sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Feliz (Livro) Novo!!! Feliz 2012!!!


domingo, 25 de dezembro de 2011

Em ótima companhia!

Me dê livros de presente!!!!!



O meu hino deu resultado. Ganhei vários títulos, fora aqueles que eu já havia adquirido e ainda não tive chance de ler.
Amadorei!!! To em ótima companhia pra começar 2012.






Um ótimo fim de ano a todos. E muitos, muitos livros!!!!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal!!!!


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Livros que nos emocionam # 1


Já parou pra pensar na citação acima?
Ler é diversão. É também cultura, mas não aquela acadêmica, obrigatória. Ler é uma viagem astral.
Para que e por que ler um livro chato? Ok se você está lendo-o por conta de uma disciplina escolar, fazer resumo, prova, aquele blá blá blá ACADÊMICO. Mas se você o está lendo por escolha, então, ESCOLHA!!!!

Esta semana uma pessoa querida enviou-me a seguinte definição de um bom livro:

" Livro bom é aquele que tira o sono, que nem paixão. 
Você acorda pensando nele, quer saber o que ele tem nas outras paginas, 
e fica furiosa quando alguem interrompe seu momento com ele. 
Livro bom leva você ao climax de uma paixão. 
Mexe com todas as suas emoções e mesmo quando acaba, 
você nunca mais esquece dele. 
Tudo bem, defini o homem da sua vida, 
mas foi a melhor comparaçao que encontrei."

E não é que é verdade?
Baseada nisso resolvi listar os livros que me marcaram. Aqueles que de alguma maneira fiquei com pena quando terminei de ler, que fiquei pensando por dias, que comentei sobre eles com outras pessoas, que quis compartilhar as alegrias ou angústias vividas durante aqueles dias de leitura.
Quem sabe isso te inspire a criar a SUA lista, a reviver aquelas emoções e sorrir com cada lembrança. O ano está acabando. Vale a pena reviver boas emoções...

1. A Menina que Roubava Livros ~ Marcus Zusak ~ Intrínseca

Durante a Segunda Guerra Mundial Liesel viveu todos os horrores possíveis: a fome, a morte de familiares, as privações, os maus tratos. Até que ela encontra os livros. Tudo muda. Ao longo da narrativa ela rouba quatro livros, e cada um tinha um significado. Conforme a menina vai crescendo e entendendo  tudo que ocorre a seu redor, só a leitura lhe traz paz.
Não há como não se envolver com a história. Reviver os horrores do nazismo, da fome, do extermínio em massa, da perda. Um livro que me levou a chorar e a sorrir. E a encantar.
Prepare-se porque a Dona Morte será o seu anfitrião nessa viagem.

2. Terapia do Chocolate ~ Cathy Lamb ~ ARX

Um vestido de noiva pendurado e largado numa árvore na beira da estrada dá início à história de Julia. Sua vida carregada de abusos e sofrimentos, encontra a paz numa pequena cidade do interior, na casa da tia Lydia. E o chocolate, companheiro nas horas difíceis, torna-se seu cartão de visita à sua recuperação.
O típico caso de dar a volta por cima. Quando a gente pensa que não tem mais saída, uma luz fraca põe-se a brilhar no fundo de alguma coisa. Mais do que atrair os verdadeiros chocólatras à leitura, o romance contemporâneo traz uma lição de vida e desperta uma palavra muito esquecida: ESPERANÇA.

3. Ransom ~ Julie Garwood ~ Pocket Books Fiction

Guerreiros das Terras Altas ajudam-se mutuamente a desvendar um mistério. Um romance medieval, digno de cinema, com paisagens paradisíacas, diálogos engraçados e enredo bem feito. Uma pena que até o momento não existe esse livro editado por alguma editora no Brasil, apesar de a autora ser bem conhecida por aqui.
Bom para quando a gente (nós mulheres) precisa sair um pouquinho da realidade e fantasiar com o príncipe encantado. Um pouquinho de fantasia faz bem à saúde, viu, rapazes?

