terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Becca Fitzpatrick - Silêncio


Ficha técnica: Silêncio (Silence)
Autora: Becca Fitzpatrick
Editora Intrínseca
Lançamento original: 2011
Lançamento BR: 2011
304 páginas

Normalmente vistos como homens enormes, musculosos, louros, de olhos azuis, os anjos caídos do livro de Becca são bem diferentes. A começar por Patch (ou Jev), cabelos negros, olhos negros, vestindo calça de jeans negra, jaqueta de couro...han han...me desviei do assunto....

A Saga Sussurro (Hush Hush) é direcionada ao público young adult, mas conquistou pessoas de todas as idades. Por uma razão talvez considerada simples: a autora conseguiu reunir na medida certa o drama, o suspense, até um pouco de terror, romance e muito conhecimento histórico. Sim, pode parecer estranho que um livro desse estilo tenha conhecimento histórico, mas para as pessoas que tenham lido sobre questões religiosas, devem ter percebido as muitas citações bíblicas em relação à guerra celestial, por ocasião da expulsão dos anjos dos céus.
E como livro bom é aquele que te redireciona a outras leituras, a saga de Becca Fitzpatrick (outras na mesma época trouxeram temas parecidos, sobre anjos caídos e sendo levados ao posto de anjos da guarda de alguém especial aqui na terra) nos leva à leitura do livro de Enoque (considerado apócrifo pela Igreja Católica e, portanto, expulso da Bíblia oficial).

Na Saga Sussurro há uma guerra sendo travada entre os anjos caídos e os nefilins pelo motivo de os primeiros usarem o corpo dos segundos durante 2 semanas do mês de outubro, num período chamado Cheshvan.
Neste terceiro volume da série, Nora, nossa protagonista, acorda abandonada num cemitério e só depois é informada que esteve desaparecida por 3 meses. E ela não se lembra de nada.
O que aconteceu durante esse período? Onde ela esteve? Quem a sequestrou? 
Tentando buscar a verdade, ela parte juntando as peças, sendo enganada por aqueles que mais ama e confia, a fim de descobrir quem realmente ela é.

De uma trilogia (mais uma!), a autora decidiu deixar o derradeiro final para um quarto livro, entitulado "Finale". Livro este que JÁ ESTÁ escrito.
Resta-nos agora esperar pelo último lançamento; e espero que não demore como ocorreu do segundo para o terceiro. Comecei a ler este sem lembrar de quase nada da história. Só com o passar da leitura fui me situando.
Li-o em poucas horas. Valeu a pena. Agora é partir pro Livro de Enoque e dar uns nozinhos a mais na cabeça.




Os 2 primeiros livros da Saga: "Sussurro" e "Crescendo".

#leituranossadecadadia:

  • Jo Ann Ferguson - A Conquista do Amor (Harlequin)
  • Jo Ann Ferguson - Barco das Ilusões (Nova Cultural)
  • Jo Ann Ferguson - Destinos Marcados (Nova Cultural)
  • Jo Ann Ferguson - Secretas Intenções (Nova Cultural)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Patricia Cabot - A Dama da Ilha


Ficha técnica: A Dama da Ilha (Lady of Skye)
Autora: Patricia Cabot
Editora Essência
Lançamento original: 2011
Lançamento  BR: 2011
320 páginas

Romance histórico.
Determinada, Brenna Donnegal não era uma dama qualquer. Ela queria a todo custo descobrir a causa daquela maldita doença que dizimava a pequena população da Ilha de Skye. Mas havia mais em jogo. Mais do que ajudar aquela gente, Brenna precisava provar um ponto de vista, e faria isso a qualquer custo...

Doutor Reilly Stanton chegou na ilha de Skye para tomar posse de seu novo cargo. E também para provar à sua ex-noiva, que não era uma médico medíocre. Ele não contava se deparar com uma jovem tão obstinada e, ao mesmo tempo, tão linda (por alguma razão ele e os amigos sempre acreditaram que toda Brenna era feia e dentuça...). Quando a doença volta a atacar o povoado, os dois unem forças para salvar a todos, e têm a oportunidade de darem-se uma chance à uma nova vida....


Adoro os livros dessa autora, especialmente quando ela escreve os históricos, mas este não é um dos meus preferidos. A narrativa é obviamente bem contada, prende você desde o início, tem cenas hilárias, mas achei a história um pouquinho fraca. Daria um ótimo roteiro de livro à la séries históricas da BBC. Dela, "A Rosa do Inverno" continua sendo invencível.

#leituranossadecadadia:

  • Lisa Valdez  - Patience
  • Lisa Valdez - Passion
  • Celia May Hart - Me Ensina
  • Carly Phillips - Simplesmente Sensual (Nova Cultural)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Jennifer Kaufman & Karen Mack - Quase Verdade


Ficha técnica: Quase Verdade (A Version of the Truth)
Autoras: Jennifer Kaufman & Karen Mack
Editora Casa da Palavra
Lançamento original: 2008
Lançamento BR: 2011
334 páginas

Difícil um livro escrito a quatro mãos sair coeso. Geralmente cada autor puxa a brasa mais para o seu lado e alguns detalhes são deixados de lado, mas essas duas autoras têm uma afinidade tão grande que a história sempre sai envolvente.

