terça-feira, 28 de junho de 2016

Mariel Grey - Surrender of Trust (Surrender #1)



Ficha técnica: Surrender of Trust
Autora: Mariel Grey
Editora self  (direitos da série comprados pela Editora Bezz)
Lançamento original: abril/2013
Lançamento BR: previsão 2° semestre 2016
299 páginas
POV: terceira pessoa
Gênero: Romance de época; Chick Lit

Protagonistas: Srta. Lucille "Lucy" Goodwin; Philip Lyton, Marquês de Chalifour; Srta Monique Cathdon.
Local/ano: 1803/Londres; Epsom

"Lucy Goodwin sabe mais sobre criação de cavalos do que uma jovem dama deveria saber. O negócio do seu irmão de criação de cavalos puro-sangue deu-lhe um propósito e independência, mas quando um acidente lhe deixa no comando dos negócios, desespero e destruição ameaçam cada movimento dela. Presa em uma posição impossível, Lucy deve fazer a coisa certa e assistir seus sonhos desmoronarem, ou salvar seus meios de subsistência, a um custo muito alto para suportar.

Lord Philip Lyton, Marquês de Chalifour é um membro do prestigiado Jockey Club, dedicado a eliminar trapaça em corridas de cavalos. O problema surge quando o seu parceiro de negócios se acidenta e ele, de repente, é forçado a lidar com a irmã do homem, que parece alarmantemente fora de seu meio. Chalifour respeita a determinação de aço de Lucy, mas sabe que a obstinação pode ser o traço mais perigoso de todos.

Ela pode ser bonita e sedutora, mas Lucy Goodwin está mantendo segredos e Chalifour está determinado a descobrir quais são."


Lucy e seu irmão Lucien, este exímio jockey, assumiram os negócios do pai desde sua morte, de criação e reprodução de cavalos de raça, especialmente para corridas.
O trabalho dava a ela uma alegria.
Como perdera a mãe ainda na tenra idade de 7 anos e seu pai precisava trabalhar para sustentar a família - além de usar o trabalho como fuga para amenizar a dor da perda -, a pequena Lucy acabou sendo envolvida nos negócios da família.
Bela, ela não era versada na arte de conquista ou como ser uma dama irrepreensível. Nada de costuras, bordados, a última moda ou como administrar uma casa. Para isso ela contava com empregados que há muito trabalhavam para a família.

Mas obviamente, mesmo sendo tão entendida em assuntos equinos, ainda havia certos assuntos que ela era deixada de fora... por ser mulher.
Por isso, quando seu irmão sofreu um acidente quase fatal de carruagem, que o deixou um bom tempo inconsciente na cama, e a ela foram apresentados certos problemas que só o irmão tinha conhecimento, tudo degringolou.

A começar por uma certa "dívida" que o irmão tinha com um nobre, o visconde Perdan, na qual vinha pagando sistematicamente 600 libras por mês. Depois, o marquês de Chalifour aparece em sua casa querendo fechar um outro negócio com seu irmão sobre os cavalos. E pelo visto, um problema poderia ajudar a solucionar o outro.

Com algumas das principais corridas da temporada se aproximando, Lucy não queria que as pessoas soubessem da extensão dos ferimentos de seu irmão, isso o atrapalharia em seu trabalho de jockey. Assim, ela dizia a todos que fôra de pouca importância, como um quebrar de perna somente, e que ele precisava de repouso para se recuperar, quando na verdade ele nem conseguia se manter acordado.

O jeito? Lucy começou a tomar certas decisões de natureza que ela não estava acostumada.
Sua amiga Monique Cathdon, irmã do Duque de Glenhurst, lhe ajuda em algumas delas, e a dupla acaba por se enrolar ainda mais!!!