4. A Maldição do Tigre ~ Colleen Houck ~ Arqueiro

Um livro novíssimo. Uma série que está apenas começando.
Um príncipe indiano amaldiçoado e preso a um corpo de tigre. Para quebrar a maldição é preciso solucionar uma série de charadas, viajar a terras distantes e mágicas, acreditar no inacreditável.
É um daqueles livros em que você VIVE cada cena.Não só porque a autora descreve-as muito bem (o que é fundamental), mas porque você realmente quer saber o próximo passo a seguir.
Até agora mais quatro livros estão certos de serem lançados. Nas mãos de um diretor competente, daria um filme e tanto.

5. Mutação ~ Robin Cook ~ Record

Eu sei que "COMA" é bem mais famoso, mas o meu preferido é esse. Ciência, tecnologia e horror se misturam nesse enredo. E mais, um fator surpresa ocorre no final deixando tudo mais eletrizante. Se levado a sério, arrepia saber que algo desse quilate pode estar ocorrendo no submundo da área científica.

6. Encantos do Jardim ~ Sarah Addison Allen ~ Rocco

Mulheres feiticeiras? Ao longo dos séculos o conhecimento feminino a respeito das ervas medicinais foi considerado bruxaria, e muitas morreram por ousar ajudar os outros. Na família Waverley não era diferente. As mulheres e seus dons especiais assustam e encantam todos na pequena cidade de Bascom.
Amizade, solidariedade, reencontros, buscas são trazidos à baila nesse romance. E uma personagem muito fofa, e diferente, faz o maior sucesso na história. Adivinhe de quem falo....

7.  O Pão da Amizade ~ Darien Gee ~ Lua de Papel

Mais uma personagem chamada Julia é socorrida graças à amizade. E através de uma receita de pão. O pão famoso, que deve ser partilhado com outros, conhecidos ou não, faz o milagre de juntar mulheres fortes (ou pelo menos ajudá-las a se verem fortes) para resolverem seus conflitos mais secretos.
O personagem principal, o pão é claro, costura a trama e nos faz querer, mesmo que à distância, participar. E como seria isso? Assando o pão, ora bolas!!!
Vem com receitas e dicas de como partilhar.
Leia de coração aberto. O livro não te julga e ainda te ajuda.

Depois volto com mais livros que me emocionaram.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Geneen Roth - Mulheres, Comida & Deus



Sim, somos gulosas!!!


Ficha técnica: Mulheres, Comida & Deus (Women, Food and God)
Autora: Geneen Roth
Editora Lua de Papel
Lançamento original: 2010
Lançamento BR: 2010
190 páginas


Um bom livro tem a capacidade de nos colocar pra cima...ou pra baixo. Ele nos faz querer experimentar coisas, sejam novas ou aquelas das quais nunca prestamos atenção anteriormente ~ mais ou menos o que reclamei na postagem anterior.
Sou um tanto avessa a determinados títulos de livros. Esse foi um dos casos. Mas aí, comecei a ler boas críticas (sem ser aquela melação de enjoar o estômago e causar cáries como vista em certas chick lit) e o ponto alto foi: este livro foi recomendado pelo Clube do Livro da Oprah. Nesse caso meus olhos abriram mais e a curiosidade bateu legal. E vou dizer, não me arrependi.


A começar, cada vez mais me apaixono pelas publicações da editora Lua de Papel. O cuidado com que eles têm na edição final de cada livro é um luxo. E a capa desse livro, parece meio que papel reciclado, mas em auto relevo, uma graça!! (sim, a gente compra livro pela capa).
Depois, o assunto em si.
Dá pra acreditar  o quanto as mulheres usam a comida para esconder a verdadeira natureza de seus sentimentos? Não, amigo, não usamos a comida APENAS para nos alimentar. É muito pior que isso. Comemos na maior parte das vezes para disfarçar, aplacar, culpar, menosprezar a nós mesmos ou os sentimentos.
Mulher é bicho complicado, eu sei....

O livro é milagroso? De jeito nenhum!!!
É auto ajuda? Para algumas sim.
Tem lógica? Totalmente.
E não, apesar do título, nem pense que a autora quer te catequizar. Leia com a mente aberta. Faça sua introspecção. Não julgue, não aponte, não ignore. Seja sincera (afinal, estamos falando de você mesma). E sim, coma. Coma com prazer, coma sem culpa e acima de tudo, coma quando estiver com fome.
Mas....Você tem fome de quê?