Quase Verdade traça o perfil de Cassie. Viúva, desempregada, perdida na vida, tendo um papagaio como um grande amigo, precisa tomar um rumo na vida. E para conseguir um trabalho, depois de várias tentativas fracassadas, ela mente no currículo. O trabalho surge e com ele, confusão.
Como bem descrito na contra capa, "Quase Verdade é uma delicada e bem humorada história de eventuras e decepções amorosas, sobre a magia da natureza, e, principalmente, sobre a descoberta de que enfrentar seus limites e se tornar a pessoa que você sempre sonhou é tão difícil quanto parece ser."

E sabe qual é a outra delícia no livro? Sugestão de leitura. Ao longo da história, ao trabalhar no meio acadêmico, Cassie se vê abraçada por tantos autores clássicos, tanta sabedoria...não tem como não querer experimentar esses outros livros. "Walden II" de Skinner; "O Livro dos Seres Imaginários" de Borges; "Utopia" de Thomas More, são apenas alguns exemplos de clássicos que pretendo revisitar.

#leituranossadecadadia:

  • Nicole Jordan - O Amante
  • Nicole Jordan - O Guerreiro
  • Nicole Jordan - Amor Cativo
  • Nicole Jordan - Desejo e Engano

Um pedacinho da Felicidade....

É quando o livro que você encomendou há tempos chega!!!!
Livro da Saga ASCENTION, de Caris Roane. Amooooooooooooooooooo....



Mary Balogh - Sagas Bedwyn e O Quarteto


Ficha técnica: Slightly Dangerous
Autora: Mary Balogh
Editora Dell
Lançamento original: 2005
Lançamento BR: ainda não
400 páginas


ROMANCE HISTÓRICO.

Mais uma autora conhecida no gênero romance histórico e muitíssimo premiada.
"Ligeiramente Perigoso" é o oitavo livro da Saga Família Bedwyn, contando a história do Duque, irmão mais velho de uma numerosa família.
Resumo:

A chegada de Wulfric Bedwyn, duque de Bewcastle, à festa campestre por excelência da temporada revolucionou a alta sociedade londrina. É um dos homens mais ricos, poderosos e influentes do reino; também o mais altivo e distante. Mas nesta deslumbrante tarde de verão, enquanto todos os olhares femininos convergem no bonito e arrogante duque, ele só parece ter olhos para a única mulher que de maneira nenhuma quereria chamar sua atenção.
Christine Derrick é imune a seu título e sua posição. Desconcerta-o e o exaspera com sua vitalidade e suas francas maneiras. É absolutamente inadequada para ele. Mas a seu lado, pela primeira vez em sua vida, Wulfric sente que esse muro de frieza e reserva que levantou entre ele e o mundo se começa a rachar.




É interessante notar a dinâmica familiar descrita pela autora. Os irmãos são muito unidos e, a cada história narrada (os 7 livros anteriores contam a história de cada um), o seu fascínio por eles aumenta. E numa sacada de mestre, a autora se utiliza de vários personagens secundários, criando novas histórias, como a de Anne e Sydnam Butler, para a saga O Quarteto, ou mais conhecida como "As Professoras"...

Ficha técnica: Simply Love
Autora: Mary Balogh
Editora Dell
Lançamento original: 2007
Lançamento BR: ainda não 
448 páginas

Segundo livro da saga, é um livro que teria tudo para ser triste. O protagonista, herói de guerra, foi covardemente ferido pelos inimigos  em busca de uma confissão, coisa que ele nunca fez, e, com isso, perdeu praticamente o lado direito do corpo. Teve o braço amputado, o rosto e o lado do corpo queimados e perdeu a vista direita. Ainda assim, Sydnam quis refazer a vida e partiu para longe de sua família, que o tratava como um pobre coitado, em busca de trabalho, dignidade e para fugir das pessoas que o achavam monstruoso.
Triste não? Mas acredite, os Bedwyn aparecem na jogada e tudo vira um tumulto. Nada de pobrezinho. E o livro transmite uma mensagem belíssima de esforço, perseverança e amor.


As sagas (conhecidas pelos grupos) têm os seguintes títulos:

BEDWYN:

  1. Noite de Amor
  2. Momentos Inesquecíveis
  3. Ligeiramente Casados
  4. Ligeiramente Perverso
  5. Ligeiramente Escandaloso
  6. Ligeiramente Sedutor
  7. Ligeiramente Imoral
  8. Ligeiramente Perigoso


O QUARTETO ou AS PROFESSORAS:

  1. Simplesmente Inesquecível
  2. Simplesmente Apaixonados
  3. Simplesmente Mágico
  4. Simplesmente Perfeito
a autora

Fonte 1ª foto: site Jon Paul Studios

Teresa Medeiros - Charming the Prince


Ficha técnica: Charming the Prince
Autora: Teresa Medeiros
Editora Bantam
Lançamento original: 1999
Lançamento BR: ainda não
352 páginas


ROMANCE HISTÓRICO.

