Eloisa James - Um Beijo à Meia-noite (Contos de Fadas #2)



Ficha técnica: Um Beijo à Meia-noite (A Kiss at Midnight)
Autora: Eloisa James
Editora Arqueiro
Lançamento original: 2010
Lançamento BR: 2017
320 páginas
Prólogo + 41 capítulos + Epílogo
POV: terceira pessoa
Gênero: Romance de Época; Chick Lit; New Adult

Protagonistas: Srta. Katherine - Kate - Daltry e Príncipe Gabriel Augustus Frederick William Von Aschenberg of Warl-Marbug-Baalsfeld
Local/ano: Londres; Lancashire, Inglaterra; Cartago/1813; 1817

"Kate Daltry é uma jovem de 23 anos que não costuma frequentar os salões da alta sociedade. 
Desde a morte do pai, sete anos antes, ela se vê praticamente presa à propriedade da família, atendendo aos caprichos da madrasta, Mariana. Por isso, quando a detestável mulher a obriga a comparecer a um baile, Kate fica revoltada, mas acaba obedecendo. 

Lá, conhece o sedutor Gabriel, um príncipe irresistível. 
E irritante. 
A atração entre eles é imediata e fulminante, mas ambos sabem que um relacionamento é impossível. Afinal, Gabriel já está prometido a outra mulher – uma princesa! – e precisa com urgência do dote milionário para sustentar o castelo. Ele deveria se empenhar em cortejar sua futura esposa, não Kate, a inteligente e intempestiva mocinha que se recusa a bajulá-lo o tempo todo. 

No entanto, Gabriel não consegue disfarçar o enorme desejo que sente por ela. Determinado a tê-la para si, o príncipe precisará decidir, de uma vez por todas, quem reinará em seu castelo."


É stand alone, e faz parte da série Contos de Fadas > livro anterior > resenha


Este romance é baseado no conto de fada de...








Contei a história toda, posso parar por aqui?



Que nada! Senta que o babado é longo.

Kate Daltry perdeu o pai há sete anos.
A propriedade deixada para a madrasta, já que o Sr. Daltry morreu um pouco depois de ter se casado novamente e não fez testamento, estava em ruínas porque a madrasta, Mariana, estava mais preocupada em gastar com roupas, tanto para ela quanto para sua filha, Victoria, do que mantê-la como nos tempos áureos.

Victoria era considerada uma beldade, com pele de porcelana e um corpo curvilíneo. Mas a menina era bem saidinha para as moças de seu tempo e estava grávida de seu namorado, Lorde Dinsdale (detalhe: ele tinha apenas 18 anos, sendo mais novo que ela, que tinha por volta de 24).
Eles diziam-se apaixonados, e quando ele descobriu que ela estava grávida, imediatamente a pediu em casamento. Mas como ele vinha de uma família de nobres, com muitos príncipes no currículo, a mãe dele fazia questão que ele tivesse a bênção de um de seus tios príncipes.

Exatamente na época em que Victoria deveria ser apresentada ao príncipe, ela sofre um acidente com o cachorro (melhor nem dizer aqui que tipo é...) e fica com a boca inchada.
Jamais ela se apresentaria assim.
É quando a má-drasta insiste que Kate, da mesma idade e bem parecida com Victoria, assuma o seu lugar na visita ao castelo do príncipe.

Kate estava acostumada a tomar conta da propriedade. Cuidava da contabilidade, das compras, fazia suas viagens a cavalo, estava com a pele queimada pelo sol e muito magra. Ela nunca conseguiria se passar por Victoria, conhecida por sua beleza estonteante.
Só que havia um fator que até então Kate não sabia: Victoria era, de fato, meia-irmã de Kate.




O safado do pai de Kate havia se casado com a mãe dela meio que "comprado". Ainda que tivessem se apaixonado depois, a beleza de Sr. Daltry não lhe "permitia" ser fiel e ele manteve Mariana como amante durante todo aquele tempo.
Não bastava Kate ter perdido a mãe tão cedo, ter perdido o pai, ela ainda teve que amargar a descoberta de que o pai era um safado.