#leituranossadecadadia:

  • Lisa Kleypas - [Apostadores 02] Sonhando com você
  • Merline Lovelace - Sedutor dos Mares (Nova Cultural)
  • Lynn Kurland - O Presente dos Natais Passados
  • Carol Lynne - Nunca Muito Velho

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Tilar J. Mazzeo - A Viúva Clicquot


Ficha técnica: A Viúva Clicquot: a história de um império do champanhe e da mulher que o construiu (The Widow Clicquot)
Autora: Tilar J. Mazzeo
Editora Rocco
Lançamento original: 2008
Lançamento BR: 2009
302 páginas


O título em português já diz tudo. É a história da fundação do famoso champanhe Veuve Clicquot. Aos amantes da bebida, um prato (ou seria uma taça?) cheio.
Apesar da pouca documentação a respeito de Barbe-Nicole Clicquot, a autora, muito competente por sinal, fez todas as amarras possíveis para trazer-nos a história de uma mulher a frente de seu tempo. Até havia outras mulheres empresárias naquela época, mas a viúva, como era conhecida, definitivamente marcou o seu lugar no mais alto do pódio.


Uma verdadeira aula de enologia, aos interessados ou somente curiosos quanto ao assunto.
Eu sempre gosto de ler biografias de mulheres arrojadas, aquelas que não tiveram medo de ousar e por isso mesmo hoje são tão famosas.
Entretanto, passando do meio do livro a leitura começou a me incomodar. Eu comecei a verificar quantas páginas ainda faltavam para o final. E isso NÃO é um bom sinal.
Até porque há pouquíssimo tempo, eu li a biografia do perfume Chanel nº 5, da mesma autora, e devorei o livro.
Aí, você diz: é porque você não gosta de champanhe, mas gosta de perfume. ERRADO.
Até tenho perfumes, mas não os uso. E quanto ao champanhe, mesmo eu não sendo fã, o livro deveria fazer exatamente isso: me levar a querer experimentar.
Quando li sobre o Chanel nº 5 comecei a reconsiderar o uso mais assíduo de perfumes. Quando li sobre as lojas Starbucks, passei na mesma semana a frequentar a cafeteria em minha cidade.
O ponto pra mim foi: o livro começou a se perder nos detalhes.Tornou-se cansativo. Terminei a leitura, e até a recomendo, mas sem o meu "uau!!" característico.
Espero que a próxima biografia escrita pela autora volte ao estilo do que foi o Chanel.
Pelo menos pra mim, não gosto quando o livro fica aquém do esperado.
#valeadica

foto do site da autora, tirada na região do champanhe Clicquot


#leituranossadecadadia:

  • Julia London - Um Cavalheiro Perigoso
  • Anne Ashley - Uma Mulher Indomável
  • Anne Gracie - O Cavalheiro e a Dama
  • Deborah Simmons - Lábios de Deusa (Nova Cultural)

domingo, 11 de dezembro de 2011

Pamela Keogh - Você é Jackie ou Marilyn?


Pense rápido: com qual das duas você acha que mais se parece?


Ficha técnica: Você é Jackie ou Marilyn? Veja quem você é e aprenda a ser tão poderosa quanto elas (Are you a Jackie or a Marilyn?)
Autora: Pamela Keogh
Editora Globo
Lançamento original: 2010
Lançamento BR: 2011
293 páginas



Não é um livro biográfico, mas contém várias passagens da vida de cada uma.
Não é um livro de auto ajuda, mas sem dúvida dá dicas de como cada tipo de mulher deve agir se quiser ser como uma das duas divas. Como defini-lo então?

Primeiro de tudo: é divertido. A autora traz as passagens e dicas de forma bem divertida. E tem uns desenhos ao longo da leitura que são um encanto.




É revelador. Você se surpreende com algumas das revelações contidas nele, como por exemplo do pão-durismo de Jackie (com o próprio dinheiro, não com o dos maridos) e com o fato de que Marilyn não era a loura burra que todos pensam. De fato ela adorava ler clássicos e tinha uma baita biblioteca em casa.




