segunda-feira, 25 de julho de 2016

Carla Laurentino - A Última Carta




Ficha técnica: A Última Carta
Autora: Carla Laurentino
Editora: Leque Rosa (selo da Editora Bezz)
Lançamento: 23/julho/2016
páginas
POV: primeira pessoa
Gênero: Romance de época; Chick Lit; Mistério

Protagonistas: Violet Bernadth; Cecília Grenluce; Joanna Kingsley; Arthur e Lisbeth Bernadth; Esmond e Olivia Wycomb; Thomas Wycomb
Local/ano: Londres/1912

"Londres, 1912.
O início da temporada social londrina marca, também, o início da vida adulta de muitas moças da alta sociedade inglesa, apresentando-as aos seus futuros maridos, sogras e títulos. Além disso, este foi o ano em que o homem iria mostrar todo o seu poderio naval, com o lançamento do maior e mais seguro navio já construído até então, o Titanic.
Entretanto, para Violet Bernadth, a chegada aos dezoito anos parece bem menos animadora. Desde muito jovem, a garota é obrigada a esconder um grande segredo de seus familiares e de suas melhores amigas. Violet carrega em suas mãos algo verdadeiramente incomum: o poder de enxergar o passado. Ao tocar as mãos de outra pessoa ou qualquer objeto de grande valor sentimental, ela é capaz de desvendar as memórias mais obscuras impregnadas na superfície ou na pele de seus respectivos donos. Acostumada a lidar com suas estranhas visões, Violet nunca foi prejudicada por seu “dom”, mas, durante uma festa oferecida por seus pais, tudo mudará. 
Com sua iminente apresentação à Sociedade, seus pais têm planos matrimoniais para ela, apresentando-a ao belo, mas sarcástico Thomas Wycombe, ao mesmo tempo em que é surpreendida por uma visão avassaladora de uma mulher desconhecida, que a coloca em meio a uma trama cheia de assassinatos, lembranças dolorosas e um inesperado segredo de família capaz de mudar para sempre tudo o que um dia acreditou ser verdade.

Com tantas informações desencontradas e misteriosas, em quem Violet irá confiar para não sair machucada não só fisicamente, mas também em seu coração?"

*AVISO aos leitores: Este livro trata de temas que podem incomodar pessoas mais sensíveis.


Início da temporada londrina em 1912.
Naquele ano seria lançado o navio mais espetacular já construído pelo homem, O Titanic. Os homens estavam alvoroçados com essa notícia, enquanto as mulheres continuavam com o que sabiam fazer de melhor: a caça aos maridos.

Violet estava na idade para ser apresentada à sociedade, assim como suas melhores amigas, Cecília e Joanna. Diferente de sua mãe, Lisbeth Bernadth, e de sua amiga Cecília, Violet não estava nem um pouco eufórica ante o evento.

Não era porque Violet não queria casar ou constituir família, mas porque ela guardava um segredo - de sua família e amigas - e sabia que expô-lo a colocaria numa situação difícil de se explicar.
Violet carregava um estranho dom. Ao tocar objetos ou pessoas, ela tinha a capacidade de ver algo do passado, geralmente algum episódio carregado de muita emoção. Isso significava descobrir muitas vezes segredos dos quais as pessoas não queriam que fossem revelados. Por conta disso, e graças às normas de etiqueta e moda, ela se mantinha sempre com as luvas, evitando qualquer contato acidental.
Entretanto, de uns tempos para cá ela desenvolveu o costume de ir até uma loja de antiguidades e comprar pequenos objetos para sentir a emoção de outras pessoas impregnadas neles. Foi a partir daí, e também ao esbarrar numa estranha convidada em sua casa, que Violet foi arrolada numa trama de mistério, assassinatos e segredos de família.

