sobrevivente, a única sequela dela fora um machucado na perna. 
Aos 9 anos, ao cair da escada de casa, seu problema na perna agravou-se; sente dores no quadril e seu joelho não dobra direito. O uso da bengala foi um requisito médico desde então.
Aos 20 anos, sua terceira temporada estava começando e seu tio, o duque, preocupava-se com o fato de Katherine ter recusado tantas propostas de casamento por um único motivo: ela não havia se apaixonado por nenhum deles.

E agora, ali estava ela, observando um de seus quem-sabe-futuro-pretendente dançar com outra dama, quando aparece à frente dela um cavalheiro absolutamente lindo, de uma forma fora dos padrões. Sim, ele estava muito bem vestido, mas usava o cabelo maior do que seria o indicado. A voz dele fê-la sentir borboletas no estômago e com certeza ele não havia percebido que ela usava uma bengala.

Aquele era o novo Conde de Greyhawke que suas amigas - todas solteironas - do clube de costura (que se denominavam Sociedade do Chá Murcho) haviam chamado de "A Fera".

Como mais um empurrãozinho, eles acabaram sentando juntos à mesa do jantar. Conversaram um pouco mas ainda assim acabaram protagonizando uma certa situação de escândalo (porque sempre há um fofoqueiro de plantão...)

Adam teve sua terceira chance da noite ao lado da Srta Wright quando, na hora em que se despedia do evento, mais cedo do que os demais cavalheiros, ele a encontra sozinha, do lado de fora, observando o luar.
Desde que colocara os olhos nela, Adam sabia que teria de beijá-la. Apenas isso. Como sobrinha de um duque, ele não poderia comprometê-la, já que não estava disposto a propor casamento a ninguém e nem havia voltado a Londres para se colocar à disposição do Mercado de Casamentos.
Mas o impulso e a oportunidade falaram mais alto, e Katherine ganhou o primeiro beijo de sua vida, mesmo após duas temporadas...

A tentação estava armada!!

Adam sabia que não poderia participar de outros bailes porque na certa daria de cara com Katherine, e por alguma razão ela havia mexido com ele.
Já Katherine apesar de saber, através dele mesmo, que o conde não estava ali procurando uma noiva, percebera que a conexão entre eles existira e ela queria ter a oportunidade de fazê-lo mudar de ideia.
Adam havia conversado com ela mais de uma vez que apesar de seu problema na perna, ele acreditava que com exercícios adequados ela poderia passar a andar sem a bengala, e quiçá, poderia dançar.

O plano dela? Desafiá-lo a fazer exatamente isso por ela.

Eles ainda se encontram outras vezes, algumas delas por absoluta coincidência, e sempre que se viam não conseguiam se desgrudar.

Katherine tinha um pretendente bem presente. Era o Visconde Martin Rudyard. Ele já lhe fazia a corte há mais de um ano e parecia que naquele ano ele iria querer sua resposta.
Katherine queria dar a resposta para Adam, e quando ele finalmente lhe propõe, a decepção: ele não queria filhos.
Mesmo amando-o, Katherine não poderia aceitar seu pedido de casamento. Da mesma forma que ele havia se prometido não ter mais filhos, ela havia feito a promessa de que teria muitos filhos para dar-lhes os nomes de seu irmãos, mortos tão jovens.

Nesse ínterim, o filho de Harrison e Angelina nasce bem. Mas quando chega a vez do filho de Bray, algo dá errado. E quando Adam vai até lá para dar apoio ao amigo, uma revelação se dá que muda toda sua maneira de ver a vida...

foto original da capa




Eis que termina a trilogia dos Herdeiros.
Adam era um homem sofrido. Ver a descrição que ele faz a Katherine do que aconteceu àquela noite em que a esposa finalmente sucumbiu depois de sofrer 3 dias em trabalho de parto é de cortar o coração. Ele estava decidido a não passar por aquilo de novo, mas não contava que Katherine iria cruzar o seu caminho.

Katherine também tinha suas mazelas.
Sofreu ainda criança ao ver sua família desaparecer toda de uma vez, e dois anos depois, ao ter nova queda, viu sua vida transformar-se ao saber que nunca seria como as outras moças.
Oh, sim, ela sabia que como única herdeira de seus pais e tendo um tio duque, o dote dela era mais do que cobiçado; por isso mesmo ela queria ter certeza que se casaria por amor.
Mas seus tios já estavam ficando velhos e cansados daquela vida de bailes todas as noites para acompanhá-la. Ela havia prometido ao tio que ao final daquela terceira temporada ela se casaria. Mas com quem?
O visconde lhe fazia a corte sem cessar mas ela não estava apaixonada por ele, e acaba se apaixonando pelo único homem que não queria casar-se mais.

A cada encontro deles, com aqueles beijos abrasadores e com Katherine sempre dando um jeito de "cair nos braços dele", eles protagonizam algumas fofocas que logo são abafadas pela tia Leola e o duque, mas ainda assim, escândalos. Logo, Adam teria de tomar alguma posição quanto a isso.