Livro 1 da série Contos de Fadas. Traduzido por fãs com o nome "Duelo de Paixões". Resumo:

    "O valente Lorde Bannor de Elsinore necessitava com urgência de uma mulher sensata que cuidasse de seus filhos órfãos e o mantivesse afastado da tentação carnal. Enquanto isso, a jovem Willow sonhava com um príncipe encantado que a libertasse de sua mesquinha família. Ambos contraem matrimônio, mas nenhum dos dois encontra o que procurava. Willow se sente como uma intrusa no castelo, com um aprumado marido que não a quer em seu leito. Logo descobrirá que não é a indiferença o que está no coração do impetuoso guerreiro, a não ser um desejo tão real que acabará por derrubar todos os muros, uma paixão tão ardente que nada poderia apagá-la.

ENTRE O ARDOR DA BATALHA
Aceitar uma oferta de matrimônio era a única maneira que tinha Willow de escapar de sua detestável família. Como ia adivinhar que lorde Bannor, seu bonito marido, já era duas vezes viúvo e pai de uma penca de meninos, legítimos e naturais, dos quais ela teria que cuidar? Decepcionada e ferida, convencida de que não tinha nenhum atrativo para seu marido, Willow se rebela. Com feliz assombro, descobrirá que seu inimigo conta com armas secretas e é capaz de converter a rendição no maior dos prazeres.

E A DOÇURA DA RENDIÇÃO
Lorde Bannor de Elsinore, o mais temível guerreiro da Inglaterra, não sabe como cuidar de seus indomáveis filhos. A única solução é procurar para eles uma mãe, uma mulher sensata que saiba educá-los, mas que sobre tudo não seja para ele uma tentação carnal que o leve a aumentar a família. Decidido a mostrar-se frio e distante, encarrega a seu fiel colaborador de lhe trazer uma mulher adequada... E assim aparece Willow, a jovem mais atraente, sensual e deliciosa que Bannor jamais viu."

O engraçado nessa história é toda a confusão armada pelo fato do protagonista ter filhos demais. Tantos que nem sequer lembra o nome deles. Claro que as crianças são umas pestinhas e precisam de alguém com mais inteligência do que força física para acalmá-los.
Numa tentativa de fazer o pai dar atenção aos filhos, Willow decide juntar-se aos meninos e fazer um motim!
História com muitas cenas engraçadas. Um verdadeiro conto de fadas (ótimo pra sair da mesmice do dia a dia).


Livro 2 da Série Contos de Fadas, "A Maldição do Castelo".

Ficha técnica: The Bride and The Beast
Autora: Teresa Medeiros
Editora Bantam
Lançamento original: 2001
Lançamento BR: ainda não
352 páginas


 Resumo:

"Escócia, 1761. Na pequena aldeia de Ballybliss os aldeãos estão atemorizados. O senhor e seu herdeiro e os cavalheiros do castelo de Weyrcraig, estão mortos e em seu lugar, o castelo foi tomado por um dragão temível que não cessa de fazer pedidos. Só resta uma solução: entregar uma jovem virgem para saciar sua sede de sangue jovem. Entretanto, a única mulher que ainda é virgem na aldeia é a rebelde Gwendolyn Wilder que já completou os vinte e cinco anos. Poderá Gwendolyn acalmar a ira do dragão? Ou cairá nas garras do herói que se esconde atrás do disfarce do sanguinário monstro?
Um dragão com sede de vingança...
Bernard MacCullough retornou a seu castelo em ruínas cheio de ira e ódio. Sabe que alguém da aldeia de Ballybliss traiu a seus pais os levando a morte pelas mãos dos ingleses. Quer encontrar ao traidor e ter sua vingança. Fazendo—se passar por um temível dragão, manteve aos aldeãos afastados do castelo e protegeu sua identidade. Entretanto, quando os homens de Ballybliss  entregam como oferenda uma virgem descarada e roliça, seus planos começam a cair por terra e sente a tentação de se deixar levar pelo desejo de conquistar a sua prisioneira.


Uma virgem disposta a conquistá—lo...
Gwendolyn Wilder sonhou sempre em ver o amor de sua infância: Bernard MacCullough, o herdeiro do castelo de Weyrcraig, o homem para quem reservou secretamente sua virgindade, embora todo mundo o tenha dado como morto. Mas agora que os homens de sua aldeia a entregaram ao temível dragão do castelo está descobrindo que o que deveria ser um monstro horrível é um homem na verdade cheios de atrativos e sensual pelo qual estaria disposta a esquecer a seu amado Bernard."