É prático. Para aquelas mulheres que realmente querem saber o que elas tinham que nós, pobres mortais, não temos (além de muuuuuuuuito dinheiro e beleza), o livro torna-se um manual de mão cheia, porque a autora transformou-o numa espécie de manual.






Só não o subestime achando que é um livro de mulherzinha. Talvez a capa seja rosa demais, talvez o título pareça até tolo, mas de verdade ele surpreende por seu modo franco.
E não se engane. Mesmo que você nunca chegue perto de um livro como este, você mulher, tem algo de Jackie e/ou Marilyn de qualquer forma. Você pode ignorar ou... tornar o jogo a seu favor.


"Acredito que tudo acontece por algum motivo.
As pessoas mudam para que você possa aprender
a se soltar, as coisas dão errado para que você
possa apreciá-las quando estiverem dando certo,
você acredita em mentiras para que aprenda
a não confiar em ninguém a não ser em
você mesma, e algumas vezes coisas boas
se despedaçam para que coisas melhores
possam ser montadas."
- Marilyn Monroe



#leituranossadecadadia:



  • Lisa Kleypas - [Teatro Capitol 1] Minha Bela Desconhecida
  • Marie Harte - [Storm Lord 1] Fogo Interior
  • Marie Harte - [Storm Lord 2] Debaixo da Superfície
  • Lisa Kleypas [Teatro Capitol 3] Eu Serei

Campanha pró-leitura

Bonita campanha a favor da leitura na infância, para a LITERACY FOUNDATION.
O site pode ser lido em inglês e francês.

Literacy Foundation

www.fondationalphabetisation.org/en/ 





sábado, 10 de dezembro de 2011

Romances de Mulherzinha são Perigosos!!!!


Sherry Argov - Por que os Homens Amam as Mulheres Poderosas?



Olhe bem para todas essas mulheres acima. Apesar de na telinha do cinema elas terem sido representadas por mulheres belas (ou pelo menos bem produzidas), não é exatamente a beleza o que elas têm em comum. Mas o poder. O PODER FEMININO.


Fiche técnica: Por que os homens amam as mulheres poderosas? (Why Men Love Bitches)
Autora: Sherry Argov
Editora Sextante
Lançamento original: 2000
Lançamento BR: 2009
185 páginas




Existem 2 tipos de mulheres: as boazinhas e as poderosas. Este livro foi escrito para ajudar o primeiro grupo.
Há algo errado em ser boazinha? Claro que não. Isso se você sempre quiser passar desapercebida. Ou talvez você queira sempre ser a "melhor amiga", aquela pra todas as horas, com quem sempre se pode contar. Mas na hora de escolher alguém pra arrasar numa festa, aquele seu amigo que você está de olho há séculos, vai escolher uma poderosa.

Livro de auto-ajuda? Talvez. Se ele te ajudar isso quer dizer que você fez um bom investimento ao comprá-lo.
Ele funciona? Como tudo na vida vai depender das circunstâncias, porque você não vai viver ipsis litteris todas as situações citadas no livro. Mas você vai adaptá-las à sua vida e terá  oportunidades de testar cada capítulo.  

mais exemplos de mulheres poderosas

Cada capítulo começa com uma citação, depois vem os exemplos, e a seguir o modus operanti.
Difícil? Não. E acaba sendo divertidíssimo.
Ah! E não pense que você necessariamente precisa ser famosa e rica como as citadas nas fotos acima. Não precisa ter uma beleza de parar o trânsito, se endividar pra fazer todas as plásticas (ou achar que só morrendo e reencarnando), ou ainda ter mais dinheiro do que poderia gastar (ahn? Existe mulher assim?????). A poderosa é assim por sua personalidade, seu gênio, sua meiguice, seus gestos, seu sorriso (bom, nesse quesito, se você for desdentada, desculpe. Mas terá que investir numa dentadura).

Adquira o seu exemplar e experimente por um tempo.
É bem capaz de você gostar do resultado. ;)

#leituranossadecadadia:

  • Lacey Alexander - [Noivas de Caralon1] Cerimônias da Paixão
  • Arazanzu Rodrigues - Uma Estranha Vingança
  • Arazanzu Rodrigues - O Imortal
  • Barbara Cartland - Dívida de Amor (Abril Cultural)

Namore um Cara que lê

Não sei qual dos dois textos foi escrito primeiro...Mas em resposta...







