segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Sarah MacLean - Entre a Ruína e a Paixão (Clube dos Canalhas #3)



Ficha técnica: Entre a Ruína e a Paixão (No Good Duke Goes Unpunished)
Autora: Sarah MacLean
Editora Gutenberg
Lançamento original: 2013
Lançamento BR: 2016
297 páginas
POV: terceira pessoa
Gênero: Romance de Época; Chick Lit

Protagonistas: William Harrow (Marquês de Chapin) Duque de Lamont "Temple"; Srta. Mara Lowe; Chase; Bourne; Cross; Pippa; Penelope; Lydia Baker
Local/ano: Devonshire; Londres, Inglaterra/1819;1831.

Uma noiva desaparecida na véspera de seu casamento. 
Um poderoso duque acusado de assassinato. 
Uma noite que mudou duas vidas para sempre. 

"Temple viu seu mundo desmoronar quando acordou completamente nu e desmemoriado em uma cama repleta de sangue. Destituído de seu título e acusado de assassinato, o jovem duque foi banido da sociedade. Doze anos depois, recuperado em sua fortuna e seu poder como um dos sócios do cassino mais famoso de Londres, sua redenção surge quando a única pessoa que poderia provar sua inocência ressurge do mundo dos mortos. 

Após doze anos desaparecida, Mara Lowe se vê obrigada a reaparecer quando seu irmão perde toda a fortuna da família nas mesas do cassino do homem cuja vida ela arruinou. Temple quer provar a todos que é inocente e, sobretudo, se vingar e destruir a vida daquela mulher, enquanto Mara precisa enfrentar o passado para recuperar seu dinheiro. Assim, os dois formam um acordo obsceno que os une em um jogo de poder e sedução. Mas ambos descobrem que a realidade esconde muito mais do que as aparências revelam e eles se veem em uma encruzilhada na qual precisam escolher entre lavar a honra do passado e garantir o futuro ou ceder ao desejo de se entregarem de vez à irresistível atração que sentem um pelo outro, mas que pode arruiná-los para sempre."


Continuação da série O Clube dos Canalhas >> Livro #1 >> resenha - Livro #2 >> resenha
Cada livro pode ser lido como um stand alone, mas é mais interessante ler a série na ordem lançada.

Há doze anos, o então Marquês de Chapin viu seu mundo desmoronar quando acordou num quarto que não o seu, nu e coberto de sangue.
A mulher que estava com ele havia desaparecido e, assim, ele foi tomado como o principal suspeito. Nunca provaram nada porque o corpo dela havia desaparecido, mas ele foi banido da sociedade e da família já que só então ele descobriu que a mulher em questão era ninguém menos que sua futura quarta madrasta, Srta. Mara Lowe.

Vivendo nas ruas, sofrendo todo tipo de violência, William teve que aprender a sobreviver. 
Como ele era grande e tinha anos de treinamento de boxe - de cavalheiros -, ele teve que aprender a lutar desrespeitando as regras que aprendeu durante anos; lutou para ter dinheiro e para ser respeitado.
Juntou-se a Bourne, ainda como sem teto, para organizar jogos de dados. Enquanto Bourne cuidava das apostas, o então Temple - novo nome de William - cuidava que os apostadores pagassem suas dívidas.
Mas num dia de briga desigual, eles dois contra mais de 10, tiveram a ajuda de alguém que apareceu com uma carruagem cheia de outros homens para nivelar a briga.
Este era Chase. 
A partir daí a proposta de trabalharem juntos montando a casa de jogos mais famosa e infame de toda Londres, o Anjo Caído.

Nesse ínterím, Temple ficou mais rico ainda.
Quando seu pai morreu, ele herdou o titulo e as terras, mas ninguém o chamava de Alteza ou Sua Graça. Ele era Temple, ou simplesmente à boca miúda, O Duque Assassino.

Temple continua exercendo sua posição de lutador para valer o pagamento dos apostadores, mas de uma maneira diferente: quando os apostadores perdem tudo que possuem no cassino, eles têm uma chance de reaverem sua fortuna; se lutarem e vencerem Temple no ringue.
Obviamente ninguém até hoje conseguiu isso.
Ele era invencível.