Mais uma autora desconhecida do grande público brasileiro.
Seus romances históricos já foram premiados, mas por aqui, se quisermos ler algo dela, temos que recorrer às traduções de fãs - o que irrita as editoras. 
Para quem gosta do gênero, é um prato cheio. História consistente, narrativa bem escrita e muito humor. Vale a pena. #amadorei

foto do website da autora




sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Laura James - O Lobo Mau no Divã


Ficha técnica: O Lobo Mau no Divã (Tigger on the couch)
Autora: Laura James
Editora Best Seller
Lançamento original: 2007
Lançamento BR: 2008
254 páginas

O conto de fadas faz parte da nossa vida. Tudo começa quando ainda somos pequenos; ganhamos de nossos pais ou pessoas amigas, livros sobre eles, ou a própria decoração do quarto infantil remete-nos a um dos famosos personagens.
Crescemos lendo ou assistindo a filmes e desenhos sobre Branca de Neve e os Sete Anões, Cinderela, A Bela e a Fera, Pinóquio, Peter Pan e tantos outros. Quando ficamos adultos os contos de fadas já não têm mais o mesmo apelo emocional, mas eis que a indústria do cinema passa a fazer novas versões de velhas histórias. Tudo muito mais tecnológico e sexy, fazendo-nos voltar à velha infância.
A literatura também pega o filão e passa a tentar explicar o comportamento por detrás de cada personagem, seja usando a psicologia, seja a psicanálise. Com isso fomos apresentados a livros como "A Psicanálise dos contos de fadas" e "A Linguagem Esquecida", ambos grande sucesso em época de seus lançamentos.
Anos mais tarde fomos brindados com livros sobre  O Dilema de Wendy ou Complexo de Peter Pan.
Ou seja, já foi tempo em que contos de fadas era coisa de criança.

O livro O Lobo Mau no Divã (na verdade seria "Tigrão no Divã", o famoso tigre saltitante, personagem da história do Ursinho Puff), é uma espécie de dicionário, mini enciclópedia dos transtornos de alguns personagens infantis bem conhecidos, como todos os personagens da Floresta de Cem Acres (Ursinho Puff), Peter Pan e amigos, a Bela e a Fera, Pollyanna (de um clássico infanto-juvenil), Alice e personagens do País das Maravilhas, entre outros.

As explicações são interessantes, mas às vezes um pouco monótonas por fazer parecer ser  mais um livro direcionado aos da área de saúde do que ao público em geral. De qualquer forma acho interessante a leitura não só para os da área de saúde, como para quem trabalha com crianças (educadores).
Se formos fazer "os nove fora", nenhum personagem se salva! Assim como nós, seres humanos, os personagens têm as neuroses e psicoses mais estranhas, mas conseguem conviver perfeitamente em "suas" sociedades.
Salve a maluquice disfarçada!!!!



PS: Um outro livro muito bom sobre o mesmo assunto, mas que considero uma delícia de ler é "Fadas no Divã - Psicanálise nas Histórias Infantis", de Diana L. Corso e Mário Corso (Artmed, 2006). Explanações, curiosodades e capítulos direcionados aos brasileiros, trazendo a psicanálise da Turma da Mônica, além de outros cartoons como Calvin, Mafalda e Snoopy.

#leituranossadecadadia: 

  • Bruno Bettelheim - A Psicanálise dos Contos de Fadas (Paz e Terra)
  • Erich Fromm - A Linguagem Esquecida (Zahar Editores)
  • Robert Darnton - O Grande Massacre dos Gatos (Graal Editora)

Judith McNaught - Whitney, meu amor


Ficha técnica: Whitney, meu amor (Whitney, my love)
Autora: Judith McNaught
Editora Best Bolso
Lançamento original: 1985
Lançamento BR: 1999; 2012
508 páginas

Relançamento do livro com acréscimo de capítulos.
Este não foi o primeiro livro de Judith McNaught que tive contato, mas foi o que mais gostei. De fato, fiquei apaixonada por toda a saga da família Westmoreland, que teve início com este livro, lançado originalmente em 1985; depois dando um salto no tempo ao passado, com a história do primeiro Duque de Claymore (1989, ainda não lançado no Brasil); passando para o irmão do atual Duque, Stephen Westmoreland (1994) e seguido pela história de um dos personagens recorrentes da série Nicholas Du Ville (1995).

Romance histórico, ambientado em Londres e Paris a partir de 1816, traz a história da senhorita Whitney Stone, uma jovem irrequieta, determinada, inteligente e dona do próprio nariz. Tem um relacionamento conturbado com o pai, que despreza o comportamento pouco feminino da filha, e, por ter perdido a esposa quando a filha ainda era muito pequena, decide enviar a filha para morar com a cunhada, em Paris, para ver se esta consegue transformar a filha, já adolescente, numa dama.
Whitney tem uma paixão nada secreta por Paul Sevarin, amigo de longa data, e por conta de seu comportamento pouco usual para atrair-lhe a atenção, ela é motivo de fofocas no povoado onde mora.
Ao ir morar em Paris com os tios, ela tem por determinação voltar uma verdadeira dama e, assim, finalmente conquistar o coração de seu grande amor. Mas.... o munda dá voltas, graças a Deus!!!!! E a partir de Paris tudo muda.

Sim, ela torna-se uma dama, mas ainda assim ela consegue manter um pouco de sua personalidade rebelde e com isso, ela atrai a atenção do Duque de Claymore, Clayton Westmoreland. O jogo de caça do gato e rato se inicia.