Namore um cara que se orgulha da biblioteca que tem, ao invés do carro, das roupas ou do penteado. Ele também tem essas coisas, mas sabe que não é isso que vai torná-lo interessante aos seus olhos. Namore um cara que tenha uma pilha de três ou quatro livros na cabeceira e que lembre do nome da professora que o ensinou as primeiras letras.

Encontre um cara que lê. Não é difícil descobrir: ele é aquele que tem a fala mansa e os olhos inquietos. Ele é aquele que pede, toda vez que vocês saem para passear, para entrar rapidinho na livraria, só para olhar um pouco. Sabe aquele que às vezes fica calado porque sabe que as palavras são importantes demais para serem desperdiçadas? Esse é o que lê.

Ele é o cara que não tem medo de se sentar sozinho num café, num bar, num restaurante. Mas, se você olhar bem, ele não está sozinho: tem sempre um livro por perto, nem que seja só no pensamento. O rosto pode ser sério, mas ele não morde, não. Sente-se na mesa ao lado, estique o olho para enxergar a capa, sorria de leve. É bem fácil saber sobre o quê conversar.
Diga algo sobre o Nobel do Vargas Llosa. Fale sobre sobre as novas traduções que andam saindo por aí. Cuidado: certos best-sellers são assunto proibido. Peça uma dica. Pergunte o que ele está lendo –e tenha paciência para escutar, a resposta nunca é assim tão fácil.

Namore um cara que lê, ele vai entender um pouco melhor seu universo, porque já leu Simone, Clarice e –talvez não admita– sabe de memória uns trechos de Jane Austen. Seja você mesma, você mesmíssima, porque ele sabe que são as complicações, os poréns que fazem uma grande heroína. Um cara que lê enxerga em você todas as personagens de todos os romances.

Um cara que lê não tem pressa, sabe que as pessoas aprendem com os anos, que qualquer um dos grandes tem parágrafos ruins, que o Saramago começou já velho, que o Calvino melhorou a cada romance, que o Borges pode soar sem sentido e que os russos precisam de paciência.

Um namorado que lê gosta de muita coisa, mas, na dúvida, é fácil presenteá-lo: livro no aniversário, livro no Natal, livro na Páscoa. E livro no Dia das Crianças, por que não? Um cara que lê nunca abandonará uma pontinha de vontade de ser Mogli, o menino lobo.
E você também ganhará um ou outro livro de presente. No seu aniversário ou no Dia dos Namorados ou numa terça-feira qualquer. E já fique sabendo que o mais importante não é bem o livro, mas o que ele quis dizer quando escolheu justo esse. Um cara que lê não dá um livro por acaso. E escreve dedicatórias, sempre.

Entenda que ele precisa de um tempo sozinho, mas não é porque quer fugir de você. Invariavelmente, ele vai voltar –com o coração aquecido– para o seu lado.
Demonstre seu amor em palavras, palavras escritas, falas pausadas, discursos inflamados. Ou em silêncios cheios de significados; nem todo silêncio é vazio.

Ele vai se dedicar a transformar sua vida numa história. Deixará post-its com trechos de Tagore no espelho, mandará parágrafos de Saint-Exupéry por SMS. Você poderá, se chegar de mansinho, ouví-lo lendo Neruda baixinho no quarto ao lado. Quem sabe ele recite alguma coisa, meio envergonhado, nos dias especiais. Um cara que lê vai contar aos seus filhos a História Sem Fim e esconder a mão na manga do pijama para imitar o Capitão Gancho.

Namore um cara que lê porque você merece. Merece um cara que coloque na sua vida aquela beleza singela dos grandes poemas. Se quiser uma companhia superficial, uma coisinha só para quebrar o galho por enquanto, então talvez ele não seja o melhor. Mas se quiser aquela parte do “e eles viveram felizes para sempre”, namore um cara que lê.

