sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Kristen Proby - Easy Melody (Boudreaux #3)



Ficha técnica: Easy Melody
Auotora: Kristen Proby
Editora self
Lançamento original: 10/novembro/2015
Lançamento BR: ainda não
235 páginas
POV: primeira pessoa - Callie e Declan
Gênero: Romance contemporâneo; Chick Lit

Protagonistas: Calliope "Callie" Mills e Declan Frances Boudreaux; Adam Spencer
Local/ano: New Orleans; Seattle/atual

"Callie Mills nunca teve a intenção de voltar a New Orleans e à vida que ela deixou para trás mais de uma década atrás. Não havia necessidade de abrir velhas feridas quando ela tinha a vida que trabalhou duro para conseguir, em Denver. Mas quando ela é demitida do trabalho que adorava no Colorado e seu pai morre, ela não tem escolha a não ser voltar para casa, para o bar abandonado deixado para ela no coração do Bairro Francês. Callie não só deve enfrentar más lembranças, mas transformar The Odyssey em algo que ela possa se orgulhar.

E quem melhor para ajudar a trazer multidões de pessoas do que Declan Boudreaux?

Declan é um músico muito solicitado que sabe que é bom no que faz e adora fazê-lo. Conhecido por lotar a casa, ele também ama as mulheres e não esperava ser nocauteado pela bela nova proprietária do Odyssey. Callie é direta, linda e divertida, e faz com que ele anseie por algo que ele nunca fez antes ... Compromisso.

Mas quando Callie transforma o negócio, com reformas, tornando-o um dos bares mais quentes no bairro, será ela capaz de vendê-lo e deixar seu passado para trás de uma vez por todas, ou Declan conseguirá convencê-la de que ela está onde ela precisava estar o tempo todo ... nos braços dele?"

Continuação da série Boudreaux. Cada livro pode ser lido como um stand alone.
Livros anteriores >> Easy Love (#1) > resenha;  Easy Charm (#2) > resenha

Voltamos ao coração de New Orleans, na rua principal com o elegante bairro francês French Quarter; seus bares, suas lojas, sua comida tão típica e sua gente alegre.
Mas para quem gosta de um programa diurno e mais tranquilo, tem o Audubon Park.



Localizado em Uptown, ele fica aberto das 5h da manhã até às 22h. Com suas árvores com mais de 250 anos, é o local perfeito para caminhadas e corridas, namorar, levar a criançada e ter contato com a natureza e alguns animais.






Mas nossa protagonista acaba de voltar a New Orleans, vinda de Denver, quando ficou sabendo que com a morte do pai, ela herdara o bar que fora dele por mais de 30 anos, The Odyssey.

Callie perdeu a mãe ainda muito novinha e seu pai não soube lidar com a perda da mulher amada. A partir daí os papéis se inverteram e Callie não lembra de alguma época em que ela não precisou cuidar de seu pai, como levá-lo para a cama, no apartamento acima do bar, com a cara cheia de Chivas Regal.
Ao terminar o Ensino Médio e ir para a faculdade, ela simplesmente não conseguiu mais voltar. Até agora.

Com um bar num local privilegiado, mas que parecia ter parado no tempo, ela tinha um grande trabalho pela frente.
Não que ela não soubesse o que faria.
Durante anos ela gerenciou o nightclube Boom, de Keith, em Denver, que por acaso também fazia as vezes de seu namorado. Mas quando ela telefonou para ele para avisar que sua estada em NOLA demoraria um pouco mais que o esperado, Keith aproveitou para pôr fim ao relacionamento deles.
Bom, ele sempre avisou a ela que não fazia o tipo "vamos ficar pra sempre". Ela meio que já esperava por isso.

Como companhia, apenas bons e velhos amigos, Callie tinha Adam, o bartender que já trabalhava com o pai dela.
Ela pega as economias que tinha e investe no local com o objetivo de torná-lo num point e depois vendê-lo para partir novamente.
Localização ela tinha a melhor possível.
A obra fica pronta do jeito que ela queria.
Para encher a casa, nada como o músico local com carisma, beleza e talento de sobra: Declan Boudreaux.

Declan vinha de uma família rica que construía barcos, mas desde novinho os pais viram que o talento do filho iria direcionar suas velas para o outro lado, e apoiaram-no. Declan nunca teve aula de música, era autodidata. Com sua simplicidade e o fato de gostar de ter suas raízes fincadas em NOLA, ninguém diria que ele já havia composto e gravado com os maiores artistas da atualidade.

Ele também tinha fama de mulherengo. Por que se prender a uma quando poderia navegar em todas? Por isso, ele não esperava ser colocado na lona quando conheceu a nova dona do bar The Odyssey, local que ele havia tocado na época do pai dela.
Para Declan, Callie era a personificação da mulher decidida, bem sucedida, bonita, charmosa e, literalmente, que andava sempre no salto.



A atração vai bem, obrigada, em pouco tempo eles estavam na cama.
Mas depois da noite maravilhosa, nada saiu como Callie imaginava. Ela conhecia a fama de Declan e ele não fazia o tipo ligar no dia seguinte. Como ele não era artista exclusivo do The Odyssey, eles ficaram sem se ver por uns dias.
A grande verdade é que ele teve uma semana difícil com alguma intoxicação alimentar, mas ainda tendo de trabalhar em outros lugares, mas ela não teria como saber, não é mesmo?