Juntando a isso, já que sua apresentação não poderia ser adiada, ela acaba por conhecer o jovem Thomas Wycomb, filho de um engenheiro renomado e membro do clube de cavalheiros do qual seu pai passaria a fazer parte. O primeiro contato de ambos não poderia ter sido pior. Apesar da boa aparência dele, Violet o achou sarcástico e ele parecia adorar menosprezar a opinião feminina fosse qual fosse o assunto. Mas de verdade, foi apenas uma primeira (má) impressão. Logo, Thomas e Violet estariam confidenciando segredos e pela primeira vez ela se sentiu com desejo de compartilhar sobre seu dom.

Conforme vai aprendendo a lidar com esse estranho poder, que ora lhe assustava, ora lhe dava confiança, Violet descobre segredos que arrepiariam os pelos do corpo, lhe causariam aversão e um grande ímpeto em querer fazer justiça com as próprias mãos...


Se você pensa encontrar neste livro uma história cheia de florzinhas, esqueça!
Este romance é sim ambientado como de época, mas sua carga emocional e seu enredo estão bem mais para um quase Stephen King.
A começar pelo estranho dom de Violet: a psicometria.
Apesar de haver um estudo de caso naquela época, a informação não era tão difundida e, com certeza, não seria visto com bons olhos uma pessoa que teria o poder de descobrir coisas que outros faziam tanta questão em manter escondidas.
Violet descobrira esse dom ainda novinha, mas ainda estava aprendendo a lidar com ele porque, na verdade, isso mais a assustava do que a intrigava. Aos poucos ela foi soltando as amarras do que seria capaz de fazer e, ainda assim, novas facetas do dom iam surgindo.

Exatamente por isso ela não se sentia como uma jovem normal, assim como suas amigas, Cecília e Joanna, que buscavam pelo amor verdadeiro, casamento e família. Como ela explicaria ao seu futuro marido do que era capaz de fazer?
Quando o tempo parecia agir contra ela, vendo que o dia de sua apresentação se aproximava, Violet se depara com questões e desafios que nunca imaginou encarar, e mais, o aparecimento de um homem que mexia com suas estruturas, aquelas mesmas que ela pensara estarem bem cimentadas.

Thomas Wycomb era jovem, prestes a se formar e carregava consigo também um fardo pesado. Ao se ver pressionado pelos pais a pedir Violet em casamento, ele também não gostou nada da ideia. Mas, por alguma razão, Violet mostrou ser diferente do que ele esperava de uma jovem debutante. E com a chegada de sua pequena prima, Amélie, órfã há poucos dias, ele e Violet juntam-se para descobrir os segredos que começavam a vir à tona.
Mentiras, intrigas, roubos, assassinatos, amores proibidos e um crime dos mais hediondos a ser encarado. Tudo isso estava ali, debaixo dos olhos de Violet, e ela se perguntando como pôde ser tão cega a tudo aquilo...
E em meio a tanta notícia ruim, duas coisas desabrocham ante aos olhos dela: que seu dom poderia ser de ajuda e que ela poderia amar e ser correspondida.


Ritmo não tão ágil, dentro do que é pedido num enredo mais de suspense. Personagens interessantes e sobre alguns dá vontade de saber mais. Sem cliffhanger.
E quanto ao aviso sobre haver temas que possam chocar pessoas mais sensíveis, a autora soube trazê-los de maneira a tocar no assunto - e fazer o leitor pensar e questionar -, mas sem ofender. Por outro lado, já que a ambientação do enredo se dá num período histórico em que o navio Titanic seria lançado, seria impossível não tocar no assunto e deixar de trazer relatos e descrever cenas que causam arrepios. Eu particularmente fiquei bem impressionada com a narrativa e tive a sensação de estar vivendo o exato instante em que tudo ocorria.

Um livro para mostrar que nem só de conto de fadas pode ser contada uma história num romance de época; até nas melhores famílias existem os segredos mais tenebrosos e que o amor pode chegar na forma mais inesperada possível.

O livro de estreia de Carla Laurentino traz uma nova era de romances de época: aqueles que fazem pensar, se arrepiar, se enojar, se enternecer e se apaixonar.


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Sobre a autora




*Gravura: Anna Kmet

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