segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Alexandra Hawkins - Waiting for an Earl Like You (Masters of Seduction #3)





Ficha técnica: Waiting for an Earl like You 
Autora: Alexandra Hawkins
Editora St. Martin's Paperbacks
Lançamento original: 03/janeiro/2017
Lançamento BR: ainda não
352 páginas
33 capítulos
POV: terceira pessoa
Gênero: Romance de época; Chick Lit

Protagonistas: Justin Reeve Netherwood, Conde de Kempthorn - "Thorn"; Gideon Netherwood; Miss Olivia Lydall; Mathias Rooke, Marquês de Fairlamb - "Chance"; Antoine Rolland Sevard, Duque de Rainbault e Príncipe de Galien; Christian Lyon, Visconde Bastrell - "St Lyon"
Local/ano: Inglaterra/1817

"O AMOR NÃO É SEMPRE O QUE PARECE...

Justin Reeve Netherwood, conde de Kempthorn - mais conhecido como Thorn - nunca se importou muito com a filha do vizinho. Mas seu irmão gêmeo, Gideon, fez amizade com a selvagem, imprudente e totalmente inapropriada na juventude, Srta Olivia Lydall, e os dois sempre foram chegados. Assim, quando Olivia encontra-se em um estado de conflito romântico e procura Gideon para um conselho, ele fica feliz em ajudar. Único problema: o homem com quem Olivia fala é Thorn. E agora é tarde demais para ele contar a verdade a Olivia ...

Thorn sempre acreditou que Olivia estava muito afetada por Gideon, para seu próprio bem. Então, qual é o mal em afastá-la dele? Mas a charada de Thorn resulta ser qualquer coisa, menos inofensiva, uma vez que ele começa a ver Olivia com outros olhos: Uma mulher cheia de espírito e paixão ... e alguém que ele não pode viver sem. 
Mas como Thorn pode reivindicar o coração de Olivia quando sua conexão profunda - e desejo ardente - é construída em cima de mentiras e engano?"



Continuação da série - Livro #1 > resenha

Festa de boas-vindas oferecida ao filho pródigo Gideon Netherwood, mas este havia desaparecido em meio a tantos convidados.
Seu irmão mais velho, gêmeo e herdeiro do marquesado, Thorn, fora incumbido pela mãe em encontrá-lo. Gideon é encontrado num romântico passeio de barco no lago da propriedade, em companhia de um bela jovem.
A princípio, Thorn não consegue discernir quem é a moça, mas depois que o barco se aproxima, ele vê que se trata da jovem Olivia Lydall, vizinha deles ao norte, e desde muito nova passava as tardes em Malster Park.

Olivia era seis anos mais nova que os gêmeos. Sempre se sentiu mais chegada a Gideon e ficava um tanto nervosa perto de Thorn. Ele a intimidava.

Como mais velho, mesmo que só por poucos minutos, Thorn se sentia mais cobrado pelo pai. Ficara ressentido quando seu irmão, anos antes, decidira partir em busca de sua própria fortuna - e conseguiu -, e saber que Olivia preferia Gideon a ele só aumentava a lista das coisas que o deixavam chateado.
Quando num rompante, Gideon comenta perto de Olivia que em breve partiria novamente, mas se recusa a explicar quando e por que faria isso para o irmão, Thorn decide descobrir os planos de Gideon, e ele tinha certeza que pela amizade de longa data do irmão com Olivia, ela deveria saber de tudo.
O plano? Aproximar-se dela fazendo-se passar por Gideon e arrancar-lhe qualquer informação.

Era sabido que os gêmeos eram tão idênticos que até mesmo a mãe os confundia, ainda em adultos. Apenas uma pessoa mais atenta veria que a personalidade deles era bem diferente. Enquanto Thorn era todo austero e levava tudo de forma muito certinha, Gideon fazia piada de tudo.

A partir da primeira vez que Thorn põe em prática seu plano, suas emoções começam a ficar confusas.
Ele começa a recordar das outras vezes que sentira algo parecido em relação a Olivia, e do primeiro beijo que trocaram quando ele estava prestes a viajar. O problema era que ela pensara ter beijado Gideon, e não Thorn.