Eles decidem que já que teriam de trabalhar juntos, mesmo que só alguns dias na semana, o melhor seria manter a amizade profissional.
Enquanto isso, Callie pensava em ter sua própria casa - ela estava como hóspede na casa de Adam que, apesar de ser um amigo maravilhoso, conseguia ser mais mulherengo que Declan, e para Callie era chato dar de cara de manhã a cada dia com uma mulher diferente que compartilhava a cama do amigo.
Um ex-namoradinho da escola, Peter, encontrou-a no bar e como ele trabalhava como corretor imobiliário, acabaram saindo algumas vezes para ver algumas casas. Mas ele parecia achar que aquilo era indicativo de que poderia voltar às calças dela.

Com o aparecimento de Peter, veio outra surpresa: Declan estava se sentindo mal por uma outra razão; ele não conseguia esquecer a noite que tiveram juntos e diferentemente de sua decisão em não ter compromisso - apesar de ter vindo de uma família cujos pais foram felizes e apaixonados por quase 50 anos e agora 2 de seus irmãos também se encontravam bem no campo amoroso, ou seja, ele não tinha nenhum trauma nesse sentido -, ele queria tentar algo mais com Callie. E ver Peter no bar cheio de amor pra dar e entregando flores a ela não foi a visão do paraíso.
O jeito foi agir como um digno Boudreaux e encarar o touro à unha.

Mais noites quentes; ele a leva para conhecer a casa que ele comprara e estava restaurando aos poucos - e restauração era algo que Callie amava fazer -; levou-a para conhecer a família dele; ela teve uma tarde das garotas super agradável na loja da irmã dele, Charly, com comida, vinho e sapatos (o paraíso na Terra pra qualquer mulher!); passeiam pelos pontos turísticos de NOLA e ele ainda realiza um antigo sonho dela: como fã fanática de futebol, ela nunca havia assistido um jogo dos Seahawkes em Seattle. Então, ele dá para ela entradas do jogo, eles ficam na cobertura do Four Seasons - que tinha uma banheira que mais parecia uma piscina olimpica! - e de quebra, ainda a faz se encontrar com dois grandes astros daquela cidade: Leo Nash (Rock with me - With me in Seattle #4 >> http://bit.ly/1obk7fi) e o quaterback do time, Will Montgomery (Play with me - With me in Seattle #3 >> http://bit.ly/20QFKmd)

Tudo se encaminhava para que eles se mantivessem como o casal da temporada. Cada um parecia se dar conta de que estava se envolvendo mais do que esperava. Mas como sempre há os desencontros e mal entendidos, aqui não foi diferente. Declan teria de mostrar a ela que as velas dos barcos de ambos estavam ajustadas a navegarem juntos, e Callie teria de aprender a confiar para se jogar...



Declan Boudreaux. O milionário mulherengo, mas não badboy, que se vê apaixonado de cara por Callie Mills. Paixão à primeira vista.
O problema é que esse "primeira vista" acontece antes mesmo do livro começar, ou seja, ele já começa interessado nela.
Claro que a princípio ele só quer saber de levá-la pra cama, mas logo ele entende que uma vez só na cama com ela não era suficiente. E os Boudreaux sabiam que quando se apaixonavam era para valer. Por isso, ele estava levando um pouco mais de tempo assimilando aquela nova informação em sua vida.

Já Callie parecia ter faro para atrair os caras que não queriam compromisso. Aconteceu com Keith, que a chutou da vida dele E do trabalho que ela adorava, sem dó nem piedade. E quando viu que o nighclube sem ela estava às moscas, veio com o rabo entre as pernas querendo-a de volta.

Esta série tem contado com um número de páginas menor. O ritmo não chega a ser rápido demais, mas neste caso aqui achei que o casal  borbulhou muito cedo.
Os personagens secundários: a família Boudreaux como um todo. As cenas familiares foram muito breves. Teve a famosa cena das meninas bêbadas falando sobre sexo (marca registrada da autora). Também tem a cena dos caras querendo saber qual é o interesse do que tem a bola da vez na mocinha. No caso aqui foi Adam quem tomou satisfações com Declan. E por falar em Adam, preste atenção nesse garanhão; ele vai ganhar livro próprio.

O melhor de tudo foram as cenas em Seattle e o reaparecimento de parte do núcleo dos Montgomery (aff!! Impossível se cansar dessa família). Samantha, Leo, Meg e Will aparecem num bom diálogo, com NOVIDADES!!!!!



O final traz qual Boudreaux vai encontrar seu amor: Charly (Charlotte), a dona da loja de sapatos Head Over Heels, e o famoso palestrante Simon Danbury (ainda sem capa revelada).

Sobre este livro aqui confesso que o casal não me arrebatou. Gosto de livros com amor à primeira vista, mas como eu disse acima, sequer houve a chance de se ver como se deu porque isso aconteceu antes do livro começar.
A heroína era muito esperta para os negócios, mas meio chatinha no campo pessoal. Volta e meia ia para casa chorar as pitangas ou faxinar a casa...



Foi o típico caso em que o entorno salvou o livro (graças a Deus pelos Montgomery!!!)

Reação: Bom, a autora continua sendo minha diva. Ela é adepta de histórias com famílias grandes, muito romance e finais felizes. Mas não dá pra acertar sempre.
Recomendação: aos fãs de carteirinha e quem acompanha a série.

3,5 estrelas.

Foto do Goodreads

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