Ou, melhor ainda, namore um cara que escreve.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011


Michael Gates Gill - Como a STARBUCKS Salvou a Minha Vida

minha primeira incursão num Starbucks


Ficha técnica: Como a Starbucks salvou a minha vida (How Starbucks saved my life)
Autor: Michael Gates Gill
Editora Sextante
Lançamento original: 2007
Lançamento BR: 2008
191 páginas




Conheça Mike. Um empresário de sucesso do ramo da propaganda. Viagens, carros, casas, amigos famosos e influentes. TUDO PERDIDO. Família, trabalho, bens, plano de saúde, amigos. E pra completar, devido ao caso extra conjugal, descobriu um filho caçula e um tumor cerebral.
Depois de tanta desgraça, nada como entrar numa cafeteria e beber um bom café quente.
Crystal, a mulher na foto acima, gerente de uma das filiais Starbucks, olhou pra ele e ofereceu-lhe um emprego. Começando de baixo. Beeeeemmmmm de baixo. E tudo começou a mudar.

Não falo da mudança óbvia de nível de vida, mas a mudança interna. Lidando com pessoas diferentes, ouvindo o que elas têm a dizer, olhando-lhes nos olhos, mudando opiniões e paradigmas, vencendo preconceitos.
É um livro que nos faz mudar, crescer, sem necessariamente ter essa intenção.
É fácil e rápido de ler, e, no meu caso, não larguei-o até terminar.

Não sou uma habituada a tomar café.De fato, normalmente tomar café me dá dor de cabeça. Mas depois de tanto detalhamento sobre tipos diferentes de café e seu modo de preparo, não resisti e comecei a frequentar a Starbucks na cidade. Virou vício. Não tomo café em casa, mas sempre que vou à cidade tomo um Starbucks.


O ano está terminando. Férias, correria de compras de natal... Se seu tempo de leitura neste ano está terminando, sugiro este livro pra fechar o ano com chave de ouro. Uma leitura rápida, leve (prometo que não tem chororô) e que te remete às resoluções de ano novo que provavelmente você terá que fazer em breve (LOL).
Você pode lê-lo na condução, num recanto do seu lar ou sentado num coffe shopp, saboreando um delicioso café.

"Todo dia é um salto no escuro" ~ frase da compositora Liz Wright,
impressa na lateral de um Short Americano (tipo de café no Starbucks)

#leituranossadecadadia:

  • Nietzche - O anti-Cristo
  • F. Kafka - Um Artista da Fome
  • Martha Gil-Monteiro - Carmen Miranda - A Pequena Notável (Record)
  • Danuza Leão - Na Sala com Danuza (Siciliano)

domingo, 4 de dezembro de 2011

Nora Ephron - Não me Lembro de Nada

Ficha técnica: Não me lembro de nada - e outros papos da idade madura (I Remember Nothing - and Other Reflections)
Autora: Nora Ephron
Editora Rocco
Lançamento original: 2010
Lançamento BR: 2011
141 páginas


"Quando não souber o que fazer, continue nadando". Essa frase lhe parece familiar? Pois é, ela é dita no filme infantil "Procurando Nemo", ao próprio. E entre as andanças desse peixinho, ele conhece a Dory, um outro peixe que vive esquecendo das coisas. EU sou a Dory.
Saio de um cômodo e antes de chegar ao próximo já esqueci o que fui fazer ali.
Velhice? Bom, mal entrei na fase dos "enta". Então, não sei se é a idade ou estresse.
O ponto aqui é que me identifiquei imensamente com a Nora Ephron em seu último livro acima citado. E olha que ela sim já chegou aos 70.

Em pequenos capítulos, o que é uma delícia porque você mal se dá conta que já acabou porque ainda está rindo do que ela contou porque você se vê fazendo o mesmo, ela traz histórias hilárias da própria vida. Velhice, fiascos, receitas, maridos, herança, divórcios e Aruba.
Aaahhhhh!!!! Nem ouse pensar que ela fala sobre Aruba lugar, mas também não vou dar dica do que ela chama aqui de Aruba. Só uma dica: eu NÃO tenho Aruba, mas tenho uma amiga queridíssima que tem.

E se você ainda se pergunta porque citei a personagem do filme infantil, digamos que o Google tem feito um ótimo papel pra nos lembrar desde o assunto sério até o mais insignificante, mas que a gente PRECISA saber a resposta. Ave Google!