Enquanto isso, ele tentava lidar com seu pequeno primo, Dixon, que não ria para ninguém, mas que Katherine conseguira arrancar-lhe um sorriso como se fosse a coisa mais natural do mundo.
E ainda havia Pharaoh, o cão dos Pirineus, super companheiro e que protagoniza algumas cenas que ajudam os personagens a se meterem em enrascada.



O livro é romântico todo o tempo, carregado com um drama que toca, mas que não chega a deprimir. O ritmo é muito bom.
Os protagonistas, como dito, são sofridos, mas não depressivos; pelo menos não mais.

Há umas cenas divertidas e a cena da valsa é absolutamente encantadora!!

Enquanto no livro #1 a trama se centralizava na teimosia da personagem em não querer casar com o duque, e no livro #2, a personagem estava dividida entre casar por amor com o capitão, ou com o conde, para que o pai não fosse para a cadeia, aqui a carga de emoção é mais centralizada no personagem masculino e sua promessa em não mais casar, para que sua nova esposa não passasse por uma gravidez de risco e possível morte.

Sem cliffhanger.

Reação: calmaria. O livro envolve e te remete a todas as dores dos personagens, mas traz uma pontada de esperança. Cena do último baile em diante: maravilha. Atente para a parte da bengala. Hilária!!!!
Recomendação: a série inteira!!! Aqui termina a trilogia dos herdeiros, mas gostaria que a autora ainda considerasse escrever o livro das irmãs Prim, em especial da Sybil (só lendo para entender como essa personagem daria trabalho quando crescesse). Tá aqui uma boa série para vir para o BR.





*Gravura: Jon Paul Ferrara.
**ARC enviado pela editora, através do NetGalley, em troca de uma resenha de opinião honesta.


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(English Review)

Synopsis >> A stubborn nobleman and a willful young woman are at the heart of bestselling author Amelia Grey's newest love story.

Can An Improper Proposal

Adam Greyhawke is through with marriage. After losing his wife at a young age, he's more interested in carousing and gambling at the Heirs' Club than taking another trip to the altar. When his obligations as the Earl of Greyhawke thrust him into the heart of Society, he dreads the boredom that only a ballroom can inspire in a roguish scoundrel. That is, until he meets a bewitching young woman who captures his curiosity—and reminds him just how delicious desire can be.

Lead To True And Lasting Passion?

Miss Katharine Wright is accustomed to men interested only in her generous dowry. Adam's attraction is far more powerful—he tests her wits and her courage at every turn, until she finds herself longing to fulfill an everlasting passion she never imagined was possible. But the breathtakingly handsome nobleman is as stubborn as he is scandalous, and Katharine must be the one to convince him that real love is worth any risk…


Review >> Here the trilogy of Heirs ends.
Adam was a hurt man. Reading the description he makes to Katherine of what happened that night when his wife finally succumbed after suffering three days in labor is heartbreaking. He was determined not to go through that again, but he didn't expect meet Katherine.

Katherine also had her ills.
She suffered as child when her family disappeared all at once, and two years later, when she fell from stairs, she knew her life would never be as the other girls.
Oh, yes, she knew her dowry was more than coveted; so that's why she wanted marry for love.
But her uncles were getting old and tired of that life of balls every night to accompany her. She had promised her uncle to the end of that third season she would marry. But with whom?
Viscount made her the court incessantly but she wasn't in love with him, and she ends up falling in love with he only man who didn't want to marry anymore.

Each time they met each other they always kissed  and Katherine found a way to "fall into his arms," ​​they star in some gossip that are soon drowned out by Aunt Leola and the Duke, but still scandals. So Adam would have to take any position in this regard.

Meanwhile, he tried to deal with his little cousin, Dixon, who didn't smile at anyone but Katherine managed to yank him a proud smile as if it were the most natural thing in the world.
And there was Pharaoh, a Pyrenees, super companion and who stars in some scenes that help the protagonists to meddle in trouble.

The book is romantic all the time, loaded with a drama that touches but not enough to depress. The pace is very good.
The main characters, as said, are suffered, but not depressive; at least not anymore.

There are amusing scenes and the waltz scene is absolutely lovely!!

While in the book # 1 the plot was centered in the stubbornness of female character in not wanting to marry the duke, and in the book # 2, the female character was torn between marrying for love, with the captain, or with the Earl, so her father wouldn't go to jail, here the emotion load is more centered on the male character and his promise not to marry so his new wife wouldn't risk of a hard labor and possible death.

My Reaction: calm. The book involves and brings you to all the pain of the characters, but brings a twinge of hope. The last ball scene: wonder. Pay attention about the cane thing. Hilarious!!!
Recommendation: the whole series !!! Here ends the trilogy of the heirs, but I would like if the author also considered writing the Prim sisters' series, especially Sybil's book (only reading to understand how this character would be amazing when grew up).

5 STARS!!!


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