Para quem leu a primeira versão lançada no Brasil há muito tempo, e fora do mercado há tanto tempo quanto - e caçada a peso de ouro em sites de compra e venda de livros! -, vai notar não só o acréscimo de capítulos (a autora sempre se lamentou por ter terminado o livro original de forma tão abrupta), mas também novas falas em outras partes do livro. Algumas delas absolutamente deliciosas e que vieram em boa hora.
Digo até que minha parte preferida do livro tornou-se o diálogo entre os irmãos, não existente na versão original. É de uma singeleza incrível, especialmente por se dar entre dois homens.

Apesar da edição ter sido (re)lançada em tamanho pocket, o texto vem em versão integral e sua finalização está belíssima. Parabéns à editora.
Agora nós, ardentes fãs da escritora e da saga Westmoreland em si, só esperamos que a editora relance outros títulos e lance títulos ainda não disponíveis para nós, mas que são há muito conhecidos - e desejados! - por nós.

#leituranossadecadadia:

  • Judith McNaught - A Kingdom of Dreams
  • Judith Mcnaught - Até você chegar (Best Seller)
  • Judith McNaught - "Miracles", em A Holiday of Love
  • Judith McNaught - Alguém para Amar (Best Seller)
  • Judith McNaught - Agora e Sempre (Best Seller)
  • Judith McNaught - Something Wonderful

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Jane Austen - Mansfield Park

#2




Ficha técnica: Mansfield Park
Autora: Jane Austen
Editora: várias
Lançamento original: 1814




Confesso, este foi um livro difícil de terminar.
Romance histórico? Amo de paixão. É interessante ver a perspectiva e comportamentos de uma era totalmente diferente da atual, com regras tão rígidas, direitos poucos e uma visão de futuro - normalmente - tão pequena.
Mas desculpe-me, Jane, esta sua personagem deu no saco!!!!!

Ok, ok. Eu sei que o histórico de vida de Fanny era totalmente diferente de Emma.
Fanny nasceu de uma família numerosa e paupérrima. Foi dada para ser criada por uma tia, mas nunca na realidade foi realmente considerada como da família. Todos - os adultos pelo menos - gostavam de lembrá-la sobre a extrema bondade deles em terem dado a ela esse oportunidade de uma vida melhor. Principalmente a tia Norris...Caraca! Que mulher chata, interesseira e mesquinha!!!
A questão é que Fanny era boa. Boa porque não tinha como ser ruim. Ela aceitava tudo de cabeça baixa; sua saúde fraca ainda dificultava tudo, e claro que ela nutria uma paixãozinha platônica pelo primo Edmund.
Os outros personagens eram egoístas, ególatras, desonestos, mesquinhos, orgulhosos, ou seja, nesse romance Jane estava mais do que inspirada em juntar num só romance todas as categorias detestáveis que normalmente ela espalha entre seus livros. O incrível é que na época do lançamento, em 1814, todos os exemplares do livro foram vendidos em 6 meses. Um grande feito para a época.

Fanny é diariamente humilhada pela sra. Norris, as primas, Maria e Julia, só pensavam em si, o primo mais velho Tom era um viciado, a tia, uma omissa. Ela vive longe da família, tendo um contato maior com o irmão marinheiro. Quando novos visitantes chegam à cidade, os irmãos Henry e Mary Crawford, Fanny é a única não "enfeitiçada" pelo encanto deles e consegue enxergar sua real natureza, mas como não tem voz ativa, ela nem tenta alertar aos demais familiares sobre aqueles.
A impressão que me deu é que se você ler os primeiros capítulos e pular pros finais, não terá perdido grande coisa, porque a explicação básica do rumo que cada um tomou pra sua vida está toda lá.
Uma pena. É um clássico. Muitas das censuras que Jane fazia às pessoas de sua época estão lá, embutidas, e você até consegue sorrir em alguns momentos. Mas definitivamente, NO MOMENTO, este não é um dos meus livros dela preferidos.
Digo no momento porque pode ser que ao relê-lo daqui mais uns anos, minha visão tenha se modificado e eu possa alcançar toda a magnitude do que autora quis expressar.
Livro também é tempo. Cada um deve ser lido na época certa. Talvez esta não seja a época certa para Mansfield Park.
Mas a saga de Jane Austen continuará até o último livro.

#leituranossadecadadia:

  • Rose Pressey - How to date a werewolf (kindle)
  • Sharon Schulze - O Coração do Dragão (Nova Cultural)
  • Hannah Howell - Jardim Mágico (Nova Cultural)
  • Hannah Howell - A Bela e a Fera (Nova Cultural)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Nina Sankovitch - O Ano da Leitura Mágica



Ficha técnica: O Ano da Leitura Mágica (Tolstoy and the purple chair. My year of magical reading)
Autora: Nina Sankovitch
Editora Leya
Lançamento original: 2011
Lançamento BR: 2011
232 páginas


"Você já ficou arrasado ao terminar um livro?
Algum escritor já continuou sussurrando em seu ouvido
muito tempo depois de você ter virado a última página?"
The Open Door ~ Elizabeth Maguire