Mas Chalifour era muito observador e apesar de nunca ter encontrado Lucien Goodwin pessoalmente (o contato de ambos até então tinha sido por cartas), ele percebe algo de errado em tudo.
Ele já havia encontrado Lucy na casa de Glenhurst meses antes, na época em que ela havia perdido o pai.
Este era famoso em seu trabalho com os cavalos e sua honestidade era famosa em todo o meio das corridas de cavalos.
Chalifour era um dos membros do Jockey Club e prezava esta qualidade no Sr. Goodwin. Por isso, quando pensou em ampliar sua criação de cavalos puro-sangue, nenhum outro nome lhe veio à mente do que Goodwin.

No início, ele embarcou na história de Lucy sobre o estado de saúde de Lucien. De qualquer forma isso lhe deu oportunidade de passar mais tempo com ela. Cavalgaram numa tarde e ele ficou abismado com o conhecimento dela sobre o assunto, algo que normalmente seria inadequado a uma dama, mas nela tudo ficava charmoso.
Conforme eles vão passando mais tempo juntos, mais Chalifour se encanta e percebendo que ela está em apuros, ele quer ajudá-la, mas para isso Lucy teria que aprender a confiar, e render-se a essa confiança talvez seja o maior passo que ela tivesse de dar na vida...



Uma mocinha enrolada.
Lucy era bela, inteligente e até esperta para muitas coisas, mas quando se tratava em tentar ajudar o irmão.. Nossa!
Mas isso acaba se tornando divertido - para o leitor, claro, porque para ela parecia um buraco sem fundo -, porque com tudo, ela passa a conviver mais com Chalifour.

Este é um nobre na plena concepção da palavra.
Nada dado a escândalos, ele era bem conhecido por ser todo certinho em seus negócios. Por esse motivo, ele procurou os Goodwin para fazer negócios, ele queria alguém que agisse e pensasse como ele.
Mas acaba que ele tropeça em Lucy.

Como eles já haviam se encontrado antes, mesmo que por breve instante, ela havia deixado uma boa impressão nele no quesito aparência. E mesmo que ele ainda não estivesse à procura de uma esposa para providenciar-lhe um herdeiro, nada o impedia de flertar com ela, e, quem sabe, levá-la à sua cama.

Chalifour era muito amigo de Glenhurst e, com isso, tinha mais liberdade com Lady Monique.
Quando percebeu que Lucy estava em apuros, principalmente no que dizia respeito a Perdan, ele não hesitou em procurar por Monique para saber a extensão do problema. Mas havia um problema maior: a própria Lucy.

Ela precisaria aprender a confiar em mais pessoas, além do irmão. Ela teria de aprender que nem tudo se pode resolver sozinho, e quando esse passo finalmente é dado, tudo se resolve.

O enredo é interessante. O ritmo é bom.
Como eu li os livros dessa série ao contrário (resenha do livro #2 >> AQUI), confirmo que mais uma vez a autora traz uma série de informações de época muito interessantes. Mais ainda quando vi que vários assuntos já mencionados aqui no blog na seção CURIOSIDADES, foram elencados, como tipo de corte de cabelo masculino, tipo de carruagem, tipo de nó de gravata.
Adidionando a isso, a diferença nos personagens do que comumente se vê nos romances de época. Eu explico:

Estamos acostumadas a livros com enredo em que o herói é um notório canalha e a heroína é alguém toda certinha ou muito ingênua, e juntando à beleza desta, o canalha fica encantado, se apaixona, muda de atitude e são felizes para sempre, certo?
Aqui é diferente. O certinho é ele. Sem fofoca, sem má fama nem em relação ao seu relacionamento afetivo com qualquer outra mulher. Enquanto isso, a heroína é inteligente, mas atrapalhada. Ela comete erros, não ele. Aqui, quem muda é ela, não ele. Só por isso já dá uma refrescada nos muitos livros de época que leio.

Não tem cliffhanger.




A boa notícia é que esta série chega ao BR já este ano, pela Editora Bezz, com seu novo selo LEQUE ROSA.



*Livro cedido para booktour internacional
**Gravura > Anna Kmet

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