Mas ela foi fazer o que a madrasta mandou, e partiu ao lado do namorado da meia-irmã.

No castelo do príncipe Gabriel, o primeiro encontro deles, um tanto rápido, não deu para que se simpatizassem. O pouco que Gabriel viu dela, não a achou nada bonita (ainda que já tivessem espalhado o boato de que ela ficara doente uns dias antes para justificar a diferença entre as duas).
Por sua vez, Kate precisaria usar uns seios de cera e perucas porque o seu cabelo - que era sua arma secreta - era muito mais longo e bonito do que o de Victoria. Ou seja, desconforto total.

Tudo deveria acontecer rápido. Ela seria apresentada ao príncipe, iria embora com sua bênção e Victoria e Algie seriam felizes para sempre.
Mas...



Príncipe Gabriel precisava de uma noiva herdeira com máxima urgência.
De verdade, ele teria uma muito em breve, russa, que ele nunca tinha visto, arranjada por seu irmão mais velho, Augustus.

O castelo no qual vivia era habitado por todos os parentes expulsos por Augustus (olha ele aí, aprontando de novo!), em Marburgo, que havia se tornado um ferrenho defensor da ordem e bons costumes e expulsou de lá todos que não comungavam com suas regras. Isso quer dizer, quase todo mundo. 
Gabriel sentia-se na obrigação de cuidar de todos.

Se ele tivesse que se casar com uma herdeira, pelo menos que fosse com alguém que conhecesse e desejasse. 

Eu disse DESEJO, não AMOR.

Quando ele fica sabendo que seu sobrinho estava para trazer uma noiva herdeira, Gabriel pensa seriamente em roubar a noiva do parente. Mas ao conhecê-la, mudou de ideia. Mas daí, mudou de novo, porque apesar da aparência não ser a beleza estonteante que declamavam, ela era espirituosa, inteligente, rápida em suas respostas...e entendia de chiqueiro como ninguém. E enquanto a noiva russa não chegava, por que não brincar com a inglesa?

E começa a caça...



Gabriel não podia ficar a sós com Kate/Victoria que já queria agarrar. E mesmo que ela, a princípio, fugisse dele, como resistir ao charme daquele homem lindo e bronzeado, com conversa inapropriada, mas que se importava com a família e empregados, tinha um zoológico em casa e o sonho de viajar como arqueólogo?

Esperto como era, Gabriel logo descobre que Kate não era Victoria. Isso só o deixou mais determinado a conquistá-la.
Mas Kate sabia que era algo provisório. Ele precisava de uma herdeira. A noiva dele estava a caminho para chegar a tempo do baile.

Ela nunca poderia concorrer com a beleza, a delicadeza, o charme - e fortuna - de Tatiana (ainda que sua madrinha - de batismo, não fada - insistisse que lembrava de algo que o pai de Kate dissera sobre a filha ter herdado um dote pelo lado da mãe que ele nunca teria acesso. Porém, Kate tinha certeza que esse dinheiro já havia sido dilapidado pela má-drasta). No entanto, eles poderiam ter uma noite de amor e ela poderia ter um baile para chamar de seu.
E no final deste, ela partiria...

E ficaria "de bode"...



Daí, você pergunta: rola o sapatinho? Ele dá um jeito de ir atrás dela? Tem final feliz?



Acredite, mesmo tendo os elementos do famoso conto de fadas, há tantos outros detalhes que chegam a dar um nó. 
A autora conseguiu mesclar a fantasia com a fofocada normal que acontecia na sociedade daquele século, e ainda dar um toque mais ousado, principalmente porque o príncipe em questão, e sua corte, não eram da Inglaterra, por isso tinham uma forma mais ousada de agir.
Mas tem bate boca, confusão, fofoca, além do romance característico.
E sobre magia e fada madrinha que é mulher, mas prefere ser chamada de Henry...



Leia e divirta-se.
4 estrelas.

*LIVRO cedido pela editora, em parceria, em troca de resenha de opinião honesta.

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