Não sei dizer se fiquei exatamente "arrasada" ao terminar este livro. Diria mais que eu fiquei em nuvens.
Há livros que conseguem nos fazer pensar, que nos movem à ação, que nos movem à reflexão.
Não me importo se o livro é tido como "papo cabeça" ou "livro de mulherzinha". Para mim ele deve fundamentalmente mostrar a que veio.
Sim, há períodos em que gosto de ler livros sérios, introspectivos. Em outros, prefiro a água com açúcar, o capa e espada, o mocinho e o bandido bem demarcados. Tudo tem sua fase.
Não importa que tipo seja. Se eu me predispus a lê-lo, ele deve me arrebatar. Deve fazer com que eu queira fazer parte daquele enredo. Seja rindo, chorando, xingando, ou pronta a arregaçar as mangas e experimentar alguma nova receita ali descrita.

Eu diria que este livro me ajudou a ver a vida com outros olhos.
Nina é uma mulher mais ou menos da minha idade, com quatro filhos e um casamento sólido e por amor. Ela perde a irmã com apenas 46 anos de idade, vítima de câncer. E seu mundo desmorona.
Nos três anos seguintes a esse desastre, ela decide aproveitar a vida, estar disponível a todos os entes queridos, a provar que a tristeza não lhe roubou a saúde. Mas isso não foi o bastante. A tristeza da perda ainda se encontrava lá.
Analisando os anos em que viveu ao lado da irmã, ela lembra-se que uma coisa elas tinham em comum: o amor pela leitura. Daí, ela decide ter um ano sabático para leitura. Sim, um ano inteiro lendo 1 livro por dia. Mas será que ela conseguiria, com 4 filhos ainda dependentes e tantos outros afazeres?

Tudo veio a ser documentado em seu site:

www.readallday.org


Ao virar de cada página você se depara não só com o desafio proposto a si mesma, mas também com a história de sua família. Os anos durante as guerras, as primeiras paixões, as implicâncias, os insights, as descobertas, as perdas.
Impossível não se emocionar em vários trechos. Impossível não parar a leitura em alguns momentos para analisar a própria vida.
Enfim, para um início de ano, este livro foi um senhor achado.

De minha parte, gostei mais da capa no original em inglês. A alusão à poltrona roxa é porque era o local onde ela mais lia em sua casa. Por isso pesquisei na internet como seria a minha poltrona roxa perfeita para leitura e me vi apaixonada pela chase long no início da postagem (rsrsrsrs).


E assim como Nina, acho que devemos falar sobre livros. Por isso decidi fazer este blog.
Se você me acompanha aqui desde o início já deve ter percebido pelo menos 2 coisas. Primeiro: só resenho sobre livros REALMENTE lidos. Vejo blogs por aí falando de livros recém lançados ou pelas parcerias feitas com editoras, mas que não foram lidos pelas administradoras dos tais blogs. Mais uma vez digo que essas parcerias são muito bem vindas, mas de minha parte gosto da autonomia de falar o que eu quiser sobre o livro. Se eu tiver presa à uma parceria, se eu ganhei vários livros de uma editora X, pessoalmente, eu me sentiria podada a dar minha verdadeira opinião. E se eu não gostar do livro? Da história, da formatação, do tamanho do livro? Sei lá!!!
De qualquer forma, as parcerias são uma forma de divulgação muito bacana no mundo dos blogs.
A segunda coisa é que por opção não coloquei "seguidores". Eu queria algo mais intimista, algo onde eu pudesse expressar minhas opiniões literárias sem a paranóia de verificar quantas pessoas me seguem e me curtem. Se você gosta do que escrevo aqui (e soube há pouco tempo que algumas pessoas compraram livros baseadas em minha resenhas. Obrigada pela preferência!), pode voltar quantas vezes quiser, ou melhor, pode receber minhas atualizações através de seu email. E assim nós dois ficamos felizes: eu sem a "nóia" de saber se você realmente existe, e você lendo minhas opiniões quando mais lhe satisfizer.

a autora Nina Sankovitch


Segundo minha estante virtual no site do SKOOB (http://www.skoob.com.br/usuario/13162), estamos no 13º dia do mês de janeiro e eu já li 16 livros. Geralmente é assim, acelero no início do ano e depois vou lendo menos, mas nem por isso me contento em ler menos do que 100 livros por ano.


Se o mundo vai acabar mesmo em dezembro de 2012 eu não sei. O que eu sei é que devemos tentar ser melhores que nós mesmos a cada dia; e nesta leitura encontrei o fio que pode me ajudar a começar uma série de mudanças, na área de leitura ou na vida pessoal.
E para terminar, faço minhas as palavras de Kafka, no que diz respeito a como um livro deve mexer comigo....Espero que este livro também mexa contigo....