Ri alto em momentos nos quais me identifiquei, me entristeci por constatar que a velhice chega pra todos (ou pelo menos deveria) e que não há como escapar de seus sintomas. Fiz minha lista mental do que vou e do que não vou sentir falta. Relembrei lendas familiares. Em suma, curti cada capítulo como se estivesse abrindo uma caixinha de surpresas e não me arrependi de nada que veio à baila.
Um livro pra ler com o coração.



#leituranossadecadadia:

  • Breno Pannia Espósito - O Quarto dos Dragões
  • P.C. Cast & Kristin Cast - Traída (Novo Século)
  • P.C. Cast & Kristin Cast - Escolhida (Novo Século)
  • P.C.Cast & Kristin Cast - Indomada (Novo Século)

Quando só o livro não é o bastante


Gosto de ler. Talvez você diga, é lógico, ou então não teria criado um blog sobre leitura.
A questão é que minha relação com a leitura transcende a simples leitura em si. Ao ler gosto de apreender o máximo possível das histórias, do enredo, dos personagens, dos porques. Não que eu decore os nomes de todos os personagens, ou lugares visitados. Longe disso. Não consigo lembrar nem o nome das pessoas com quem convivo!!!

Tenho uma certa leitura dinâmica.
Ok. Mais do que leitura dinâmica. Eu leio rápido. Às vezes quando estou numa condução e estou lendo, passando as páginas apesar de todo o chacoalhar do transporte, percebo algumas pessoas me olhando e como que pensando "será que ela está realmente lendo?". A resposta é "ESTOU!". Se o livro me cativa então, sai de baixo. Esqueço até de comer.

O que acaba ocorrendo é que por conta disso diversifico minhas leituras. Dois ou três títulos de uma só vez e mais revistas mensal ou semanal.
E acabei me dando conta que eu poderia também utilizar o blog pra comentar algumas dessas leituras extras. Afinal, este blog não tem qualquer contrato com editora. Comento o que quero, dou minha opinião sincera sem temer agradar ou desagradar A, B ou C. Então, por que não comentar artigos interessantes? E é isso que vou fazer.



E pra começar vou citar um artigo que li na revista Claudia (ed Abril) do mês corrente.


Vivemos na era digital. Na era das redes sociais. Hoje em dia quem não tem e-mail, perfil no Orkut, Facebook, Lindken, Google+ e tantos outros sites, não está com nada. É considerado um ET. E essas redes sociais são muito legais. Você se informa, contacta pessoas que moram longe, pessoas das quais você perdeu contato (amigos de escolas, ex-trabalhos...), consegue até ~ alguns sortudos ~ encontrar um grande amor.
Mas até que ponto tudo ali é real?
Fotos de grandes viagens, pessoas sempre felizes, festas de arromba, guarda-roupa de dar inveja, e você do lado de cá da tela pensando "por que não eu?"
Na verdade ninguém quer manter contato com alguém negativo. O pé frio. A gente quer espalhar amizade e positivismo e, pelo menos por alguns intantes, enquanto se posta algo legal e um monte de gente "curte", a gente quer se sentir na crista da onda. Totalmente compreensível.
O que não se pode é confundir por completo realidade de fantasia. Achar que só você está por fora, só você não é feliz.
Rede Social é bom ter. É legal compartilhar com amigos ou não tão amigos assim, seus momentos agradáveis, a piada da hora, um momento emocionante. Mas não leve tudo ali tão a sério.
Eu considero meu Facebook como meu playground. Vou, brinco, posto, curto, comento. Cansei? Beijinho, beijinho, 'té manhã.
Nem tudo é o que parece ser. Tem muito sorriso escondendo lágrimas, muito photoshop, muito brincar de pollyana.
Leia a reportagem e reflita: quem você quer realmente ser. Quem sabe você se surpreenda e (re)descubra o velho ditado "nem tudo que reluz é ouro".

E parabéns ao repórter que soube trazer com tanta elegância um assunto tão atual.

Até a próxima reportagem .

PS: Esta pessoa "curtiu" este assunto. =)