sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Meg Cabot - Victoria e o Patife




Ficha técnica: Victoria e o Patife (Victoria and the Rogue)
Autora: Meg Cabot
Editora Galera Record
Lançamento original: 2004
Lançamento BR: 2017
210 páginas
18 capítulos
POV: terceira pessoa
Gênero: Romance de época; Chick Lit; Young-adult

Protagonistas: Victoria Arbuthnot; Lord Hugo Rothschild, 9° Conde de Malfrey; Jacob Carstairs
Local/ano: Gibraltar; Londres/1810

"Criada pelos tios na Índia, Victoria é enviada a Londres aos 16 anos para conseguir um marido. Mas é na longa viagem até a Inglaterra que a jovem encontra o amor, na figura de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. Tudo estaria ótimo se não fosse a insuportável interferência do capitão do navio, Jacob Carstairs. Por que ele não pode confiar na escolha de Victoria? Por que ele não a deixa em paz? Estaria Hugo escondendo algo?"


O navio Harmony atravessava o oceano a caminho da Inglaterra.
Nele, Victoria, uma jovem de 16 anos, filha do duque de Harrow, havia sido despachada por seus três tios solteirões para tentar encontrar um marido.

Desde muito pequena, Victoria vivia com seus tios em Jaipur, na Índia. Quando seus pais foram visitá-los, ela e os pais pegaram malária. Seus pais não resistiram, mas ela sim, e ficou morando com eles.
Desde seus cinco anos Victoria já mostrava ter uma personalidade forte, mas naquela época tudo era considerado uma "gracinha". Mas conforme ela foi crescendo, tomou para si a responsabilidade de cuidar dos tios e ela o fazia com mãos de ferro.
A casa que ela administrava era impecável. Seu jeito autoritário de ser fazia com que tudo ocorresse da melhor forma possível.
Os tios só se deram conta do perigo que ela havia se tornado quando ela fizera um comentário de que um deles deveria se casar com uma senhorita que agora ela sequer se lembrava do nome. Com isso, despecharam-na no próximo navio, tendo o Capitão White e esposa como seus chaperones ao longo da viagem e para ficar na casa dos tios Gardiners. Beatrice Gardiner era irmã da mãe de Vic, Charlotte.

Os tios haviam feito uma aposta de que Vic só conseguiria uma proposta de casamento quando já estivesse há 1 ano na Inglaterra.
Mas, surpresa das surpresas, Vic recebeu uma já na viagem.

O conde de Malfrey conheceu Victoria durante a viagem e ficou encantado por ela.
Há algum tempo ele vinha tentando encontrá-la sozinha para fazer-lhe o pedido, mas magicamente sempre que estavam juntos, o Sr. Jacob Carstairs aparecia para atrapalhar.
E na noite do pedido também aconteceu, mas já cansada de ver Jacob se esgueirando para ficar perto dela, e pior!, implicando com ela chamando-a na frente de todos de Miss Bee (Senhorita Abelha), Vic decidiu aceitar o pedido de casamento.

O então noivo desceria em Lisboa, a negócios, enquanto ela seguiria para a Inglaterra.

Ao chegar no porto em Londres, Vic não gostou nada do que viu. A cidade estava sempre nublada, o porto era imundo e o mau cheiro imperava.
Isso sem contar que ao reencontrar seus tios, ela tomou um susto.

Rebecca, filha mais velha dos Gardiners, era um ano mais velha que Vic e elas não se viam desde o fatídico dia em que os pais de Vic morreram e seus tios partiram da Índia, com a filha, achando que Vic teria o mesmo fim, e fugindo da doença.
Mas ao chegar na casa dos tios, Victoria se depara com uma casa grande mas que parecia pequena para tantos habitantes: 2 tios, 9 crianças, 1 mordomo, 1 cozinheira, 1 arrumadeira, 2 empregadas, 1 babá, 1 motorista, 1 rapaz do estábulo, 4 cães, 3 gatos, coelhos, furão e periquitos.
Além de superpopulosa, o serviço da casa era precário. As crianças não eram orientadas a terem tarefas ao longo do dia, a arrumação era fraca e a comida intragável. Ótimo terreno para Vic colocar em prática suas aptidões de organizadora.

No entanto, o lado ruim - para ela - era ter de lidar com a presença quase constante do Sr. Carstairs.
Isso se dava porque Jacob e o tio dela tinham negócios juntos, assim, Jacob tinha livre acesso à casa.

Os embates entre os dois eram constantes. Diferente dos outros, Jacob não se rendia a ela concordando com tudo que ela falava, muito menos se comportava como os pretendentes, declamando a beleza dela. Ele a provocava, ele a criticava, e vivia tentando convencê-la de que Malfrey não era um bom partido para ela porque só estava interessado na herança dela.

Vic respondia na mesma moeda e chegou até ao ponto de fazer a prima perder o interesse por Jacob apresentando-a a outro cavalheiro, Charles Abbot.

A bem da verdade, Rebecca tenta mostrar à Victoria que ela e Jacob davam todos os indícios de que estavam se apaixonando, mas Vic não quis acreditar.

Preocupada com o que Jacob lhe contou, sobre o interesse de Malfrey ser só financeiro, Vic testa o noivo e infelizmente ele comprova a teoria de Jacob.
Vic termina o noivado, mas não imaginou que isso não lhe facilitaria a vida, nem para conquistar Jacob, muito menos para se livrar dos caça-dotes.

"Eu acho que seria mais excitante ser casada com alguém
que não precise de você, mas apenas...que a queira"


Gente, nem pense em encontrar uma menina toda recatada, tímida e obediente. Victoria não é nada disso!
Ela tem apenas 16 anos... E antes que digam: "nossa! Ela é nova demais!", lembre-se que naquela época era normal a moça casar-se muito jovem.
A grande diferença aqui é que Victoria já era dona do próprio nariz.

Os pais morreram há muitos anos e ela não precisou esperar completar 21 anos ou se casar para ser dona da própria fortuna.
Sempre cheia de opinião e muito controladora, ela tinha a mania de organizar por onde andava. Primeiro foi com seus tios solteirões, depois, com seus tios na Inglaterra. Sob suas mãos, a casa dos Gardiners passou a funcionar como um relógio.

Claro que por conta de sua imaturidade, ela também tomava decisões impulsivamente, como foi na ocasião em que Malfrey lhe propôs casamento e ela aceitou mais para irritar Jacob.
Depois disso, mesmo sabendo que Malfrey não estava com as finanças em dia - avisada pela prima -, ela não desistiu dele, achando que ela deveria ir aonde era mais necessitada.

Jacob não era o pretendente usual.
Ele não fazia alarde, mas era extremamente rico. O navio Harmony fazia parte da empresa dele.
Ele não tinha título, mas era bem recebido pelos nobres.
Sua sinceridade e seu jeito despojado faziam Vic ter alergia. Ele não a bajulava. Ele falava o que lhe vinha à cabeça e, principalmente, mesmo quando deixou claro a ela seu interesse, ele fez um pedido diferenciado e não o faria duas vezes.

Victoria teria de assumir seus sentimentos e ceder que dessa vez ela teria de ir atrás dele.

Os personagens vivem às turras. Os diálogos são engraçados.
Victoria lembra bem mais uma das personagens de Georgette Heyer do que uma de Jane Austen.

O ritmo é muito bom. Por ser young-adult, não espere qualquer cena sexy. Sem cliffhanger.
Gravura > Jon Paul Ferrara.

a autora



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