segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Barbara Biazioli - Paolo (Irmãos Bastilli #3)



Ficha técnica: Paolo
Autora: Barbara Biazioli
Editora self
Lançamento: 29/julho/2016
Ebook
POV: primeira pessoa - Paolo, Catharina, Alma
Gênero: Romance Contemporâneo; Chick Lit

Protagonistas: Paolo Bastilli; Catharina Martinelli; Alma Maria Bastilli; Dom Bastilli; Eugene Ward
Local/ano: Gênova/atual


"DISCIPLINA. RESPONSABILIDADE. CONTROLE.
Essas sempre foram as palavras de ordem para Paolo Bastilli obter o tão sonhado SUCESSO.
O garoto pobre que assumiu a família aos 11 anos, hoje é dono de uma das empresas que mais emprega na cidade de Gênova, Itália. A Bastilli Barche é sinônimo de luxo, segurança e exclusividade. Com a mesma eficiência com que administra os negócios, ele cuida da família, tirando do caminho toda e qualquer pessoa que queira se aproveitar deles.
Tanta dedicação nos últimos 24 anos não deixou-lhe tempo para pensar em nada além do que negociar os milhões que adquiria a cada dia. Por isso, quando Catharina Martinelli apareceu à sua frente com seu olhar determinado, pela primeira vez em anos Paolo sentiu-se vulnerável.

Catharina estava destroçada.
Colocada tarde demais à frente nas negociações da empresa da família, ela nada mais poderia fazer a não ser tentar salvar a dignidade da família no processo de venda e o maior número possível de empregados da empresa criada por seu pai.
O homem com quem iria lidar não era nenhum amador, mas um empresário conhecido por ser implacável nas negociações.
Nos encontros que se seguiram, tensão e tesão se mesclaram à última instância. No entanto, Paolo sempre a mantinha numa distância segura. Ela sabia, então, que se quisesse conquistá-lo, não poderia ser através da couraça do grande empresário, mas pelo coração do pequeno engraxate."


Fãs de Debbie Macomber e Susan Mallery vão gostar desta trilogia

E finalmente chegamos ao último dos Bastillis, mas nem por isso menos importante.
Para falar a verdade, desde o primeiro livro, quando somos apresentados a Paolo Bastilli através dos olhos de sua irmã do meio, Sofia, queremos descobrir os segredos desse homem.

Quem é Paolo Bastilli? O menino pobre que ajudava a alimentar a família trabalhando como engraxate e, ainda assim, o pai não poupava em fazer dele e a mãe de sacos de pancada...




Com méritos próprios, tendo cabeça boa para os negócios, ele consegue levantar sozinho a Bastilli Barche, a empresa primariamente conhecida como um dos estaleiros para barcos exclusivos de clientes mais exclusivos ainda, mas ele expandiu seus negócios comprando outras empresas e fazendo delas um sucesso, como, por exemplo, a parte turística, a X-Treme, cuja administração Paolo deixou a cargo de seu irmão caçula, Domenico.

Paolo é todo família. Mesmo com seu jeito sério, controlador, precavido, desconfiado, ele seria capaz de proteger a família de qualquer mal. Exatamente por isso, como visto nos livros anteriores - Sofia (livro #1) e Dom (livro #2) -, ele às vezes toma certas medidas que podem parecer um tanto exageradas.

Seu fiel escudeiro é seu advogado, mas também faz-tudo, Eugene Ward (e sobre este...ula-lá!! eu queria saber mais!!).

Apesar da Bastilli Barche já ter alcançado um patamar de prestígio, há muito tempo Paolo planeja também abocanhar outra empresa que havia deixado marcado o seu lugar  no mundo.
A empresa de Franchesco Martinelli já vinha mostrando sinais de queda e como um animal paciente, que sabe a hora certa do abate, Paolo esperou.
Durante um tempo entre ele e Franchesco houve apenas conversas, até que finalmente o negócio seria fechado.
Porém, o próprio Franchesco teve que abandonar as negociações. A idade avançada e também a forte emoção por saber que teria que se desfazer de seu legado, deixaram-no doente e em seu lugar foi colocado um preposto.
Para Paolo isso não seria nenhum problema. Sofia já tinha encontrado esse preposto antes e não havia levantado nenhuma bandeira negativa. E como o prevenido que era, Paolo já havia mandado Eugene levantar a ficha dela.

