quinta-feira, 26 de maio de 2016

Sugar Jamison - Heart of a Bad Boy (Destiny #3)




Ficha técnica: Heart of a Bad Boy
Autora: Sugar Jamison
Editora Swerve
Lançamento original: 31/maio/2016   LANÇAMENTO
Lançamento BR: ainda não
ebook
POV: terceira pessoa
Gênero: Romance contemporâneo; Chick Lit

Protagonistas: Duke, Colt e Levi King (irmãos) e Michelle "Shelly" Walker
Local/ano: Las Vegas, Destiny; Nevada; California/atual (+ 3 anos à frente)

"Shelly Walker nasceu para ser boa. Criada por seu profundamente religioso pai, guarda prisional, Shelly foi ensinada que boas meninas seguem as regras - e definitivamente não pecam. Assim, quando seu pai comunica que está organizando seu casamento, o amigo de longa data dela, apresentador de um programa na TV, Levi King, inesperadamente retorna. Com seu sorriso sexy e charme de bad boy, ele é o tipo de cara que tem pecado escrito sobre ele todo.

Levi é apaixonado por Shelly desde a infância, mas quando ele retorna à cidade, ele vê que a menina delicada que conheceu havia se transformado em uma gata. Levi incentiva Shelly a ser ousada, mas quando Shelly lhe diz que ela está pensando em obedecer seu pai e começar uma família, Levi percebe que estar com Shelly significa mais para ele do que apenas um passar o tempo.  Shelly seguirá as regras ou  vai dar uma chance ao bad boy?"

Continuação da série DESTINY >> livros #1 e #2 já resenhados

Levi, o caçula dos irmãos King, foi resgatado pela tia Lolly quando o pai destes fugiu.
Suas roupas estavam gastas e rasgadas, seus sapatos tinham que ser colados para serem usados, seu estômago estava vazio, mas houve uma luz no fim do túnel.
Com seu pequeno salão de cabeleireiro, tia Lolly criou-os. 
Quando Duke foi para a prisão, ela era a única que podia ir visitá-lo porque Duke não queria que os irmãos o vissem naquele estado.
Colt se formou e foi embora da cidade, levando Levi consigo. Tia Lolly não quis ir. Não quis abandonar as visitas semanais a Duke, seu trabalho e seus amigos.

Levi estava feliz por poder deixar para trás aquela parte de sua história, aquela cidade que olhava para eles como se fossem encrenca mesmo sem terem feito nada. Mas havia algo que ele lamentava deixar para trás: sua melhor amiga Shelly.

Shelly nunca o recriminou por estar com a roupa pequena demais para o seu tamanho. Eles se divertiam juntos. Um sarava as feridas do outro.
Shelly havia perdido a mãe, que morrera por ter o coração fraco. A gravidez enfraquecera-a ainda mais. Shelly se sentia culpada.
Vizinhos, Levi entrava à noite no quarto de Shelly pela janela - ele tinha medo do Sr. Walker. Conversavam. Se curavam.
Mas um dia Levi foi embora e nunca apareceu para visitar.

Tinham contato por cartas, mas as dela sempre eram mais longas. Emails ainda mais curtos da parte dele, e telefonemas.
Levi foi ser piloto de corridas. Fez fama e fortuna. Viajou o mundo. O contato com Shelly continuava.

Treze anos depois, com tia Lolly no hospital, os King voltam à cidade, e a primeira pessoa a quem Levi vai procurar é Shelly.
Só consegue vê-la no dia seguinte.
O pai dela havia viajado para a California para aprender a jogar golfe.

Enquanto Colt recuperava o salão quase falido de tia Lolly - e entrava às turras com Zanna - e Duke conhecia seu filho - e entrava às turras com Grace, Levi e Shelly seguiam maravilhosamente bem porque eles sempre se deram bem. Ficavam confortáveis na presença um do outro.

Levi faz compras com Shelly, compra-lhe roupas, e a professora de 5ª série, que se escondia em roupas largas de cores pastéis, desabrocha e chama atenção de todos.

Durante aquelas férias de verão, Shelly quer ser ousada, experimentar coisas que sua criação extremamente religiosa nunca lhe permitiu. Ela sai para beber e dançar; ela dirige um carro acima do limite de velocidade; ela escala um dos pontos turísticos da cidade e vê suas luzes brilhando; ela beija; ela faz amor. Mas o pior, para o coração que não queria se machucar, ela tem certeza de que sempre amou Levi. E dentro de poucos dias ele iria embora para voltar à sua vida cheia de aventuras.

E quanto a ela? Shelly queria o mesmo. Sempre sendo a boa moça, nunca pensou em partir e deixar o pai sozinho. Nunca fez nada que fosse reprovado, por isso mesmo, aos 28 anos, nunca tivera um namorado, sequer fora ao baile da escola e vestia roupas que a escondiam.
Durante as poucas semanas que ficara ao lado de Levi, sentira o gostinho da liberdade. Mas além disso, ela se apaixonara terrivel e desesperadamente, e agora teria de lidar com a partida dele.

O único senão era que Levi também se viu envolvido por ela. Se ela já era especial para ele desde a infância, vê-la naqueles trajes que evidenciavam seu belo corpo só piorou tudo. E o lado "selvagem" dela é encantador, como uma criança que se diverte com qualquer novo brinquedo.
Ele não queria deixá-la ir. Ele não queria ir.
E quando a vê falando ao telefone com cujo homem o pai dela queria acertar o casamento, foi demais para ele.
Só que foram 13 anos longe. Ele vivendo a vida, enquanto ela estava ali, presa, à disposição dele, amando-o em silêncio.
Teria como Levi provar para ela que mais importante do que voltar a correr ou fazer um filme, eles deveriam se dar uma chance para um futuro juntos?




Existe amizade entre um menino e uma menina?
Na infância, sim; na adolescência, talvez; mas na fase adulta...

Durante 13 anos a amizade se manteve por outros meios que não o pessoalmente. Muitas confissões eram feitas, mas outras tantas coisas não eram contadas. Shelly sabia muito sobre Levi porque ele era uma celebridade. Suas viagens e suas conquistas - tanto nas corridas quanto de mulheres - eram amplamente divulgadas pela mídia.
Já Shelly escrevia longas cartas para ele, mas tinha coisas que ela achava bobagem demais para comentar. Por isso, durante aqueles 30 dias que ele ficou em Destiny, ainda houve coisas sobre ela, que ela fazia há anos, que ele não sabia simplesmente porque ela se achava simplória demais para comentar com ele.

Shelly foi criada para ser a menina de ouro.
Levi ainda se perguntava como ela pôde querer ser amiga dele.


Agora, cada um amargava um sentimento que precisava ser revelado. O como é que seria a parte difícil. Mas quando Levi cai em si que perderia Shelly antes mesmo de tê-la, ele bola um plano ousado para provar que não haveria futuro sem ela ao seu lado.

Aqui termina a trilogia.
Cada irmão com seu final de volta a Destiny. Suas famílias, seus interesses; a maneira com que lidaram com a cidade que praticamente os expulsou.
Extremamente ricos, eles poderiam ter feito com que a cidade fosse à ruína, mas decidiram pelo contrário, sem rancores.

E agora, a próxima geração pertence àquelas que desde muito cedo sabem como manipular, porque estão tendo as melhores escolas: seus papais.  
Uma delícia esse final.
Série gostosa de ler. Adoraria que tivesse no Brasil.


*Livro cedido pela editora, através do NetGalley, em troca de uma resenha de opinião honesta

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