"Precisamos de livros que nos afetem como um desastre,
 que nos deixem profundamente tristes
como se alguém tivesse morrido, alguém que amássemos
mais do que a nós mesmos, como se nos perdêssemos
de todos numa floresta, como um suicídio.
Um livro tem de ser uma rachadura no
oceano congelado que temos dentro de nós."
Franz Kafka ~Carta para Oskar Pollak (1904)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Jane Austen - Emma


Ficha técnica: Emma
Autora: Jane Austen
Editora: várias
Lançamento original: 1815

#1

Conforme disse numa das primeiras postagens neste blog, estava pensando em voltar a ler os clássicos de Jane Austen (principalmente porque uma amiga querida ODEEEEEEEEEIA a autora. LOL).
Fiquei pensando na ordem de leitura que eu escolheria (são 6 os livros terminados pela autora. Ela deixou um sétimo inacabado), então veio-me à mente o filme "O Clube de Leitura de Jane Austen". Por que não utilizar a mesma sequência adotada no filme?
Vamos à ela.

O primeiro livro é EMMA.
Publicado em dezembro de 1815, início de 1816, Emma traz a história de uma moça rica, inteligente, bonita....e mimada.
Sim, Emma tem uma inteligência diferenciada para as mulheres de sua época. Leitora voraz, boa em cálculo e ótima argumentadora. À idade de 21 anos descobre-se uma casamenteira ao ser bem sucedida em apresentar o viúvo Sr Weston à sua governanta Srta. Taylor. A partir daí ela se julga muito entendida no assunto e decide ajudar outros casais a se encontrarem. Apesar de ela mesma dizer que não foi talhada para o matrimônio. 
Dá-se início à sua peregrinação em ajudar sua nova amiga Harriet a encontrar um par. E atrapalhadas acontecem. Nenhum casal apontado dá certo. É um tal de um se interessar por outro que está interessado num terceiro...

É divertido ver os comentários de seu pai, o Sr. Woodhouse e sua hipocondria. Mais divertido ainda é o diálogo entre ele e sua filha mais velha, Isabelle, sobre que médico é o melhor em seu ofício e se o ar do mar faz bem à saúde ou não.
Ainda há a Srta. Bates, uma solteirona que fala pelos cotovelos, boca, joelhos e qualquer outra parte da anatomia humana. Será que você conhece alguém assim?

Há toda uma demonstração dos costumes da época, tudo feito muito mais lentamente do que agora. Os passeios, os "serões", o tipo de conversa.

Tudo vai bem (ou mal, de acordo com o que Emma deseja), até que ela mesma se vê enredada numa história de ciúmes. Como expressar que ela, uma solteirona convicta, pode estar apaixonando-se pelo Sr. George Knightley, um cavalheiro e vizinho de sua propriedade?

Jane Austen consegue expressar toda a glória de uma época, mas também suas contradições e preconceitos das ditas pessoas da alta sociedade.
Diálogo delicioso, leitura que faz bem à alma.


A Alegria dos Livros

Cuidado ao fechar a porta da livraria à noite. Surpresas acontecem.....




=)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Maya Banks - Trilogia McCabe


Ficha Técnica: [McCabe 01] In bed with a Highlander; [McCabe 02] Seduction with a Highlander Lass; [McCabe 03] Never Love a Highlander
Autora: Maya Banks
Editora: Ballantine Books
Lançamento original: agosto, setembro e outubro/2011
Nº de páginas: 368; 352; 336



ROMANCE HISTÓRICO.

Sim, adoooooro um romance histórico. E fiquei fascinada pela narrativa de Maya Banks. Já conhecia a autora escrevendo romances contemporâneos (pra lá de calientes), e estes ela não deixou a desejar.
História envolvente sobre o clã McCabe, comandado pelos irmãos do mesmo nome, em guerra contra Cameron. Vinganças do passado e cobiça regem toda a guerra. E claro, sempre um grande amor à espreita quando menos se espera.
História divertida.
Passei o final de semana em ótima companhia, obrigada.
Resta saber quando alguma editora brasileira se interessará em pegar os direitos dessa trilogia, especialmente por a autora ser conhecida no meio literário como uma autora de livros "hot".
Para as fãs do gênero, vale a pena a leitura, sem arrependimentos.
Abaixo as capas originais.E acima, o book trailer.






#leituranossadecadadia:



  • Jacquie D'Alessandro - Maldição de Amor
  • Carolyn Zane - O Cauboi Milionário (Nova Cultural)
  • Roxanne St. Claire - [OsGarrison 01] Prazer Total (Harlequin)
  • Sara Orwig - [Os Garrison 02] Mestre do Fascínio (Harlequin)

domingo, 8 de janeiro de 2012

Ei, tem uma estante aí?


Qual foi minha surpresa ao ler este artigo na Revista Veja (11/01/2012, pág 20) sobre um assunto até banal, mas que de certa forma diz respeito a mim e aos muitos leitores compulsivos que conheço: no Brasil NÃO é fácil comprar uma estante para livros.

Seu queixo também caiu? Pois é, este é um assunto que nunca passou pela minha cabeça. Primeiro porque possuo estantes há anos em minha casa. Minha família sempre valorizou a leitura e, com isso, acabei herdando uma bela estante e muitos livros.
Mas fiquei verdadeiramente pasma quanto a esse assunto.
Será isso, como levanta o autor do artigo, um indício do quão pouco os brasileiros leem? Sim, porque como sugerido no artigo, citando nomes de lojas famosas, os donos destas mesmas cadeias de lojas de móveis não deixariam de vender um artigo se este trouxesse a aqueles lucro. Se não vendem é porque não tem saída.