Mas uma coisa era ler o dossiê do preposto, outra bem diferente era estar cara a cara. E foi exatamente aí que sua prevenção caiu por terra...




Catharina Martinelli era linda, elegante, educada, inteligente e não parecia nada feliz em ter que repassar a empresa criada por seu pai a outra pessoa, mesmo sabendo que eles não tinham condições financeiras de mantê-la.
E mais do que estarem numa situação em que diferentes querer estavam envolvidos, os dois acabam caindo numa teia não prevista: a atração que sentiram.

No entanto, havia um enorme empecilho. Catharina era noiva e estava de casamento marcado para dali a pouco tempo. Só que seu relacionamento com seu noivo não vinha bem há algum tempo. Conhecer Paolo só piorou a situação. Seria, então, a chance de se livrar do noivo e partir para Paris?

Até então, em sua vida, Paolo não via qualquer necessidade de ter um compromisso romântico. Ele tinha uma empresa para comandar, uma família para cuidar (sim, apesar de os irmãos mais novos já estarem adultos e cada um com seus pares, Paolo ainda se sentia responsável por eles pelo que ele havia feito no passado) e mulheres se jogavam aos seus pés. Por isso, ele não previu Catharina; não previu sentir-se tão protetor por conta do que ela estava passando (que tambem remetia a uma fase do passado dele) e, principalmente, não previu que Bastillis e Martinellis estavam unidos por algo muito maior do que a compra e venda de uma empresa.




Dos três livros, acredito que Paolo seja o que mais causou suspiros na mulherada. Mas há bons motivos para que a série Irmãos Bastilli seja tão chamativa às leitoras:

Primeiro, a trilogia é romântica. Ponto. 
Aqui, o importante não é se A, B, C vai pra cama ou quantas vezes isso acontece. O foco são os sentimentos, a mudança de atitude quando se descobre que não se pode viver sem aquela pessoa e o que pode ser feito para se ter o final feliz.

Segundo, os Bastillis trazem uma história de luta e superação.
E nesse quesito, com certeza, o mérito cai em cima de Paolo.
Não quero soltar spoilers, mas é sabido desde o primeiro livro de que Paolo não só causou a "libertação" dos familiares numa situação exasperante de viver como tomou para si a responsabilidade, ainda na idade de 12 anos, de dar uma vida digna à mãe e aos irmãos menores. E não de forma mágica (nada de ganhar herança ou na loteria), mas paulatinamente ele criou o que hoje poderia ser considerado um império. E mesmo assim ele não se acomodou.
E quando se chega no último capítulo deste livro, depois de ter lido os anteriores, dá pra sentir a emoção, o nó na garganta, da realização de um trabalho bem-feito.

Terceiro, a família é a base de tudo.
Eles eram unidos. Talvez Dom, por ser o caçula e ter vivido por menos tempo a situação ruim da família no início, se mostre um pouco mais desligado dos outros, mas ele também tem a família em alta conta. Em relação aos outros três, Sofia, Paolo e Alma, a mãe (em especial desses dois últimos), a união é palpável.

Quarto, há um lado misterioso no personagem que...
Sem dúvida, a gente começa a série querendo conhecer mais dele e termina com aquele gostinho de que só se conheceu o que ELE deixou ser revelado. Essa é a grande sacada de Paolo, ser misterioso até o fim.

O ritmo é bom, calmo, com revelações no momento certo. Como dito, não é erótico, ainda que contenha uma ou outra cena mais quente.
Os personagens secundários deixam um gostinho de quero muito mais disso tudo. Assim como em DOM, a gente quer saber mais sobre os irmãos Marshall, aqui, a gente quer conhecer o quieto e competente Eugene.
Não tem cliffhanger.
O ideal é que a leitura da série seja feita na ordem de lançamento para que a emoção final seja completa.

Quem procura uma série que envolva família, com romance e final feliz, esta é sua trilogia.
Sem dúvida foi uma ousadia da autora lançar uma trilogia num único mês. Os leitores não tiveram de esperar muito pelo desfecho de tudo, o que agradecemos, e, de quebra, fomos apresentados à beleza de Gênova (lugar não mencionado nos costumeiros romances contemporâneos).
Agora, é esperar se os Bastillis vão render mais algum fruto...


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