O lado protetor de Thorn, e de Gideon, fala mais alto quando eles ficam sabendo que Olivia estava vivendo uma situação vexatória em casa. 
Seu pai, o barão Dewick, estava noivo da Condessa de Grisdale, uma mulher oportunista, viúva, que fazia questão de viver pontuando os defeitos de Olivia e do quão desajeitada ela era para conseguir um bom partido. Para evitar brigas em casa, já que em breve Nann Mathews seria sua madrasta, Olivia ouvia calada os absurdos da dama em questão, mas isso não impedia que ela se sentisse magoada; e mais ainda que os irmãos gêmeos entrassem em sua defesa.

Ao mesmo tempo, Thorn era o alvo certo de Lady Millicent Atson, vizinha da propriedade ao sudoeste, e que queria de qualquer maneira casar com alguém com título. Millicent cobiçava ser marquesa, título que Thorn herdaria com a morte do pai.
Millicent faria qualquer coisa para conseguir isso, inclusive colocar Thorn numa situação comprometedora.

Olivia é convidada pela marquesa, mãe dos gêmeos, a acompanhá-los mais cedo para ir à temporada em Londres. Isso, sem querer, ajuda Thorn em seu plano de ação. Mas também faz com que Millicent se sinta ameaçada.

Os irmãos passam a brigar por causa de Olivia.
Será que Gideon era apaixonado por ela?, Thorn se perguntava. Mas ele já havia decidido que queria Olivia para ele. Ele só precisava arrumar um jeito de fazê-la ver que ele era a melhor escolha para ela. E numa série de acontecimentos que começam a fugir ao controle, Thorn e Olivia são pegos numa situação comprometedora (tudo o que Millicent queria com ele!!) e o pai dela os obriga a casar.
Entretanto, para Olivia, havia um outro provável candidato: O Sr. Chauncey, com quem ela compartilhava seu amor por botânica.

O noivado é anunciado.
Thorn tem de lidar com a ira do irmão; a inveja de Millicent; os problemas familiares de seu primo Fairlamb e um inesperado caso de vingança que poderia fazer com que ele perdesse Olivia para sempre...



Já havia lido outros romances de época com gêmeos, mas este é o primeiro em que os irmãos parecem disputar a mesma mulher.
A amizade que começou na infância, deixa um tanto nublado as reais intenções de cada um deles.
Olivia sempre se sentiu à vontade na propriedade do marquês. Sua amizade com Gideon sempre foi mais notória, e isso ressentia um pouco Thorn.
Conforme foram crescendo, Thorn se afastou cada vez mais de Olivia.
Quando os gêmeos foram para Eton e depois para a faculdade, Gideon sempre manteve contato por cartas. Thorn só conseguiu dela o beijo roubado, mas mesmo assim, ela pensara ter sido Gideon.

Outros beijos roubados vieram a acontecer e a cada um deles Thorn se sentia com mais vontade de que ela fosse dele. Mas como fazer com que Olivia entendesse isso? Além disso, ele havia feito, pelo menos nas primeiras vezes, se passando por Gideon e isso com certeza iria enfurecê-la.

O romance deles, ainda que confuso, até que se desenvolve bem, mas para mim o ponto mais irritante da história era a situação entre Olivia e Grisdale. A mulher era intragável e o silêncio de Olivia, não querendo aborrecer o pai, já estava me deixando nos cascos.



Como enredo secundário temos a situação envolvendo Fairlamb e sua esposa, Tempest (livro #2, ainda não resenhado).
Na realidade, a situação era da família de ambos.
Veja bem, o Duque de Blackbern e o Marquês de Norgrave (livro #1) que eram muito amigos, acabam por tornarem-se inimigos por causa de uma mulher. A inimizade acompanhou as futuras gerações. E agora, Fairlamb era filho de Blackbern e Tempest era filha de Norgrave. Entendeu a saia justa?  E dentro dessa guerra, Olivia e Thorn acabam sendo "respingados" de alguma forma, em especial quando algo acontece dentro de um dos clubes de cavalheiros mais nefastos de Londres, o Acropolis.

Muitos personagens interessantes - os amigos de Thorn e Gideon (Rainbault e St Lyon, que ainda buscam o seu final feliz); ótimo ritmo e sem cliffhanger.

Como dito em outra resenha, a autora consegue trazer um romance de época com ingredientes um pouco mais picantes do que os usuais. Uma mudança boa para quem curte o gênero, mas está enjoado dos mesmos tipos.




*Gravura/capa > Jon Paul Ferrara.
**ARC cedido pela editora, através do NetGalley, em troca de uma resenha de opinião honesta.

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