Uma das pessoas que queria ter essa revanche era Christopher Lowe.
Aos 26 anos, irresponsavelmente ele perdeu toda sua fortuna no cassino e por 12 vezes havia pedido revanche, e por 12 vezes Temple havia negado. Ele não queria ter nada a ver com o irmão da mulher que diziam ter ele assassinado.
O grande problema de Temple em relação àquela noite era que ele não se lembrava de nada. Apenas da mulher em si; uma beleza exótica com seus olhos heterocrômicos, de beberem algo e ele apagar, acordando com uma baita dor de cabeça. Ele não sabia se havia mesmo matado-a.

Depois de mais uma noite de luta e trabalho, quando Temple ia à casa, ele sente que é seguido. Normalmente ladrões tentam assaltá-lo a essa hora, mas ele logo percebeu que os passos eram diferentes. Quando ele se deixa alcançar por seu agressor e o segura, descobre que se trata de ninguém menos que Mara Lowe, vinda do mundo dos mortos.

Mara manteve-se escondida por 12 anos. Era conhecida agora como Margaret MacIntyre, viúva de um herói de guerra, dona do Lar para Meninos MacIntyre. Era ali que os nobres, ricos e poderosos largavam seus bastardos, deixando uma boa soma em dinheiro e virando-lhes as costas para sempre.

Ao ir pedir revanche a Temple, ela tinha um bom motivo para fazê-lo.
Claro que Temple não aceitaria a revanche no ringue, mas ele tinha outros planos. Ele queria limpar seu nome, ser absolvido pela sociedade que o acusara e vingar-se da mulher que o transformou no pária.

Mara aceita fazer o jogo dele mas a um preço, e daí, começa a barganha deles.
O plano de Temple era fazê-la passar pela mesma vergonha que ele, anunciando no baile do Duque e Duquesa de Lenghton que ela estava viva e era culpada de todo aquele plano sórdido há 12 anos.
Mas em meio a tudo isso, tanto Temple quanto Mara teriam de lidar com os ataques de Christopher, comportando-se como um inútil mimado, e transpor a forte atração que eles sentiam um pelo outro.
Eles tiveram uma razão para aquele encontro há 12 anos e tinham uma história inacabada. Temple queria relembrar aquela noite, ele queria voltar a sentir e, acima de tudo, queria mostrar a ela como era ser um verdadeiro canalha...



Personagens fortíssimos. Mara cometeu de fato um enorme erro no passado e apesar de só ter reaparecido por um motivo diverso, ao decidir limpar o nome de William "Temple", ela não o faz de qualquer maneira, mas somente nos termos dela.
Confesso que esses "termos" dela me irritaram um pouco. Ela havia acabado com a vida do cara, e ainda veio cheio de exigências?
Entretanto, mas à frente, quando ocorre um outro erro, cometido pelo irmão dela, ela muda de atitude ao se ver tomada em admitir o que sentia por Temple.

Temple foi um sobrevivente. Ele tem apenas os sócios do Anjo Caído como amigos.
Quando ele tem a chance de limpar seu nome ao reencontrar Mara, sua primeira ideia é em vingar-se dela. Mas o pouco que ele se lembrava daquela noite fatídica, ele sentia que entre os dois havia acontecido uma conexão. Teria como essa conexão ser resgatada?

Os personagens de livros anteriores retornam - Bourne e Penelope, Cross e Pippa; assim como Chase, que cada vez aparece mais e seu grande mistério é declarado neste livro aqui, e a gente já fica sabendo seu nome verdadeiro (preste atenção nos detalhes).

Ritmo bom. Sem cliffhanger. Último livro da série será lançado ainda em fevereiro.



Reação: Entusiasmo no início. Depois, comecei a ficar irritada a cada vez que Mara vinha colocando preço em tudo - aff!! -, mas o entusiasmo volta. Final bom.
Recomendação: sempre!! Essa série de Sarah MacLean está perfeita.



5 ESTRELAS.

Livro cedido pela editora em troca de uma resenha de opinião honesta.

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