#pasmei

Ainda o autor cita uma experiência que fez a título de curiosidade: clicou na internet, em sites de lojas estrangeiras, a palavra bookcase (estante), e apareceram 725 itens, em cores variadas. Na verdade o número menor surgido foi em relação a estantes para enfeites (o oposto no Brasil).

Fiquei até envaidecida quando li sobre o número de livros comprados/lidos por pessoa em relação a outros países e a minha média anual:

"Na realidade, os islandeses estão entre os leitores mais furiosos, comprando oito livros por pessoa/ano e os domicílios abrigando uma média de 338 livros. Na Austrália e na Nova Zelândia, acima da metade dos lares tem mais de 100 livros.
Como serão os hábitos de leitura dos brasileiros? Os resultados não são nada lisonjeiros. A média brasileira é de 1,8 livro lido por habitante/ano. Isso se compara com 2,4 para nossos vizinhos colombianos, cinco para os americanos e sete para os franceses."

Como sempre, média é média, e fiquei feliz em saber que leio mais do que muito francês/ano.
E você, já parou pra pensar quantos livros leu no último ano? Se você faz parte de algum site de relacionamento ligado à leitura, como o SKOOB por exemplo, na certa você tem como contabilizar o número de livros lidos, comprados, emprestados, etc. Se não, basta fazer um restrospecto pra lembrar a quantas anda seu hábito de leitura.
A valorização desse hábito está intimamente ligada ao número de anos de estudos entre os membros da família.

De fato, um artigo interessante. E apesar do título até estranho ("onde comprar estantes de livros?"), nos leva à analise profunda. Sua leitura está em dia com você mesmo (a)? 

sábado, 7 de janeiro de 2012

1822 - Laurentino Gomes

Quem gosta de passado é museu......






Ficha técnica: 1822 ~ Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil - um país que tinha tudo para dar errado
Autor: Laurentino Gomes
Editora Nova Fronteira
Lançamento BR: 2010
351 páginas 

...e eu!!!!!
Não sei porque as escolas não ensinam História do Brasil dessa maneira. Muito melhor de se entender, envolvente e mais realista.
Quando se é pequeno aprende-se tudo errado, para depois no Ensino Médio "desaprender" um monte de coisa. Imagina então meu espanto ao constatar que tive de desaprender mais coisas?

A narrativa é bárbara.
Não, o autor não é historiador ou professor de qualquer coisa. Ele é jornalista. Ele vai até onde tudo aconteceu, pesquisa documentos, cartas, diários, mapas, visita túmulos, igrejas, castelos, museus. E se possível, conversaria com os contemporâneos dos envolvidos.

A independência do Brasil. O título enorrrrrrrme do livro já dá uma clara noção que tudo tinha para dar errado, mas assim como o livro anterior, 1808, mostrando a fuga da Família Real portuguesa, corrida com medo de Napoleão, mostrou que a vinda deles só ajudou ao desenvolvimento da colônia, este livro, 1822, mostra-nos que esta mesma vinda foi o princípio do fim do Brasil como colônia explorada por Portugal.

Adorei saber sobre o temperamento hiperativo de D. Pedro; José Bonifácio usava trança e contava piadas; as fofocas de bastidores; a diarreia; o plágio. Pontos altos do livro que a literatura oficial prefere esconder. A lenda torna-se mais importante que os fatos.

Um livro que deveria ser lido por todos os brasileiros, estudantes ou não, professores ou não.
Já temos a péssima tendência de não valorizarmos o passado (vê-se pelo descaso em que nossos museus encontram-se). Não deixemos que a ignorância nos engolfinhe. Um povo que não conhece sua história, ainda que rico, é pobre.

Abaixo um pedaço que muito me impressionou:

"O texto original da Constituição de 1824 jaz atualmente no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro. Sua mera existência é ignorada pela imensa maioria dos brasileiros...É um destino bem diferente daquele reservado à primeira e única Constituição dos Estados Unidos, hoje objeto de culto no santuário em que é mantida - o Arquivo Nacional americano situado na Rotunda, em Washington. Guardado numa caixa de vidro à prova de bala e de umidade, o documento é visitado todos os dias por milhares de turistas...À noite, é recolhido a um cofre de aço inoxidável revestido por uma laje de concreto de 55 toneladas resistente a ataque nuclear.
O tratamento dedicado aos dois documentos tem explicação nas origens. A Constituição dos Estados Unidos é uma obra coletiva. (...) Já a Constituição brasileira hoje esquecida no Rio de Janeiro é obra da vontade de um homem só, o rei. E, por mais avançada que fosse, nela o povo nunca se reconheceu."

# Morri

#leituranossadecadadia:

  • Valerie King - O Noivo Perfeito (Nova Cultural)
  • Valerie King - Você como Recompensa (Nova Cultural)
  • Miss Piggy - Por que os Homens Preferem as Divas? (Leya)
  • Lisa Kleypas - [Apostadores 01] Quando você chegou